Duccio

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Duccio
Nascimento 1255
Siena
Morte 1319
Siena
Cidadania Itália
Ocupação pintor
Magnum opus Gualino Madonna, Maestà, Rucellai Madonna, Q18579294
Maestà, de Duccio.

Duccio dipinto Buoninsegna (Siena, 1255 — Siena, 1319) foi provavelmente o mais influente artista de Siena do seu tempo, a figura mais importante da chamada Escola Sienesa. Considera-se que Duccio teve grande influência na formação do estilo chamado Gótico Internacional e que influenciou Simone Martini e os irmãos Ambrogio e Pietro Lorenzetti, entre outros. Seu grande rival na época foi Giotto, mestre da Escola Florentina.

Seus trabalhos incluem a Madonna Rucellai (1285), para a Igreja de Santa Maria Novella (atualmente na Galeria Uffizi) e a lendária Maestà para a catedral de Siena. A Maestà foi carregada pela ruas de Siena em uma cerimônia religiosa e representou um grande passo adiante na representação pictórica de narrativas.

Sua Madona e o Menino, pintada em um painel de madeira cerca do ano de 1300, foi comprada em Novembro de 2004 pelo Metropolitan Museum of Art em Nova Iorque por mais de 45 milhões de dólares, no que foi talvez a mais cara compra do museu.

Estilo[editar | editar código-fonte]

Os trabalhos conhecidos de Duccio são de pinturas sobre painel, têmpera e decorado com folhas de ouro. Diferentemente de seus contemporâneos e artistas anteriores a ele, Duccio era um mestre em têmpera e conseguiu dominar a técnica com delicadeza e precisão. Não existem evidências de que Duccio tenha pintado afrescos.[1]

O estilo de Duccio era de certa forma próximo da arte Bizantina, com os planos de fundo dourados e cenas religiosas familiares, ainda que seja mais experimental. Duccio começou a suavizar as linhas retas da arte Bizantina. Ele usava modelagem (trabalhando com cores claras e escuras) para revelar as figuras debaixo dos tecidos pesados; mãos, rostos e pés se tornaram mais arredondados e tridimensionais. As pinturas de Duccio são acolhedoras e com cores quentes. Suas obras possuem detalhes delicados e às vezes é ornamentada com joias e tecidos. Duccio também ficou conhecido por sua complexa organização do espaço e organizava seus personagens de modo específico e intencional. No quadro Madonna Rucellai o observador pode ver todas essas características.[2]

Duccio foi um dos primeiros pintores a estruturar as figuras de modo arquitetônico ao explorar e investigar espaço e profundidade. Ele também deu atenção refinada a emoções que outros artistas não davam em sua época. Seus personagens interagiam ternamente uns com os outros; não é mais Cristo e a Virgem, é mãe e filho. As figuras de Duccio parecem ser de outro mundo ou celestiais, compostas por belas cores, cabelos macios e vestidas com tecidos não disponíveis para meros seres humanos. Ele influenciou muitos artistas, entre eles Simone Martini, os irmãos Ambrogio e Pietro Lorenzetti.

A Maestà[editar | editar código-fonte]

A Virgem com Vinte Anjos e Dezenove Santos é um altar composto de muitas pinturas individuais encomendado pela cidade de Siena em 1308 para Duccio. A obra fez com que a arte italiana se desviasse do estilo bizantino para representações pictóricas mais realistas. A pintura foi instalada na Catedral de Siena em 9 de Junho de 1311. Permaneceu no lugar até 1711, quando foi desmantelada para que ficasse m dois altares. As pinturas menores foram danificadas no processo e até mesmo vendidas em separado. Hoje várias partes do altar estão expostas em diferentes museus.

Madonna e o Menino[editar | editar código-fonte]

Madonna e o Menino (também conhecida como Stoclet Madonna ou Stroganoff Madonna) é um painel de Duccio feito pelo ano de 1300. Em Novembro de 2004, a pintura foi comprada pelo Metropolitan Museum of Art, de Nova York, em um leilão pela empresa Christie's, por uma soma desconhecida (acredita-se 45 milhões de dólares). Foi a primiera obra de Duccio adquirida pelo museu e talvez sua obra mais cara. Foi vendida por membros da Família Stoclet e faz parte hoje da seção renascentista do museu. Era a última peça de Duccio em mãos privadas e uma das poucas criadas pelo artista como uma pintura individual e não como parte de um conjunto.

Madonna Rucellai[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Madonna Rucellai


Referências

  1. White, John (1993). Art and Architecture in Italy 1250-1400 (em inglês). [S.l.]: Yale University Press. ISBN 0300055854 
  2. Polzer, Joseph (2005). «A Question of Method: Quantitative Aspects of Art Historical Analysis in the Classification of Early Trecento Italian Painting Based on Ornamental Practice». Mitteilungen des Kunsthistorisches Institutes in Florenz 

Ver também[editar | editar código-fonte]

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