Movimento Democrático de Libertação de Portugal

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
(Redirecionado de MDLP)
Ir para: navegação, pesquisa
Movimento Democrático de Libertação de Portugal
Datas das operações 5 de maio de 197529 de abril de 1976
Líder António de Spínola
Motivos adopção de um sistema democrático pluralista
Área de atividade  Portugal
Ideologia Anticomunismo
Principais ações ataques bombistas e destruição de sedes de partidos de esquerda
Status desmobilizado a partir do fracasso do Golpe de 25 de Novembro de 1975

O Movimento Democrático de Libertação de Portugal (MDLP), formalmente constituído em 5 de maio de 1975[1], foi um movimento clandestino de resistência à crescente influência do Partido Comunista Português e dos vários grupos de Extrema-Esquerda, influência essa que se fazia sentir à margem da ainda frágil democracia. Foi criado após a Intentona de 11 de Março de 1975 (segundo alguns, a inventona"). Foi oficialmente dissolvido a 31 de Março do ano seguinte[2].

Era o (MDLP) liderado, a partir do Brasil, pelo General António de Spínola[3], mas toda a sua estrutura encontrava-se sediada em Madrid. Essa estrutura assentava num Gabinete Político, que assegurava a liderança política do movimento, dirigido por Fernando Pacheco de Amorim reportando directamente ao General António de Spínola e integrado, entre outros, por António Marques Bessa, Diogo Velez Mouta Pacheco de Amorim, José Miguel Júdice e Luís Sá Cunha. A estrutura militar era liderada pelo Coronel Dias de Lima, Chefe do Estado Maior, também ele reportando directamente ao General António de Spínola e subdividia-se em dois braços, a RAI - Rede de Acção Interna, liderada por Alexandre Negrão e as FAE - Forças de Acção Externa, estas lideradas por Alpoim Calvão. Ambos Alexandre Negrão e Alpoim Calvão reportavam directamente a Dias de Lima. O MDLP terá tido um papel relevante na preparação do campo para o êxito do 25 de Novembro nos anos quentes que se seguiram à Revolução de 25 de Abril de 1974 em Portugal.[4].

Na noite de 4 de Outubro de 1975, forças do Regimento de Infantaria de Braga fizeram um cerco ao Seminário de São Tiago, da mesma cidade, em Braga, e com isso conseguiram capturar o major Mira Godinho e o major-tenente Benjamim de Abreu, desta organização, mas Alpoim Galvão consegue escapar no telhado[5].

Há quem refira, que durante o Verão Quente de 1975, os vários atentados bombistas a sedes de partidos políticos de esquerda Carlos Paixão, Alfredo Vitorino, Valter dos Santos e Alcides Pereira[carece de fontes?]foram atribuídos (mas sem qualquer tipo de prova) ao MDLP[6], cujas acções eram muitas vezes confundidas com as do Exército de Libertação de Portugal (ELP) e do auto-denominado Movimento Maria da Fonte.

Cronologia[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. MDLP (1975), Politipédia, Observatório Político, 2012
  2. Sobre o MDLP, por A-24, em 13.08.13
  3. Quando Spínola quis invadir Portugal com ajuda do Brasil, Manuel Carvalho, Público, 27 de Abril de 2014
  4. «Movimento Democrático para a Libertação de Portugal». Universidade Técnica de Lisboa. Consultado em 5 de janeiro de 2011 
  5. Sobre o MDLP, por A-24, em 13.08.13
  6. «Entrevista com Alpoim Galvão». Universidade de Coimbra. Consultado em 5 de janeiro de 2011 
  7. «MDLP». Infopédia. Consultado em 5 de janeiro de 2010 
  8. «Cronologia pulsar da revolução». Universidade de Coimbra. Consultado em 5 de janeiro de 2010 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Ícone de esboço Este artigo sobre História de Portugal é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.