Quarteto 1111

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
Question book.svg
Esta página não cita fontes confiáveis e independentes, o que compromete sua credibilidade (desde novembro de 2018). Por favor, adicione referências e insira-as corretamente no texto ou no rodapé. Conteúdo sem fontes poderá ser removido.
Encontre fontes: Google (notícias, livros e acadêmico)
Quarteto 1111
Quarteto 1111 em Cascais
Informação geral
Origem Estoril
País Portugal Portugal
Período em atividade 1967-1975
1976-1977
1984
1987
2003
2007
2008
Gravadora(s) Columbia/Valentim de Carvalho
EMI/Valentim de Carvalho
Deca/Valentim de Carvalho
Polygram
Integrantes José Cid (1967-1975 e 1984-actualmente)
Tozé Brito (1970-1975 e 1984-actualmente)
Mike Sergeant (1974-1975 e 1984-actualmente)
Michel Silveira (Miguel Artur da Silveira) (1967-1975 e 1984-actualmente
Ex-integrantes António Moniz Pereira (1967-1974)
Jorge Moniz Pereira (1967)
Mário Rui Terra (1968-1969)
Guilherme Inês (1974-1975)
Vítor Mamede (1976-1977)
Rui Reis (1976-1977)
Armindo Neves (1976-1977)
Luís Duarte (1976-1977)

O Quarteto 1111 é uma banda portuguesa, formada em 1967, no Estoril. Numa década de inovações e experimentalismos, muitas bandas tentavam copiar o que era difundido pela rádio e ouvido em ocasionais discos trazidos do estrangeiro.

História[editar | editar código-fonte]

Um dos muitos grupos inspirados nos Shadows era o Conjunto Mistério, mais tarde chamado Quarteto 1111. Este nome foi inspirado no número de telefone onde decorriam os ensaios. O grupo era formado por Miguel Artur da Silveira, José Cid, António Moniz Pereira e Jorge Moniz Pereira.

Primeiro EP[editar | editar código-fonte]

O primeiro EP é A Lenda de El-Rei D. Sebastião, que conseguiu ser o primeiro disco português a tocar no programa Em Órbita do Rádio Clube Português. Os trabalhos seguintes do Quarteto 1111 seguem o caminho iniciado com A Lenda de El-Rei D. Sebastião. Em 1968 concorrem ao festival RTP da Canção interpretando Balada para D. Inês, que se classifica em 3.º lugar.

Primeiros singles[editar | editar código-fonte]

Em 1968, já com Mário Rui Terra no lugar de Jorge Moniz Pereira, é publicado o single Meu Irmão / Ababilah, e no ano seguinte saem dois outros trabalhos no mesmo formato (Nas Terras do Fim do Mundo e Génese/Monstros Sagrados)

Primeiro álbum e censura[editar | editar código-fonte]

O grupo teve bastantes problemas com a Censura, por causa de canções que tinham uma forte carga política e contestatária. Em 1970 é assim publicado o primeiro LP, simplesmente intitulado Quarteto 1111. Este álbum foi mandado retirar do mercado, pela Comissão de Censura, devido a temas como Lenda de Nambuangongo e Pigmentação.

Ainda em 1970, Tozé Brito, proveniente dos Pop Five Music Incorporated, entra para o lugar de Mário Rui Terra. Logo de seguida, o grupo começa também a cantar em inglês.

Evolução[editar | editar código-fonte]

Em 1971, o grupo actua no Festival de Vilar de Mouros. Um ano depois, surge a oportunidade de ir gravar a Inglaterra as canções que tinham apresentado ao vivo no Festival dos Dois Mundos, em Lisboa. Surgem assim os Green Windows, grupo de cariz mais ligeiro que o Quarteto 1111 e que co-existe com este.

Em 1973, o Quarteto 1111 grava com Frei Hermano da Câmara o LP Bruma Azul do Desejado. Um ano depois, é publicado o LP Onde, Quando, Como, Porquê, Cantamos Pessoas Vivas - Obra-Ensaio de José Cid, um trabalho nitidamente influenciado pelo rock progressivo de grupos como os King Crimson ou os Renaissance.

Final do grupo[editar | editar código-fonte]

Depois do abandono de José Cid, em 1975, o Quarteto 1111 continua, chegando a participar de novo no Festival RTP da Canção, em 1977, com o tema O Que Custar. A formação de então já não tinha, no entanto, nenhum membro da original, dissolvendo-se pouco depois. José Cid, Mike Sergeant, Tózé Brito e Michel ainda voltariam a juntar-se em 1987, para gravar o single Memo / Os Rios Nasceram Nossos, que marca o final da carreira discográfica do grupo.

Discografia[editar | editar código-fonte]

Álbuns de estúdio[editar | editar código-fonte]

Singles[editar | editar código-fonte]

  • 1968 - "Meu Irmão" / "Ababilah"
  • 1969 - "Nas Terras do Fim do Mundo"
  • 1969 - "Génese" / "Os Monstros Sagrados"
  • 1970 - "Todo o Mundo e Ninguém" / "É Tempo de Pensar em Termos de Futuro"
  • 1970 - "Back to the Country" / "Everybody Needs Love, Peace and Food"
  • 1971 - "Ode to the Beatles" / "1111"
  • 1972 - "Sabor a Povo" / "Uma Nova Maneira de Encarar o Mundo"
  • 1976 - "Lisboa À Noite" / "Canção do Mar"
  • 1977 - "O Que Custar"
  • 1987 - "Memo" / "Os Rios Nasceram Nossos

EP[editar | editar código-fonte]

  • 1967 - A Lenda de El-Rei D.Sebastião
  • 1967 - Balada para D. Inês
  • 1968 - Dona Vitória
  • 1970 - Domingo Em Bidonville

Compilações[editar | editar código-fonte]

  • 1981 - Antologia da Música Popular Portuguesa
  • 1993 - A Lenda Do Quarteto 1111 (CD, EMI-Valentim de Carvalho)[1]
  • 1996 - A Lenda De El-Rei D. Sebastião (CD, EMI-Valentim de Carvalho, Colecção Caravela)[2]
  • 2005 - Singles and EP

Referências

  1. «Catálogo - Detalhes do registo de "A Lenda do Quarteto 1111"». Fonoteca Municipal de Lisboa. Consultado em 15 de novembro de 2018 
  2. «Catálogo - Detalhes do registo de "A lenda d'El Rei D. Sebastião"». Fonoteca Municipal de Lisboa. Consultado em 15 de novembro de 2018 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]