Naji al-Ali

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Naji Salim al-Ali (c. 1937, al-Shajara, PalestinaLondres, 29 de agosto de 1987) foi um cartunista palestino, criador do personagem Handala,[1] um ícone da identidade e da resistência do povo palestino.

Em 1979, Naji al-Ali foi eleito presidente da Liga dos Cartunistas Árabes. Em 1979 e 1980, recebeu o primeiro prêmio em mostras dedicadas aos cartunistas árabes, em Damasco. Publicou três livros de cartuns, em 1976, 1983 e 1985. Estava preparando um outro, à época de sua morte.

Handala, em um muro de Bil'in, na Cisjordânia ocupada.

Em 22 de julho de 1987, Naji al-Ali foi alvejado no rosto, em Londres, na saída do jornal Al Qabas, periódico kuwaitiano para o qual ele trabalhava. Morreu sete semanas depois, no Hospital Charing Cross. O principal suspeito do assassinato é o palestino Ismail Sowan, na época com 28 anos, um pesquisador na Hull University. Ismail confessou ser agente duplo, trabalhando tanto para a OLP, quanto para o Mossad.[2]

Em 1988, a Associação Mundial de Jornais (World Association of Newspapers - WAN) concedeu-lhe postumamente o prêmio Golden Pen of Freedom,[3] que foi recebido por sua mulher e seu filho, Khaled. Segundo a WAN, Naji al-Ali foi um dos maiores caricaturistas do final do século XX.

Livros[editar | editar código-fonte]

  • A Child in Palestine: The Cartoons of Naji al-Ali por Naji al-Ali. Introdução de Joe Sacco, 2009.

Referências

  1. Drawing defiance. The Guardian, 10 de março de 2008.
  2. The Guardian (10 de março de 2008). «Drawing defiance». www.theguardian.com 
  3. 'Murdered Arab cartoonist honoured', The Guardian, 8 de Fevereiro de 1988.


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