Mahasamghika

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Budismo
inicial
Escrituras

Cânone páli
Agama
Textos budistas
de Gandhara

Concílio

1º Concílio
2º Concílio
3º Concílio
4º Concílio

Escolas

Primeira Sangha
 Mahāsāṃghika
     Ekavyāvahārika
         Lokottaravāda
     Gokulika
         Bahuśrutīya
         Prajñaptivāda
     Caitika
         Apara Śaila
         Uttara Śaila
     (Haimavata)
 Sthaviravāda
     Puggalavāda
         Vātsīputrīya
             Dharmottarīya
             Bhadrayānīya
             Sammitīya
             Sannāgarika
     Sarvāstivāda
         (Haimavata)
         (Kāśyapīya)
         (Mahīśāsaka)
             (Dharmaguptaka)
         Sautrāntika
         Mūlasarvāstivāda
         Vaibhāṣika
     Vibhajjavāda
         (Kāśyapīya)
         (Mahīśāsaka)
             (Dharmaguptaka)
         Tamraparniya

Mahāsāṃghika (Sânscrito, em chinês: 大眾部; pinyin: Dàzhòng Bù) significa, literalmente, "Grande Sangha", e foi uma das primeiras escolas budistas, compreende um dos dois primeiros ramos do budismo inicial, o outro ficou conhecido como sthaviravada. Muitos estudiosos compreendem o ramo mahasamghika como o desenvolvimento inicial do budismo mahayana.

Origens[editar | editar código-fonte]

Sua origem remonta ao primeiro cisma na sangha que separou dois movimentos no budismo, o sthavira nikaya e o mahasamghika nikaya. A razão tradicional para o cisma remonta ao período que sucedeu a realização do segundo concílio budista. Durante o segundo concílio havia dois grupos que tinham posicionamentos distintos, um era constituído pelos sthaviras (anciãos) que defendiam um processo mais rígido na disciplina monástica e o outro era formado pelos bhikkhus de Vesali que defendiam um processo menos rígido, eles entraram em desacordo a respeito da admissibilidade (ou não) de algumas regras monásticas (Vinaya). Os sthaviras defendiam que os bhikkhus de Vesali estavam negligenciando algumas regras monásticas. Por outro lado, os bhikkhus de Vesali acreditavam que os sthaviras queriam adicionar mais regras ao vinaya original.

Não há um consenso sobre quando e como ocorreu o cisma na sangha. A maioria das fontes coloca a origem dos mahāsāmghikas pouco tempo depois da convocação do segundo concílio budista. Conforme consta no Mahāsāṃghika Śāriputraparipṛcchā, que é o primeiro relato sobrevivente do cisma,[1][2] os mahasamghikas haviam resistido a tentativa reformista dos sthaviras em apertar a disciplina. Um outro concílio ocorreu em Pataliputra algum tempo depois do segundo concílio budista (não há unanimidade entre os historiadores sobre quando isso ocorreu), foi conduzido por um grupo de monges descontentes que conseguiram reunir um grande numero de monges, razão pela qual ficou conhecido como mahasamghika (ou grande sangha), para discutir o assunto das regras monásticas, eles se recusaram a aceitar o que entenderam como a adição de regras pela minoria (sthaviras), o assunto principal deste concílio se referia a falibilidade do status de arhat sustentado pelos mahasamghikas.[2][3] Acredita-se que esse cisma tenha decorrido após o reinado de Asoka.

Por outro lado, segundo alguns dados, o cisma ocorreu algum tempo depois do segundo concílio e não se referia às questões de disciplina monástica. Nesse último caso, uma das sugestões referentes à causa do grande cisma foram os desentendimentos entre as cinco teorias sobre um Arhat supostamente invocados por Mahādeva, que mais tarde teria fundado a seita Mahāsāṃghika. Étienne Lamotte demonstrou também que a existência do personagem ‘’Mahādeva’’ foi uma interpolação posterior dos sectários.[4]

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Referências[editar | editar código-fonte]

  1. Skilton, Andrew. A Concise History of Buddhism. 2004. p. 47
  2. a b Skilton, Andrew. A Concise History of Buddhism. 2004. p. 48
  3. Skilton, Andrew. A Concise History of Buddhism. 2004. p. 64
  4. Bhikku Sujato: Sects & Sectarianism: The Origins of Buddhist Schools, page 42. Santi Forest Monastery, 2006.