Ponte do Guaíba

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Ponte do Guaíba
Nome oficial Ponte Travessia Régis Bittencourt (Getulio Vargas)
Data de abertura 28 de dezembro de 1958
Dimensões e tráfego
Comprimento total 1,1 km
Altura máxima 24 m
Maior pilar 43 m
Tráfego 30 mil carros/dia
Geografia
Via 2 faixas da BR-290
Cruza Lago Guaíba
Localização Porto Alegre,  Rio Grande do Sul,  Brasil
Coordenadas 29° 59′ S 51° 12′ W

A Ponte do Guaíba, cujo nome oficial é Ponte Getúlio Vargas,[1] é uma ponte móvel, sendo a primeira de quatro pontes da Travessia Régis Bittencourt, com extensão total de 7,7 km, localizada sobre o Lago Guaíba na cidade de Porto Alegre, capital do estado brasileiro do Rio Grande do Sul. Considerada um dos símbolos de Porto Alegre, ela liga a capital ao sul do estado, na intersecção das rodovias BR-116 e BR-290. Seu trajeto é praticamente o mesmo da rota de aproximação para a cabeceira 11 do Aeroporto Internacional Salgado Filho, então, às vezes, é possível ver aviões preparando-se para pousar no aeroporto.

Estrutura[editar | editar código-fonte]

A ponte possui um vão móvel que eleva um trecho de pista de 58 metros de extensão e 400 toneladas de peso a uma altura de 24 metros (cada torre tem 43 metros até a base, sob a água). Este vão é içado para possibilitar a passagem de navios de grande porte — o que ocorreu em média 43 vezes por mês no ano de 2006. Este tempo inutilizado é motivo de protesto de empresários e motoristas que utilizam a ponte, que possui um fluxo médio de 30 mil carros ao dia. Somando-se os minutos em que a ponte esteve erguida, a metade sul do estado esteve isolada da capital por 40 dias durante o período de 2002 a 2007.

O vão começa a ser erguido quando o navio está a cerca de um quilômetro de distância, porque, caso ocorra algum problema na ponte, o navio terá tempo de evitar uma colisão.

A ponte é administrada pela empresa Concepa e atualmente é alvo de movimentos a favor de sua reconstrução por uma ponte maior, que não seja içada.

A ponte já parou quatro vezes.

No dia 1º de setembro de 1999, a queima de um motor do vão móvel o deixou preso a uma altura de 18m. O problema imobilizou o tráfego da cidade por quatro horas.

No dia 16 de setembro de 2004, um curto-circuito voltou a paralisar a ponte por mais de três horas, provocando congestionamentos de 15 quilômetros.

No dia 30 de julho de 2010, segundo a assessoria de imprensa da Concepa, dois parafusos teriam sido responsáveis pela quebra do mancal da ponte, deixando a ponte içada a uma altura de 23 metros por quase 3 horas, um fato curioso ocorrido no dia, foi que uma mulher em trabalho de parto teve que ser removida para o hospital em um helicóptero da PRF que pousou na Freeway, para tanto, o trânsito também foi paralisado por alguns instantes neste estrada.

No dia 1 de Outubro de 2010 as 9h, uma pane no sistema de freio da Ponte do Guaíba travou o vão móvel a uma altura de 16m do eixo rodoviario (35 metros acima da água), após análise das equipes de engenharia da empresa que administra a rodovia, foi constatado que o atrito durante o movimento, gerou sobrecarga no sistema de energia do comando dos equipamentos, parando a ponte. Segundo os engenheiros o defeito foi reflexo de um acidente ocorrido em abril de 2008, quando um navio colidiu na estrutura.

***Deve-se citar também o evento ocorrido em 1998, onde 247 dos 252 cabos de aço (de elevada qualidade e resistência) utilizados na protensão do concreto, se romperam após 10 dias de aplicação. Exames mostraram que substancias sulfurosas foram as responsáveis pelo acidente (corrosão dos cabos). ***

Referências

  1. Freitas, Eduardo Pacheco (1 de agosto de 2016). «TRAVESSIA RÉGIS BITTENCOURT OU TRAVESSIA GETÚLIO VARGAS?: LUTAS SIMBÓLICAS EM TORNO DA DENOMINAÇÃO OFICIAL DA PONTE DO GUAÍBA». Semina - Revista dos Pós-Graduandos em História da UPF. 15 (1). ISSN 1677-1001 

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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Bauer, L. A. C., 5° Edição - Vol 2 - Pág 543, Capítulo 21.4.11, Corrosão