Moringa oleifera

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Como ler uma caixa taxonómicaMoringa oleifera
moringa, acácia-branca
Moringa oleifera Blanco1.125-cropped.jpg

Hábito, flores e fruto de Moringa oleifera.
Hábito, flores e fruto de Moringa oleifera.
Classificação científica
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Brassicales
Família: Moringaceae
Género: Moringa
Espécie: Moringa oleifera
Nome binomial
Moringa oleifera
Lam.
Sinónimos

Moringa oleifera é uma planta da família Moringaceae, mais conhecidas simplesmente por moringas, ainda que seja também vulgarmente designada como acácia-branca, árvore-rabanete-de-cavalo, cedro, moringueiro e quiabo-de-quina. Em Cabo Verde é conhecida como akásia-branka; em Timor, como morangue e na Índia[1] como moxingo. É a espécie do seu género mais cultivada. As folhas e vagens são utilizadas na alimentação humana. A árvore em si não é muito robusta, mas desenvolve ramos que crescem até cerca de 10 m de comprimento, podendo a planta alcançar 12 metros de altura.[2] Sua principal riqueza está no altíssimo valor nutricional das suas folhas e frutos.

Descrição[editar | editar código-fonte]

A espécie Moringa oleifera possui folhas compostas que apresentam filotaxia alterna. As flores são zigomorfas, possuem um único pistilo, seu tamanho varia entre 2 e 3cm, exibem a coloração que varia do branco ao amarelo pálido, as sépalas, por sua vez, estão dispostas em um único verticilo. O ovário é súpero e unilocular, possui apenas um único óvulo e o gineceu é tricarpelar. Suas anteras se abrem longitudinalmente. O fruto possui em média 30 cm e é indescente, ou seja, não se abre quando atinge a maturação. Apresenta estípulas e suas brácteas não representam um nectário.

Cultivo[editar | editar código-fonte]

Cresce principalmente em áreas semi-áridas tropicais e subtropicais. Sendo o seu habitat preferencial o solo seco e arenoso, tolera solos pobres, como em áreas costeiras. Suas mudas são obtidas através de semeadura ou estaquia de ramos com mais de 20 cm. No cultivo em larga escala, seu tronco é submetido a podas regulares de forma que sua altura não ultrapasse cerca de um metro e meio, visando facilitar a colheita das folhas.

Seu crescimento é extremamente rápido, atingindo o porte arbóreo já nos primeiros meses após a semeadura. A produção de sementes se inicia no primeiro ano.

Aparentemente, é nativa dos sopés montanhosos meridionais dos Himalaias (Noroeste da Índia). Hoje, o seu cultivo estende-se a África, à América Central e América do Sul, Sri Lanka, Índia, México, Malásia e nas Filipinas.

Utilizações[editar | editar código-fonte]

Moringa oleifera, folhas cruas
Valor nutricional por 100 g (3,53 oz)
Energia 270 kJ (60 kcal)
Carboidratos
Carboidratos totais 8.28 g
 • Fibra dietética 2 g
Gorduras
Gorduras totais 1.40 g
Proteínas
Proteínas totais 9.40 g
Água 78.66 g
Vitaminas
Vitamina A equiv. 378 µg (47%)
Vitamina B6 1.200 mg (92%)
Vitamina C 51.7 mg (62%)
Minerais
Cálcio 185 mg (19%)
Ferro 4 mg (31%)
Magnésio 147 mg (41%)
Fósforo 112 mg (16%)
Potássio 337 mg (7%)
Sódio 9 mg (1%)
Zinco 0.60 mg (6%)
Percentuais são relativos ao nível de ingestão diária recomendada para adultos.
Fonte: USDA Nutrient Database

Considerada como uma das árvores cultivadas mais úteis para o ser humano, praticamente todas as suas partes podem ser utilizadas para diversos fins. Nos trópicos, a sua folhagem é usada como forragem para animais. As suas sementes, oleosas, são utilizadas para a produção do óleo de ben (ou bem), rico em ácido beénico, usado em pintura artística. Os frutos são cápsulas piramidais arredondadas, com sementes com três asas equidistantes. As folhas são bipinadas. As flores são amarelo-pálidas e relativamente grandes. Têm um aroma muito delicado e são usadas para produzir produtos cosméticos. A sua polinização é efetuada por pássaros e insetos. A madeira é usada na produção de papel e de fibras têxteis. As raízes são consideradas abortivas. Quando reproduzida através da técnica de estaquia, produz raízes capazes de conter a erosão dos solos.

Valor nutricional[editar | editar código-fonte]

A Moringa oleifera contêm mais de 92 nutrientes e 46 tipos de antioxidantes, além de 36 substâncias anti-inflamatórias e 18 aminoácidos, inclusive os 9 aminoácidos essenciais que não são fabricados pelo corpo humano. As folhas frescas contêm nutrientes na seguinte proporção:

Sete vezes mais vitamina C que a laranja; dezassete vezes mais cálcio que o leite; dez vezes mais vitamina A que a cenoura; quinze vezes mais potássio que a banana; duas vezes mais proteína que o leite (cerca de 27% de proteína, equivalente à carne do boi); vinte e cinco vezes mais ferro que o espinafre; vitaminas presentes: A, B (tiamina, riboflavina, niacina), C, E, e betacaroteno. Minerais presentes: Cromo, Cobre, Fósforo, Ferro, Magnésio, Manganês, Potássio, Selênio e Zinco.

Referências bibliográficas[editar | editar código-fonte]

  • SOUSA, Edite - Moringa in Enciclopédia Luso-Brasileira da Cultura, Edição Século XXI Volume XX. Braga: Editorial Verbo, Setembro de 2001
  • HOUAISS, Antônio; Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa; Lisboa; Temas e Debates; 2005
  • SOUZA, Vinicius. C.; LORENZI, H.; Botânica Sistemática.; Editora(s): Plantarum.

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]