Prisão de Jesus

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El Expolio
1577-79. Por El Greco, atualmente no Museo de San Vicente, em Toledo, na Espanha.

A Prisão de Jesus é um evento central relatado nos evangelhos canônicos que antecede à crucificação. Jesus foi preso pelos guardas do Templo por ordens do Sinédrio, no Getsêmani, logo após a Última Ceia, durante a qual Jesus deu seu sermão final imediatamente após o Beijo de Judas, que é tradicionalmente, visto como sendo um ato de traição (para outras teorias, veja Evangelho de Judas).

A prisão leva imediatamente ao Julgamento de Jesus no Sinédrio, durante o qual os judeus o condenam à morte. Na teologia cristã os eventos que vão da Última Ceia até a crucificação e ressurreição de Jesus são conhecidos como Paixão. O episódio aparece em Mateus 26:47-56, Marcos 14:43-49, Lucas 22:47-53 e João 18:1-11.

Narrativa bíblica[editar | editar código-fonte]

Prisão de Cristo
1621. Por Guercino, atualmente no Fitzwilliam Museum, em Cambridge, Reino Unido.
Mais informações: Beijo de Judas

De acordo com os evangelhos canônicos, após a Última Ceia, Jesus e seus apóstolos foram até o Getsêmani, um jardim localizado às margens do Vale do Cédron, que os acadêmicos acreditam ter sido um bosque de oliveiras. Uma vez lá, os evangelistas descrevem-no deixando o grupo para rezar sozinho[1][2].

Os evangelhos sinóticos afirmam que Jesus pediu a Deus que afastasse dele o sofrimento que estava por vir, pedindo para não ter que passar pelos eventos vindouros, deixando assim a escolha final para Deus. Este episódio aborda, segundo a bíblia, o amor de Jesus pela humanidade, na qual aceitou a humilhação e sofrimento em prol da salvação do Homem que havia sido condenado pelo próprio pecado. Lucas afirma que um anjo apareceu e deu forças a Jesus, que então retornou aos seus discípulos. Os sinóticos afirmam ainda que três dos discípulos que ali estavam dormiram e que Jesus os criticou por não terem conseguido permanecer acordados por uma hora, sugerindo que eles rezassem para evitar a tentação[2].

Neste ponto, Judas aparece acompanhado por uma multidão que inclui sacerdotes e anciões judeus e gente armada. Segundo João, quando o bando entra no jardim à procura de Jesus, ele avança e diz "A quem buscais?". O bando responde "A Jesus o Nazareno" e Jesus finalmente responde "Sou eu." Imediatamente eles recuaram e foram ao chão[2][3].

Em seguida, Judas dá um beijo em Jesus, um sinal pré-combinado com os que o acompanhavam para mostrar quem de fato era Jesus[2][3]. Tendo sido identificado, o bando prende Jesus, mesmo após um dos discípulos ter tentado impedi-los cortando fora a orelha de um dos homens com sua espada, que Jesus imediatamente curou segundo Lucas[2][3]. João diz claramente que foi Simão Pedro quem cortou a orelha de Malco, um servo de Caifás, o sumo-sacerdote[2][3]. João, Mateus e Lucas afirmam que Jesus criticou a violência e insistiu que não houvesse mais resistência. Em Mateus, Jesus então profere uma de suas mais famosas frases: Embainha a tua espada; pois todos os que tomam a espada, morrerão à espada (em Mateus 26:52)[2][3].

Galeria[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. The Synoptics: Matthew, Mark, Luke by Ján Majerník, Joseph Ponessa, Laurie Watson Manhardt 2005 ISBN 1931018316 page 169
  2. a b c d e f g The Bible Knowledge Commentary: New Testament edited by John F. Walvoord, Roy B. Zuck 1983 ISBN 9780882078120 pages 83-85
  3. a b c d e The Bible Knowledge Background Commentary: Matthew-Luke, Volume 1 by Craig A. Evans 2003 ISBN 0781438683 page 487-500

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

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