Expensive Soul

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Expensive Soul
Informação geral
Origem Leça da Palmeira
País  Portugal
Gênero(s) Hip Hop Rap Soul R&B Reggae
Período em atividade 1999-atualidade
Integrantes Expensive Soul:
New Max (voz, produção e composição)
Demo (MC)
Jaguar Band:
Isabel Milheiro, Ricardo Rocha, Helena Neto (coro)
Pedro Ferreira (baixo)
Sérgio Silva (bateria)
Andres Tarabbia Pancho (percussão)
Lino Matos (guitarra)
Diogo Santos Silva (teclados)
José Silva (trompete)
João Samuel Silva (saxs/flauta)
João Sêco (trombone)
Ex-integrantes Dino D'Santiago (coro)
Nuno Gonçalves (Mr. D) [falecido]
Página oficial Sítio oficial

Os Expensive Soul são um grupo musical português, composto por António Conde, conhecido como Demo (MC), e Tiago Novo, conhecido como New Max (cantor/MC/músico/produtor). O duo é natural de Leça da Palmeira.

Começaram em 1999 mas apenas em 2004 se tornaram nacionalmente conhecidos, com a edição do seu 1º álbum B.I..

O seu estilo de música é difícil de categorizar, uma vez que o duo de Leça da Palmeira possui uma sonoridade que vai desde o Soul/Reggae até ao R&B/Hip-Hop, mas com um forte componente orgânica, notada principalmente a partir do seu 2º álbum, Alma Cara (2006). Os Expensive Soul destacam-se também pelo facto de serem o primeiro grupo em Portugal de matriz hip hop com banda ao vivo, a Jaguar Band.

O estilo dos Expensive Soul conquistou muitos fãs com nas prestações ao vivo do duo, com letras em português e com uma atitude que revela que se dedicam ao que fazem. Tudo isto fez do duo um dos projetos da música portuguesa com mais visibilidade durante as duas primeiras décadas do século XXI.

1999 - 2003: Início[editar | editar código-fonte]

O projeto nasceu no final da década de 90, quando New Max e Demo (vocalistas), que andaram juntos na mesma turma, se juntaram para transformar um sonho em realidade: fazer música.

Demo desafiou Max a participar num concurso da Antena 3 O grupo foi um dos vencedores da iniciativa do Projecto Vida e da Antena 3 destinada a eleger os doze melhores temas de hip-hop que abordassem o tema da droga como alvo. Como prémio foram atuar à estação de rádio, tendo sido e esta a sua estreia ao vivo. Em 2000, os Expensive Soul foram convidados para assegurarem a primeira parte dos concertos de Kika Santos.

Depois deste concerto, os vocalistas acharam que necessitavam de uma banda suporte. Então, uma banda completa, com baixo, bateria, coros, guitarras e teclas ganha forma na Jaguar Band, juntando-se a ele os vocalistas dos Expensive Soul. Isto fez com que fossem o primeiro grupo, em Portugal, de matriz hip hop com banda ao vivo.

2004 - 2009: Estreia discográfica e ascensão ao circuito mainstream[editar | editar código-fonte]

Os Expensive Soul registaram o seu álbum de estreia, intitulado B.I., que foi publicado em 2004 e gravado no estúdio caseiro de New Max, tendo sido, depois, lançado pela sua editora independente, New Max Records. As músicas conquistaram os media mais exigentes e foi inserido no catálogo da EMI que relançou o disco em 2005.

O primeiro sucesso dos Expensive Soul, "Eu Não Sei" (o primeiro singlde de B.I.), foi incluído na série Morangos Com Açúcar, o que se revelou ter sido uma das chaves de abertura de um ano em cheio, coroado a 7 de dezembro de 2004 com a atuação no evento MTV Live. A partir daí, o duo passou a atuar como artistas de 1ª linha da música portuguesa, em grandes palcos de norte a sul do país.

Em 2006, começaram a trabalhar no seu 2º álbum de originais, com o nome Alma Cara (tradução do nome da banda). Alma Cara foi lançado nesse mesmo ano e recebeu críticas positivas generalizadas por parte dos média. Este disco valeu-lhes uma nomeação aos MTV Europe Music Awards de 2006 na categoria Best Portuguese Act (o prémio acabou por ser atribuído aos Moonspell). Com Alma Cara, foram produzidos dois videoclipes: "Brilho" e "13 Mulheres".

Em 2007, gravaram ainda com Bianca a versão portuguesa do tema "I Don't Dance" - chamada "Eu Não Danço" -, canção filme High School Musical 2 da Disney. A versão portuguesa de "I Don't Dance" teve direito a um videoclipe.

Em 2009, New Max lança o seu primeiro projeto a solo, Phalasolo, álbum disponibilizado como download gratuito pelo próprio artista. New Max lança videoclipes de dois temas de Phalasolo, "América Eléctrica" (que conta, no final do tema com os vocais da sua própria mãe) e "Quero Mais" (protagonizado por Rui Reininho).

2010 - presente: Consolidação do sucesso[editar | editar código-fonte]

2010 foi um ano decisivo no crescimento da popularidade do grupo, graças ao seu terceiro álbum, Utopia (lançado através da Vidisco), e sobretudo ao primeiro single , "O Amor é Mágico" - que conta com um sample de "I'll Always Be Here", do grupo The Impressions[1] -, tema que assaltou as principais rádios portuguesas e renovou o interesse do público pelo duo, desencadeando uma série de pedidos para concertos. Segundo Demo e New Max, o título “Utopia” tem tudo a ver com as canções, pois estas relatam um mundo real ou imaginado por eles, para atingirem a perfeição.

Em 2011, é atribuído ao duo o prémio de melhor música do ano, por "O Amor É Mágico", na gala dos Globos de Ouro. Nesse mesmo ano, o grupo foi nomeado pela 2ª vez para a categoria "Best Portuguese Act", dos MTV Europe Music Awards.[2] À 2ª não foi de vez, e o duo de Leça da Palmeira acabou por perder o prémio para Aurea

Em 28 de abril de 2012, no âmbito da Guimarães 2012 - Capital Europeia da Cultura, acontece a «Expensive Soul Symphonic Experience». Com direção do maestro Rui Massena, os Expensive Soul atuam no Pavilhão Multiusos daquela cidade, para um público entusiasta de 6500 pessoas, acompanhados pela Fundação Orquestra Estúdio e por um coro de cerca de 50 vozes do Norte e pelo ribombar das caixas e bombos do grupo dos Velhos Nicolinos. O concerto foi filmado pela RTP e editado em DVD.

Em 2012, êxito "O Amor é Mágico" é escolhido para genérico da novela Doida Por Ti, da TVI, e volta a receber destaque nas rádios e televisões portuguesas.

Em finais de 2012, os Expensive Soul gravam uma nova versão de "Mr Dow Jones", para o álbum no álbum Rui Veloso e Amigos, de Rui Veloso,

Antes de lançarem o seu quarto longa-duração de estúdio, o duo revelou que ele seria um disco mais orgânico e mais curto que os anteriores [1]. Em 2014, acabou por sair esse álbum, intitulado Sonhador. Em Sonhador, as letras das músicas revelam uma madura consciência social, passando uma mensagem ativista, sem acinzentar a alegria festiva e o clima de diversão que caracteriza as suas canções. De Sonhador, foram retirados três singles, tendo sido produzidos videoclipes para todos: "Cúpido" (2013), "Que Saudade" (2014) e "Só Limar" (2014).

Em 2016, o duo lança o seu segundo álbum ao vivo, Ao Vivo Nos Coliseus, que, como o próprio nome indica, foi gravado nos Coliseus do Porto e de Lisboa. Um facto curioso relativamente à edição física deste álbum prende-se com o facto de ter sido lançado numa pen drive, ao invés dos habituais formatos (CD e DVD)[3]

Álvaro Costa define a “onda” Expensive Soul[editar | editar código-fonte]

“Soul City, a cidade do funky puro,
onde a alma nunca acaba.
Mais uma noite e aqui estou na Soul City.
'Vibração estéreo.
Do hip-hop, ao reggae, ao soul.
'Nada mais forte do que isto.

Perto de nós, na 1ª fila da vida.
Na cidade, onde a alma nunca acaba.

Noites longas, aqui estou eu na Soul City.
Deliciada de vibrações estéreo.
Na cidade do funky puro.
Desperta o que tens dentro de ti.
Sintoniza-te; Goza; Desfruta.
Nada, mas nada, é mais forte do que isto.
Isto é soul, a tua vibração em estéreo.
Onde a alma nunca acaba.”

Discografia[editar | editar código-fonte]

  • B.I. (CD, 2004)
  • Alma Cara (CD, 2006)
  • Utopia (CD, 2010)
  • Expensive Soul Symphonic Experience] (DVD, 2012)
  • Sonhador (CD, 2014)
  • Ao Vivo Nos Coliseus (álbum em pen drive, 2016)

Referências

  1. «O Amor é Mágico by Expensive Soul». WhoSampled. Consultado em 1 de maio de 2017 
  2. «Aurea e The Gift entre nomeados da MTV para «Best Portuguese Act»». SAPO. Musica.sapo.pt. 19 de setembro de 2011. Consultado em 24 de setembro de 2011 
  3. «Expensive Soul: "Ao vivo nos Coliseus" dentro de uma pen». Diário de Notícias. 14 de abril de 2016. Consultado em 1 de maio de 2017 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]