Jorge Pinheiro (pintor)

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa

Jorge Pinheiro (Coimbra, 7 de outubro de 1931) é um pintor português.

Frequentou o curso de Pintura na Escola Superior de Belas-Artes do Porto, terminando a licenciatura em 1963 com a classificação de 20 valores, tal como os pintores Ângelo de Sousa e Armando Alves e o escultor José Rodrigues, com os quais veio a fundar em 1968 o grupo dos Os Quatro Vintes. Jorge Pinheiro integrou o grupo docente da ESBAP em 1963.[1]

As tendências expressionista e figurativa influenciaram a sua produção artística inicial, mas uma viagem de estudo pela Holanda, Bélgica, Suíça, França, Itália e Espanha, em 1966, fê-lo conhecer o abstracionismo geométrico. As suas pinturas adotaram um grande formato, com vastas superfícies cromáticas lisas, povoadas por formas geométricas elementares. A obra "Outono", de 1972, com a qual realizou a prova de agregação na ESBAP, apresenta uma série de linhas verticais e horizontais, constituindo zonas cromáticas bem definidas, sobre as quais surgem formas curvas dinâmicas.[2]

A partir de 1973, retomou a tendência figurativa com um conjunto de quadros de temática religiosa e mística. Em 1976 tornou-se docente da Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa e, em 1979, foi bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian, estagiando na École des hautes études en sciences sociales, em Paris.[2]

Jorge Pinheiro expõe regularmente em mostras coletivas, desde 1954, e individuais, desde 1958. Colabora com arquitetos e paisagistas e faz ilustrações para obras literárias de autores como Mário Cláudio, Luísa Dacosta, Adília Alarcão, Manuel Ferreira Genet e Ilse Losa.

Dos vários prémios obtidos, destacam-se a medalha de prata "Cinquentenário da Morte de Amadeo de Sousa Cardoso" (1969), o Certificat of the International Board for Young People (1973), o Prémio da III Exposição de Gravura, Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa (1981), o Prémio Gouvernement Princier de Mónaco (1989) e o Prémio da Associação Internacional dos Críticos de Arte (2003).[3]

Jorge Pinheiro está representado em inúmeras coleções privadas e públicas, como no Museu Nacional de Arte Contemporânea, no Museu do Chiado, no Museu Calouste Gulbenkian, em Lisboa; no Museu de Serralves e Fundação Ilídio Pinho, no Porto; na Museu de Arte Moderna, em Sintra; no Ministério da Cultura, na Caixa Geral de Depósitos, no Banco de Portugal, no Banco Espírito Santo, no Millennium BCP, no Museu da Electricidade, entre outros.[3]

Referências

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • José Augusto França, Os Quatro Vintes. Porto, O Oiro do Dia, 1985
  • Maria Augusta Babo e Jorge Pinheiro, Figurações: diálogos da pintura para o texto. Almada, Casa da Cerca, 1997
  • João Lima Pinharanda, Jorge Pinheiro. Anos 60 Anos 90. 2.ª edição, Porto, Campo das Letras, 2002
  • Carlos Vidal, Jorge Pinheiro. Lisboa, Ed. Caminho, 2005
  • João Miguel Fernandes Jorge. Oferenda esquecida. Lisboa, Galeria Palmira Suso / Porto, Campo das Letras, 2006