Mundo Livre

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Mundo Livre é um termo da Era da Guerra Fria muitas vezes usado para descrever os Estados que não estavam sob o domínio da União Soviética, seus aliados do Leste Europeu, China, Vietnã, Cuba e outras nações comunistas. O termo geralmente se refere aos Estados Unidos, Canadá, Europa Ocidental, como Reino Unido, França e Alemanha Ocidental (todos membros da OTAN). Além disso, foram incluídos Estados anticomunistas da Commonwealth britânica, Japão, Israel, Índia e Estados antidemocráticos e anticomunistas como a Espanha sob o governo de Francisco Franco, África do Sul sob o Apartheid, a Grécia sob uma junta militar entre 1967-1974 e Taiwan sob o regime de Chiang Kai-Shek. Mas em muitas vezes se refere aos países do Primeiro Mundo.

Uso no século XXI[editar | editar código-fonte]

"Mundo Livre" teve suas origens na Guerra Fria, a frase ainda é usada ocasionalmente após o fim da Guerra Fria e durante a Guerra Global contra o Terrorismo.[1] Samuel P. Huntington diz que o termo foi substituído pelo conceito de comunidade internacional, que, ele argumenta, "se tornou o nome coletivo eufemístico (substituindo "o Mundo Livre") para dar legitimidade global a ações que refletem os interesses dos Estados Unidos e de outras potências ocidentais".[2]

"Líder do Mundo Livre"[editar | editar código-fonte]

Estados Unidos[editar | editar código-fonte]

O "Líder do Mundo Livre" é um coloquialismo, originalmente usado durante a Guerra Fria, para descrever tanto os Estados Unidos quanto seu presidente. O termo quando usado neste contexto sugere que os Estados Unidos são a principal superpotência democrática da época, e seu presidente por extensão é o líder de todos os Estados democráticos do mundo, ou seja, do "mundo livre". Essa ideia começou entre 1947 e 1950. Foi muito usado na política externa dos Estados Unidos até a dissolução da União Soviética em 1991.[3]

Mas lembre-se, temos diferenças com nossos aliados em todo o mundo. São diferenças familiares, e às vezes são agudas, mas, em geral, a razão que nos chamam no "mundo livre" é porque cada nação quer permanecer independente sob seu próprio governo e não sob alguma forma de governo ditatorial.

The Los Angeles Times, 2 de Out. de 1958

Durante a Segunda Guerra Mundial, os Estados Unidos realmente se viam como líder de fato dos Aliados. Depois da guerra, os Estados Unidos, conceberam o termo implicitamente apenas aos grandes países capitalistas, particularmente nações livres anticomunistas. As pessoas em algumas nações não alinhadas com os Estados Unidos viram esta afirmação de liderança como grandiosa e ilegítima.[4]

Embora tenha origem na Guerra Fria, a frase ainda é por vezes utilizada para descrever o presidente dos EUA hoje.[5] A frase também é usada por aqueles que não aprovam a política externa dos Estados Unidos, especificamente como uma crítica ao imperialismo americano.

Termos que implicam um papel de liderança no "mundo livre" mais tarde vieram a ser usados para outras pessoas, lugares ou nações.

União Europeia[editar | editar código-fonte]

Em 2010, em um discurso no plenário da câmara do Parlamento Europeu, o vice-presidente dos EUA, Joe Biden, declarou que Bruxelas tinha uma "reivindicação legítima" do título de "capital do mundo livre", normalmente um título reservado a Washington. Ele acrescentou que Bruxelas é uma "grande cidade que possui 1.000 anos de história e serve como capital da Bélgica, a sede da União Europeia e sede da OTAN".[6][7]

Outros usos ocidentais[editar | editar código-fonte]

"Mundo Livre" é muitas vezes o nome dado aos grupos envolvidos com o crime, através dos Estados Unidos e do Reino Unido. Foi iniciado pelos seguidores do artista rapper Eminem, e seu filme 8 Mile, que mostrava um grupo apelidado de "Free World" (Mundo Livre), como os antagonistas principais.

Referências

  1. «Left Alone by Its Owner, Reddit Soars». The New York Times. 2 de setembro de 2012. Consultado em 2 de setembro de 2012.. If the leader of the free world stops by to answer questions from your users, you're probably doing O.K. 
  2. Huntington, Samuel P. The Clash of Civilizations, 72 Foreign Aff. 22 (1992–1993)
  3. John Fousek (2000). To lead the free world. [S.l.]: UNC Press Books. p. 130. ISBN 0807825255 
  4. Wills, Garry (Março–Abril de 1999). «Bully of the free world». Foreign Affairs. 78 (2): 50–59 
  5. «It's time». The Economist. 30 de outubro de 2008. Consultado em 17 de dezembro de 2011.. America should take a chance and make Barack Obama the next leader of the free world 
  6. «Biden sweet-talks MEPs on anti-terrorism deal» (em inglês). Consultado em 19 de maio de 2017. 
  7. «2010 News from Washington». sarajevo.usembassy.gov (em inglês). Embassy of the United States Bosnia & Herzegovina. Consultado em 19 de maio de 2017. 

Ver também[editar | editar código-fonte]