Nita Costa

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Nita Costa
Nascimento 7 de novembro de 1907
Feira de Santana
Morte 7 de março de 1963 (55 anos)
Cidadania Brasil
Ocupação política

Leolina Barbosa de Souza Costa (Feira de Santana, 7 de novembro de 1907Novo Hamburgo, 7 de março de 1963), mais conhecida como Nita Costa, foi uma política e filantropa brasileira.

Filha de Deoclécio Barbosa de Sousa e Maria Machado Barbosa de Sousa, viveu em Salvador, onde se casou, aos 17 anos, teve 2 filhas com o empresário Leonardo Costa, e passou a desenvolver importante trabalho assistencial na área da saúde, ao lado do médico Alfredo Ferreira de Magalhães (1873-1943).[1][2] Este, em 1903, criara o Instituto de Proteção e Assistência à Infância da Bahia, para atendimento a mulheres e crianças carentes.[3] Após a morte do médico, Nita Costa sucedeu-o na direção do Instituto. Posteriormente, empreendeu, angariando donativos entre comerciantes e industriais locais, a construção do Hospital Infantil Alfredo Magalhães, em Salvador, no bairro do Rio Vermelho. [4]

A pedido do governo do Estado da Bahia, cedeu uma ala do hospital ao governo, para a construção de uma maternidade, que recebeu seu nome.[4]Nita Costa foi também fundadora do PTB na Bahia, partido pelo qual foi eleita deputada federal, tornando-se a primeira deputada federal pelo Estado da Bahia, em 1954.[5] [6]Como deputada (1955-1959), atuou na defesa dos direitos civis das mulheres. [4]Seu mandato foi marcado pela apresentação do Projeto de Lei nº 3.915 de 1958, que regulamentava os direitos civis da mulher casada, propondo mudanças nos artigos 233, 329, 330, 380 e 393 do Decreto Lei n° 4.657 de setembro de 1942, que definia o homem como chefe da família.[7]sociais- (Diário do Congresso. 12/05/1956). O projeto de Nita, ao propor a alteração na estrutura do poder na família, trazia à tona uma das demandas mais avançadas do feminismo de então, que somente seriam atendidas na Constituição de 1988. Nos seus quatro anos de mandato, Nita Costa apresentou outros projetos relacionados com a aplicação de recursos nos setores da assistência social, saúde e cultura. Em 1958, tenta reeleger-se deputada federal pelo PTB mas não obteve êxito.[8]

Referências

  1. Alfredo Ferreira de Magalhães - dados biográficos. http: //medicosilustresdabahia.blogspot.com.br/2011/01/alfredo-ferreira-de-magalhaes.html
  2. Os filantropos da nação: Alfredo Magalhães e a assistência à infância na Bahia. Por Maria Martha de Luna Freire. Gazeta médica da Bahia 2010;80:1(Jan-Abr):117-133. II Fórum de História das Ciências e da Saúde, p. 123.
  3. MOREIRA, Virlene Cardoso. Jornal 'O Petiz': Veículo de propagação do ideal eugênico do Instituto de Proteção e Assistência à Infância da Bahia (1907-1917). Anais do V Encontro Estadual de História. Associação Nacional de História - Bahia (ANPUH - BA).
  4. a b c SCHUMAHER, Schuma; VITAL BRAZIL, Érico. Dicionário mulheres do Brasil: de 1500 até a atualidade. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2000, p. 318.
  5. Quatro cidades baianas serão governadas por mulheres nos próximos quatro anos[ligação inativa]. Notícias da Bahia, 3 de setembro de 2008.
  6. BARBOSA, Claudia de Faria. Famílias - pressupostos para a política local: sombra ou alicerce? Arquivado em 19 de junho de 2015, no Wayback Machine.. Salvador: Universidade Católica de Salvador, 2008.
  7. AZEVEDO, Débora Bithiah de; RABAT, Márcio Nuno. Palavra de Mulher - Oito décadas do direito de voto. Brasília: Câmara dos Deputados, 2012, p. 72.
  8. COSTA, Ana Alice Alcântara. As donas no poder. Mulher e política na Bahia. Salvador: NEIM/UFBa - Assembléia Legislativa da Bahia, 1998. Coleção Bahianas; 02), p. 102.