Juan Diego Cuauhtlatoatzin

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São João Diogo Cuauhtlatoazin
Retrato de São Juan Diego
Vidente de Nossa Senhora de Guadalupe
Nascimento 9 de dezembro de 1474 em Cuautitlán, México
Morte 30 de maio de 1548 em Cidade do México, México
Veneração por Igreja Católica
Beatificação 1990, Roma por Papa João Paulo II
Canonização 2002, Roma por Papa João Paulo II
Principal templo Basílica de Guadalupe, México
Festa litúrgica 9 de dezembro
Atribuições Tilma (espécie de tecido feito de fibras de cacto) que após carregar as flores dadas pela Virgem para mostrar ao bispo, não se deteriorou após séculos
Padroeiro Povos indígenas e floristas
Gloriole.svg Portal dos Santos

Juan Diego Cuauhtlatoatzin, conhecido como San Juan Diego, era um índio pobre, nascido em 9 de dezembro de 1474, em Cuautitlán, no México, ele pertencia à baixa casta do Império Azteca, quase pertencente a condição de escravo, e se dedicava a um árduo trabalho no campo e a fabricar esteiras. Ele tinha um pedaço de terra no qual possuía uma pequena casa em que vivia sem filhos e com a esposa.

Ele e sua esposa foram batizados e receberam o nome cristão de João Diego e Maria Lúcia, em 1524, atraídos pela doutrina dos padres franciscanos que chegaram no México. Juan era muito dedicado e religioso, caminhava descalço e vestindo uma roupa de tecido grosso como todos de sua classe 14 milhas da sua vila até a Cidade do México, para aprender a Palavra de Cristo. Em 1529 ele se mudou para a casa de seu tio, após sua esposa falecer, diminuindo o percurso para 9 milhas. Fazia o mesmo percurso todo sábado e domingo, saindo sempre cedo, antes de amanhecer, até que em 9 de dezembro de 1531, entre a vila e a montanha, aconteceu a primeira aparição de Nossa Senhora de Guadalupe, em que ela o chama e o encarrega de pedir ao bispo para construir uma igreja no lugar da aparição. O bispo não se convenceu, e ela pediu para que Juan Diego insistisse. No domingo, um dia depois, ele foi falar com o bispo novamente, que pediu provas concretas sobre a aparição. Dia 12 de dezembro a Virgem apareceu novamente e pediu para que ele colhesse flores para ela no alto da colina de Tepeyac. Ele as colheu, colocou no manto e levou para Nossa Senhora, e então ela pediu que as levasse como prova pro bispo. Quando ele estava de frente pro bispo, ele abriu a túnica e as flores caíram e no tecido apareceu a imagem de Nossa Senhora de Guadalupe. Após o milagre de Guadalupe, ele se dedicou a propagar as aparições e recebeu permissão do bispo para receber a comunhão 3 vezes na semana. Juan Diego faleceu dia 30 de maio de 1548 de morte natural. Foi beatificado em 1990, e canonizado em 2002, tornando-se o primeiro santo católico indígena americano. Como o tecido dura apenas cerca de 15 anos, foram feitas tentativas de se replicar. Em 1979, Phillip Serna, junto com especialista da NASA fizeram 40 imagens em infravermelho da imagem. E José Aste Tonsmann, da IBM, ampliou 3 mil vezes os olhos de Nossa Senhora de Guadalupe, e afirmou que aparecem 13 figuras, que para ele não poderiam ter sido pintadas por um ser humano, pois não são visíveis a olho nu. Elas se repetem nos dois olhos e de acordo com ele retratam a cena em que o índio mostra o manto para o bispo. É venerada no Santuário de Nossa Senhora de Guadalupe e a sua festa é celebrada em 12 de Dezembro.

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