Kiss Me, Stupid

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Kiss Me, Stupid
Beija-me, idiota (PT/BR)
Estados Unidos
1964 •  pb •  126 min 
Direção Billy Wilder
Produção Billy Wilder
Roteiro Billy Wilder
I.A.L. Diamond
Baseado em Anna Bonacci
Género comédia
Música André Previn
Direção de arte Robert Luthardt
Cinematografia Joseph LaShelle
Edição Robert Mandell
Companhia(s) produtora(s) The Mirisch Corporation
Lançamento 22 de dezembro de 1964
Idioma inglês

Kiss Me, Stupid (em português: Beija-me, Idiota) é um filme de comédia dos Estados Unidos de 1964, realizado por Billy Wilder baseado na peça L'ora della fantasia de Anna Bonacci.

Sinopse[editar | editar código-fonte]

Um cantor Dino, após terminar a sua temporada em Las Vegas, vai para a estrada para participar num programa especial de TV. Porém no meio da viagem tem de mudar de direção, pois houve um acidente e a estrada está bloqueada.

Desta forma terá de passar por Climax, Nevada, uma pequena cidade. Ali mora Orville J. Spooner, um professor de piano clássico que é muito ciumento da sua mulher, Zelda. Como está difícil viver a dar aulas de piano, ele e Barney, estão a tentar escrever uma canção que seja aceita por algum grande cantor. Quando Dino chega à cidade, a dupla vê a oportunidade que esperava.

Elenco[editar | editar código-fonte]

Produção[editar | editar código-fonte]

O diretor Wilder inicialmente ofereceu o papel de Orville Spooner a Jack Lemmon (marido de Farr), a quem tinha dirigido anteriormente em Some Like It Hot, The Apartment e Irma la Douce, mas por compromissos anteriores o ator foi forçado a recusar. Foi contratado então Peter Sellers, que filmou durante seis semanas até sofrer uma série de 13 ataques cardíacos, tendo sido hospitalizado no Cedars of Lebanon Hospital. Quando recebeu alta, o ator voltou para a Inglaterra por ordens médicas para um descanso de seis meses. Sem querer esperar, Wilder preferiu substituí-lo e refilmou todas as cenas com o ator [1] .

Marilyn Monroe era a preferida para o papel de Polly the Pistol durante a pré-produção em 1962. Com o falecimento dela, Jayne Mansfield foi cotada. Monroe e Mansfield eram rivais na época e parecia a escolha óbvia, mas a atriz estava grávida e não quis o papel. Foi então substituída por outra loira, Kim Novak.

Wilder era amigo de Ira Gershwin e lhe perguntou se não gostaria de compor algumas canções escritas como sendo dos personagens Barney e Orville. Gershwin sugeriu a ele escrever as letras para músicas não gravadas de seu irmão George. Como resultado, o filme trouxe o lançamento de três canções dos Gershwins: "Sophia," "I'm a Poached Egg" e "All the Livelong Day" [1] .

As locações foram em Twentynine Palms, Califórnia. A sequência de abertura foi filmada no Sands Hotel em Las Vegas, aproveitando parte do show real de Dean Martin e mostrando a fachada do hotel. Algumas cenas interiores foram no Aquarius Theatre e no Moulin Rouge Night Club em Los Angeles. O carro que Martin dirige em cena é mesmo seu.

A Legião Católica da Descência (Catholic Legion of Decency) atacou fortemente o filme. Wilder aceitou algumas sugestões para suavizar o adultério cometido por Zelda com Dino, mas sua recusa em efetuar outras mudanças pedidas levou à condenação do filme, o primeiro desde Baby Doll de 1956. A United Artists decidiu lançar o filme sob a marca da Lopert Pictures, uma subsidiária anteriormente usada para filmes importados.[1]

Wilder mencionou poucas vezes esse filme em entrevistas posteriores. Em On Sunset Boulevard: The Life and Times of Billy Wilder, biografia de autoria de Ed Sikov ele afirma (em tradução livre): "Eu não sei porque o filme escandalizou as pessoas. É o filme mais burgês que existe", ele declara. "Um homem quer uma carreira e a pessoa que quer ajudá-lo, quer dormir com a sua esposa (...) O público aceitou The Apartment porque foi melhor concebido, melhor escrito e melhor lubrificado".[1]

Referências

Bibliografia
  • Os Melhores Filmes de Todos os Tempos, de Alan Smithee, 1995

Ligações externas[editar | editar código-fonte]