Navio do estado

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Navio do Estado[1] é uma alegoria do filósofo Platão, atribuída a Sócrates. Em uma citada passagem de a República, Sócrates responde às objeções de “Adimanto” com a “Alegoria do Navio”. No relato, quem maneja uma embarcação não tem nenhum conhecimento do ofício, todos ali comem e bebem até empanturrarem-se, regem-se pelo prazer e não pelo saber; consideram inútil o “verdadeiro” piloto, que julga ser necessário ter em conta as estações, o estado do tempo, o movimento dos astros e outras coisas tais para conduzir adequadamente a embarcação (488a-489a).

Em um navio como esse, afirma “Sócrates”, os filósofos são certamente inúteis, mas não são responsáveis por isso, já que o natural seria os homens que têm necessidade de governo irem em busca de quem tem capacidade para tal (489b-c). Para Platão, a “Alegoria do Navio” ilustra dois tipos possíveis e distintos de poderes relativos ao governo da pólis, a saber: o governo justo dos filósofos e o governo injusto dos sofistas. O primeiro se preocuparia com o bem saber da Callipolis e o segundo se preocuparia com o prazer pessoal. No Teeteto, Sócrates considera que, mesmo que os filósofos pareçam inúteis, eles foram criados como homens livres. Os hábeis retóricos, por outro lado, como escravos; de almas pequenas e não retas, são servos do tempo e de seus discursos (172c-173b).

Referências

  1. KOHAN, Walter Omar. Infância e educação em Platão. São Paulo: Revista Educação e Pesquisa – USP, vol. 29, nº. 01, pp. 23-24: 2003.