Polimiosite

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Polimiosite
Micrografia de biópsia de músculo com infiltrados inflamatórios e depósitos anormais de proteínas (H&E).
Classificação e recursos externos
CID-10 M33.2
CID-9 710.4
DiseasesDB 10343
A Wikipédia não é um consultório médico. Leia o aviso médico 

Poliomiosite (do grego poli- muitos; myos- músculos; -itis inflamação) é uma doença inflamatória e degenerativa que afeta os músculos causando dor, fraqueza e cansaço gradualmente mais debilitantes. Geralmente ocorrem em adultos de 40 a 60 anos ou em crianças de 5 a 15 anos. É duas vezes mais comum em mulheres.

Juntamente com a dermatomiosite, a miosite necrotizante e a miopatia por corpos de inclusão faz parte do grupo de doenças denominadas de miopatias inflamatórias. Essas doenças podem aparecer juntas como um transtorno misto.

Causas[editar | editar código-fonte]

Aparenta ser uma reação autoimune mediada por linfócitos T citotóxicos, que pode ser desencadeada por um vírus ou um câncer, mas não está claro quais são os autoanticorpos responsáveis, alguns pacientes tem o autoanticorpo Anti-Jo1. Pode ter predisposição genética.[1] Quando surge associado a uma neoplasia é considerado uma síndrome paraneoplásica. Pode ser desencadeado por um câncer nasofaríngeo, câncer de pulmão de células pequenas, linfoma não-Hodgkin ou câncer de bexiga.[2]

Sinais e sintomas[editar | editar código-fonte]

Os sintomas podem começar durante ou logo após uma infecção e incluem[3]:

  • Fraqueza (miastenia) muscular simétrica e progressiva, principalmente proximais (braços, tronco, quadris e coxas). Há dificuldade para levantar, subir escadas, carregar objetos e manter a postura ereta com movimentos distais (mãos, face e pés) melhor conservados.
  • Dor leve nas articulações (artralgia);
  • Pouca tolerância a esforço físico (fatigabilidade).
  • Febre e gânglios inflamados (adenopatia periférica).

Após meses de evolução aparecem[3]:

Comorbidades[editar | editar código-fonte]

Assim como outras doenças do tecido conjuntivo autoimunes frequentemente se associa com como lúpus, artrite reumatoide, esclerodermia e síndrome de Sjogren.

Diagnóstico[editar | editar código-fonte]

O diagnóstico é de exclusão, depois de uma história e exame físico, quando se identifica elevação da creatinaquinase, alteração do eletromiograma (EMG) e uma biópsia muscular positiva.[4]

Tratamento[editar | editar código-fonte]

O tratamento de primeira linha para polimiosite são corticosteroides, como prednisona por via oral. A dose começa alta e é reduzida após 6 semanas e mantida baixa por 1 ano da remissão dos sintomas, quando pode ser retirada. Fisioterapia e terapia ocupacional complementam o tratamento e melhoram a qualidade de vida. Quando não responde ao tratamento corticoide deve-se suspeitar de miosite por corpos de inclusão.[3]

Prognóstico[editar | editar código-fonte]

Depois de 5 anos do diagnóstico, até 50% das pessoas (especialmente crianças) que receberam tratamento imunossupressor têm uma longa remissão, aparentando estar curados. No entanto, a polimiosite pode retornar a qualquer momento. Cerca de 75% das pessoas sobrevivem pelo menos 5 anos após o diagnóstico, sendo melhor a sobrevivência entre crianças.[3]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências[editar | editar código-fonte]

  • Kasper DL, Braunwald E, Fauci AS, Hauser SL, Longo DL, Jameson JL. Harrison's Principles of Internal Medicine. New York: McGraw-Hill, 2005. ISBN 0071391401
  1. Hajj-ali, Rula A. (August 2013). "Polymyositis and Dermatomyositis". Merck Manual Home Edition. Retrieved 20 April 2015.
  2. Hill, C.L.; Zhang, Y.; Sigurgeirsson, B.; Pukkala, E.; Mellemkjaer, L.; Airio, A.; Evans, S.R.; Felson, D.T. (January 2001). "Frequency of specific cancer types in dermatomyositis and polymyositis: a population-based study". Lancet. 357 (9250): 96–100. doi:10.1016/S0140-6736(00)03540-6. PMID 11197446.
  3. a b c d Polymyositis and Dermatomyositis
  4. SCOLA, ROSANA HERMINIA, WERNECK, LINEU CESAR, PREVEDELLO, DANIEL MONTE SERRAT, TODERKE, EDIMAR LEANDRO, & IWAMOTO, FÁBIO MASSAITI. (2000). "Diagnosis of dermatomyositis and polymyositis: a study of 102 cases". Arquivos de Neuro-Psiquiatria. 58: 789–799. doi:10.1590/S0004-282X2000000500001.