Pedro Tinoco de Faria

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Pedro Manuel Cardoso Tinoco de Faria (Lisboa, 2 de Fevereiro de 1962[1]) é um tenente-coronel das forças especiais de Portugal, aposentado do Estado Maior do Exército[2], empresário e escritor que tem tomado posições políticas.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Filho do Capitão pára-quedista Luís António Sampaio Tinoco de Faria, morto em combate na Guerra do Ultramar[3] em 23 de janeiro de 1963 como um herói[4]. E de uma professora de Geografia. É pai de três filhos, Catarina, Sasa e Pedro Miguel[5].

Licenciado pela Academia Militar, onde tinha ingressado em 1982 para o curso de infantaria[6], e se licenciou em Ciências Sócio Militares. Como Oficial de infantaria[1], em 1988[7] ingressa no regimento de Comandos e mais tarde nas Tropas Paraquedistas[1][8] após ter ter frequentado o 175º Curso de Paraquedismo em Outubro de 1993[9].

Desempenhou várias funções de Estado Maior como Oficial de Logística, Oficial de Pessoal, Chefe do Departamento de Planeamento da Formação e Oficial de Operações[10].

Na NATO frequentou vários cursos, tais como, Crises Management Course, Contra-Intelligence Course, Contra-Terrorism Course, Force Protection Tactical Evaluation Course, entre outros. Cumpriu diversas missões em ambientes operacionais de alto risco, no âmbito da NATO e das Nações Unidas[10].

Fez parte da 1ª Força Expedicionária Portuguesa, da Bósnia e Herzegovina. Em 1999, entra no Kosovo com a 1ª Unidade Portuguesa. Em 2001 é nomeado 2º Comandante de Batalhão de Paraquedistas deslocado para o Teatro de Operações de Timor Leste. Em 2003 através do Joint Analisys and Lessons Centre da NATO é deslocado diversas vezes para o Afeganistão como especialista em Force Protection. Integra a 1ª Operational Mentoring and Liason Team experimental da Nato em Maser e Sharif no Norte do Afeganistão[1].

Recebeu um louvor em 6 de Setembro de 2004[11], condecorado com a Medalha Cobre de Comportamento Exemplar[12].

No dia 1 de Novembro do mesmo ano entra para a reforma do Exército português[13].

Por despacho do Ministro da Defesa Nacional de 25 de Outubro de 2000, é indicado para receber a Medalha da NATO[14].

Após 25 anos de carreira militar, com larga experiência de liderança em situação de conflito, passa a dedicar-se ao estudo do fenómeno da liderança em ambientes empresariais[10].

Fundou uma OFC Angola em 2008, onde foi Diretor Geral. Entre 2005 e 2008 desempenhou funções de Diretor Geral da Tecnoforma Angola, onde coordenou ações de formação em mais de 40 empresas de diversos setores, petrolífero, construção, energia e águas, serviços, etc[10].

É fundador e presidente da Emotions Inside Institute, para as áreas do Equilíbrio Sistémico de Pessoas e Organizações e em 2016 funda a Academia de Inteligência Emocional em Portugal. Certificado como International Coach e Team Coach pela International Coaching Community (ICC), Coach e Team Coach ICC Trainer, DISC Trainer, Paul Ekman International Trainer e Formador em Inteligência Emocional da Six Seconds para Portugal[10].

Em Fevereiro de 2017, insurge-se contra a punição de instrutores no curso militar de Forças Especiais em que morreram dois jovens[15].

Depois de partilhar um manifesto feito por si, a que chamou "do Paiol e da Honra"[16], surge como um dos três oficiais que organizaram o convocado[17] e depois desconvocado[18] protesto intitulado de “movimento das espadas” contra a exoneração de cinco comandantes na sequência do furto em Tancos[19]. Depois teve a oportunidade de explicar numa entrevista porque actuou assim e lança o repto para a criação de um novo movimento, com o nome "Que Portugal Queremos"[20].

Tinha já marcado o lançamento do seu romance de natureza autobiográfica na sede da Academia Militar, quando o Chefe do Estado Maior, o general Rovisco Duarte, decide não o autorizar. Dessa forma esse acto foi deslocado para a sede da Sociedade Histórica da Independência de Portugal para dia 6 de Julho de 2017 e na mesma, como estava antes combinado, a sua apresentação feita pelo secretário do Conselho Superior de Defesa Nacional, comandante de Pessoal do Exército, o tenente-general Antunes Calçada[21].

Obras[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b c d Pedro Tinoco de Faria, O Fundador, Da guerra à paz
  2. Diário da República, 2.ª série — N.º 66 — 6 de abril de 2015, Aviso n.º 3624/2015, pág. 8301
  3. Alunos mortos ao Serviço da Pátria, Campanha do Ultramar 1961 - 1974, Academia Militar
  4. O inferno português em África, Correio da Manhã, 20 de Janeiro de 2013
  5. «O Beijo da Quissonde», autor: Pedro Tinoco de Faria, Fronteira do Caos, Porto, Julho de 2017
  6. «O Beijo da Quissonde», autor: Pedro Tinoco de Faria, Fronteira do Caos, Porto, Julho de 2017
  7. «O Beijo da Quissonde», autor: Pedro Tinoco de Faria, Fronteira do Caos, Porto, Julho de 2017
  8. Escola de Tropas Pára- Quedistas, Relação dos pára-quedistas militares, curso n.º 175
  9. «O Beijo da Quissonde», autor: Pedro Tinoco de Faria, Fronteira do Caos, Porto, Julho de 2017
  10. a b c d e Pedro Tinoco de Faria, Maestra
  11. Louvor 933/2004, de 6 de Setembro
  12. Ordem do exército , 2.ª série,n.º 5, 31 de Maio de 2005, Ministério da Defesa Nacional - Estado Maior do Exército, pág. 327
  13. Diário da República, 2.ª série — N.º 44 — 4 de março de 2015, Portaria n.º 165/2015
  14. Diário da República n.º 263/2000, Série II de 2000-11-14, Despacho n.º 23091/2000 (2.ª série), DRE
  15. Associação de Oficiais dá força institucional a texto incendiário de militar comando, por Manuel Carlos Freire, Diário de Notícias, 13 de Fevereiro de 2017
  16. Tenente-Coronel Cmd Pedro Tinoco de Faria - "MANIFESTO DO PAIOL e da HONRA"
  17. Furto de Tancos leva oficiais a depor espadas à porta de Marcelo, por Ana Rodrigues, RR, 3 jul, 2017
  18. Organizador do protesto dos oficiais explica que desconvocou ação a pedido dos generais que se demitiram, Expresso, 9.07.2017
  19. Protesto de oficiais: "Sabe quantos é que íamos a Belém? Três", Público, 10 de julho de 2017
  20. "O dono do rebanho preferiu matar algumas ovelhas", SIC Notícias, 11.07.2017
  21. Chefe do Exército proibe lançamento de livro na Academia Militar, por Manuel Carlos Freire JN, fonte António Cotrim, Lusa, 6 de Julho de 2017
  22. ‘O Beijo da Quissonde’ já disponível, escritores.online, em 21/07/2017