Não ser

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O não ser é um dos maiores problemas da filosofia. Todas as nossas categorias, toda nossa linguagem está voltada para o ser, e por isso chegamos a problemas quando tentamos compreender ou falar do não-ser.

O que é o não-ser? Aparentemente não há como responder à pergunta, pois a mesma parece não ter sentido. "Não-ser" é sinônimo de "o que não é", assim como ser, no sentido de ente, é sinônimo de "o que é". Assim, a pergunta pode ser entendida como "O que é o que não é?" Parece que não podemos tratar diretamente do não-ser, pois não podemos dizer que ele é coisa alguma, nem que ele é o não-ser.

Apesar desses problemas, o silêncio sobre o não-ser não é uma boa opção, pois tratamos do não-ser costumeiramente, e nos entendemos quando fazemos isso. Quando lemos em um quadro "Isto não é um cachimbo" recebemos uma mensagem significativa.

Uma solução para o problema do não-ser foi apresentada por Platão. Para ele, nosso discurso sobre o não-ser não é o discurso sobre o nada, sobre o que não é, mas sim o discurso sobre a alteridade. Dizer "A não é B" não é dizer que A não é nada, mas sim dizer que A é uma outra coisa, um outro ser.

Esse milenar problema repercute em outros domínios filosóficos, em particular, quando tratamos da referência a objetos não-existentes - algo que inquietou filósofos pelo menos desde Platão, passando por Bertrand Russell, Alexius Meinong e, mais recentemente, Terence Parsons. Consideremos, p.ex., uma frase como a seguinte:

  1. "O Saci-Pererê é risonho."
    em que "Saci-Pererê" supostamente refere a um não-existente; ou uma frase como a seguinte:
  2. "Unicórnios são brancos."
    em que "unicórnios" tem como extensão um conjunto supostamente vazio. Uma questão a respeito de ambas é saber como é possível que algo que não existe tenha propriedades. Contudo, talvez a questão mais intrigante a respeito de expressões como "Saci-Pererê" e "unicórnios" é saber como é possível que ocorram em frases, pelo menos aparentemente, verdadeiras, e.g., quando negamos que o que elas supostamente representam não existe, p.ex., quando afirmamos que
  3. "Unicórnios não existem."
    Somos, então, levados a perguntar pelo estatuto ontológico dos supostos não-existentes: objetos não-existentes são, em algum sentido?
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