Mateo Alemán

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Mateo Alemán
Nascimento setembro de 1547
Sevilha
Morte 1614 (66–67 anos)
Cidade do México
Cidadania Espanha
Alma mater
Ocupação escritor, romancista
Obras destacadas Guzmán de Alfarache
Assinatura
Firma mateo alemán signature.jpg

Mateo Alemán y del Nero (Sevilha, 28 de setembro de 1547Cidade do México, meados de 1614) foi um romancista e escritor espanhol.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Frontispício de uma edição do século 17 de Guzmán de Alfarache, Antuérpia, 1681

Alemán nasceu em Sevilha, Andaluzia, onde se formou na Universidade em 1564. Posteriormente, estudou em Salamanca e Alcalá, e de 1571 a 1588 ocupou um cargo na tesouraria; em 1594 ele foi preso sob suspeita de malversação, mas foi rapidamente libertado. De acordo com alguns autores, ele era descendente de judeus convertidos à força ao catolicismo depois de 1492, e um de seus antepassados ​​foi queimado pela Inquisição por continuar secretamente a praticar o judaísmo. Em 1599, publicou a primeira parte de Guzmán de Alfarache, célebre romance picaresco passou por nada menos que dezesseis edições em cinco anos; uma sequência espúria foi publicada em 1602, mas a continuação autêntica não apareceu até 1604.[1]

Em 1571, Alemán casou-se, infelizmente, com Catalina de Espinosa, e vivia constantemente em dificuldades financeiras, sendo encarcerado por dívida em Sevilha no final de 1602.[1]

Em 1608, Alemán emigrou para a América e, segundo consta, trabalhou como impressor no México, onde teria permanecido pelo resto da vida. Sua Ortografía castellana (1609), publicada no México, contém propostas engenhosas e práticas para a reforma da grafia espanhola. Nada é registrado sobre Alemán depois de 1609, mas às vezes afirma-se que ele ainda vivia em 1617.[1]

Trabalhos[editar | editar código-fonte]

Além das obras já mencionadas, Alemán é o autor de uma vida (1604) de Santo Antônio de Pádua, e versões de duas odes de Horácio testemunham seu gosto e realização métrica. Sua obra mais famosa, no entanto, é Guzmán de Alfarache, que foi traduzido para o francês em 1600, para o italiano em 1606, para o alemão em 1615, para o inglês em 1622 por James Mabbe e para o latim em 1623.[1]

Referências

Fontes[editar | editar código-fonte]

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