José Rainha Júnior

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José Rainha em 2016 (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

José Rainha Júnior (São Gabriel da Palha - ES, 4 de julho de 1960) é um ativista brasileiro, ex-líder do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e posteriormente militante da Frente Nacional de Lutas no Campo e Cidade (FNL)[1] .

Foi afastado das instâncias em 2007 por divergir de algumas posturas políticas tomadas pelas instâncias nacionais influenciadas pela conjuntura atrelando, na sua opinião, o movimento ao estado e inviabilizando a construção de um projeto histórico de ocupação de propriedades privadas rurais improdutivas. Grande liderança de massas, foi para as bases da sua regional e decidiram tomar uma postura de continuidade de enfrentamento. Sofreu condenação judicial por porte ilegal de arma[2] . Apesar disto, Rainha continua declarando que é filiado ao movimento e ainda utiliza os símbolos deste, mesmo sem permissão. O MST, entretanto, afirma que Rainha não representa mais os ideais de luta do movimento.[3]

Em 2008, o jornal O Globo utilizou a imagem de Rainha, que fez campanha para um candidato a vereador da Rocinha acusado de ligações com o tráfico de drogas, de forma a associar o MST à prática nas favelas do Rio de Janeiro[4] . A direção nacional do MST lançou uma nota de esclarecimento reafirmando que Rainha "e os integrantes de seu grupo, como Niúria Antunes, não participam de nenhuma instância da coordenação nacional, estadual ou local do nosso movimento" e que ele "não faz (mais) parte do MST" [5]

Em 2014, Rainha participa da fundação da Frente Nacional de Luta Campo e Cidade (FNL), movimento social organizado no qual milita até hoje[6] .

Em 2015, José Rainha Júnior foi condenado por uma Vara Federal a 31 anos e 5 meses de prisão pelos crimes de estelionato, formação de quadrilha e extorsão; sentença que atualmente apela em liberdade. Rainha foi investigado, junto com outros acusados, na "Operação Desfalque" da Polícia Federal em 2011, onde mostrou se que os réus utilizavam trabalhadores envolvidos ao MST para invadir terras e exigir de seus proprietários contribuições para o movimento; porém grampos telefônicos comprovaram que o dinheiro era desviado aos próprios integrantes do grupo. Dentre as acusações do MPF contra Rainha e seus colaboradores estão: recebimento de R$ 70 mil de duas empresas do agronegócio para não invadir e queimar plantações de cana-de-açúcar; tentar extorquir R$ 112 mil de uma concessionária de rodovias para não obstruir e destruir pontos de pedágio; apropriação e cobranças indevidas de cestas básicas vindas do INCRA aos trabalhadores rurais. [7] [8]

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Referências

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