Masmorra

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Gnome-globe.svg
Esta página ou seção não representa uma visão mundial do assunto.
Por favor melhore este artigo ou discuta este caso na página de discussão.
NoFonti.svg
Esta página ou secção cita fontes confiáveis e independentes, mas que não cobrem todo o conteúdo (desde setembro de 2014). Por favor, adicione mais referências e insira-as corretamente no texto ou no rodapé. Material sem fontes poderá ser removido.
Encontre fontes: Google (notícias, livros e acadêmico)
Ilustração de uma masmorra

Masmorra era como se chamava no passado um tipo de prisão que normalmente se situava em pisos inferiores (cômodos escuros e lúgubres, ao abrigo do sol) de castelos e que tinha como função reter prisioneiros, muitas vezes por longos períodos.[1]

Masmorras pelo mundo[editar | editar código-fonte]

Na Europa[editar | editar código-fonte]

No livro As invasões francesas e a corte no Brasil há o seguinte relato sobre o uso arbitrário de tais prisões em Portugal:

«(...) o marquês de Pombal, que foi um político competente, foi também um homem implacável com todos os que ousaram opor-se à sua vontade ou que de alguma forma o pudessem prejudicar. Procedia da mesma maneira que os políticos estrangeiros da sua época, não hesitando em afastar os opositores, exilá-los, prendê-los ou arranjar maneira de que fossem condenados à morte. (...) O conde de Ega, que ocupara o alto cargo de vice-rei da Índia, preso também, acabou por cegar nas masmorras de onde saiu velho, doente e na miséria.»[2]

As masmorras foram muito utilizadas até ao tempo da Revolução Industrial, altura em que a burguesia em ascensão comandava o estado e os castelos deixaram de ser construídos na profusão de antes, pois estes não beneficiavam a indústria tanto quanto as casas que eram construídas em grande escala para efetivar o lucro imobiliário massivo.

No Brasil[editar | editar código-fonte]

No Brasil, atualmente a masmorra é proibida inclusive nos casos de crimes militares por força do artigo 240 do Código Penal Militar, o qual assevera que o cômodo da prisão deve ser um «local limpo e arejado, onde o detento possa repousar durante a noite, sendo proibido o seu recolhimento à masmorra, solitária ou cela onde não penetre a luz do dia».[3]

Veja também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Editores do Aulete (2009). «Verbete masmorra». Dicionário Caldas Aulete. Consultado em 2 de setembro de 2014. 
  2. FERNANDES, Paulo Jorge (2011). As invasões francesas e a corte no Brasil Ed. Caminho [S.l.] p. 267. ISBN: 9789722124041. 
  3. CHAVES JR., Edgar de Brito (1986). Legislação penal militar: Código penal militar Forense [S.l.] p. 862. 
Ícone de esboço Este artigo sobre prisões. cadeias e presidios é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.