Quatipuru

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Município de Quatipuru
"Quait"
Bandeira de Quatipuru
Brasão de Quatipuru
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 1 de janeiro
Fundação 1 de janeiro de 1997
Gentílico quatipuruense
Lema "Trabalho, Produção e Renda"
Prefeito(a) Luiz Pereira (DEM)
(2017–2020)
Localização
Localização de Quatipuru
Localização de Quatipuru no Pará
Quatipuru está localizado em: Brasil
Quatipuru
Localização de Quatipuru no Brasil
00° 54' 03" S 47° 00' 21" O00° 54' 03" S 47° 00' 21" O
Unidade federativa Pará Pará
Mesorregião Nordeste Paraense IBGE/2008 [1]
Microrregião Bragantina IBGE/2008 [1]
Municípios limítrofes Municipio de Primavera, Capanema, Pirabas, Tracuateua.
Distância até a capital 210 km
Características geográficas
Área 324,252 km² [2]
População 13 142 hab. IBGE/2016[3]
Densidade 40,53 hab./km²
Altitude 29 m
Clima Quente e úmido
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,543 baixo PNUD/2010[4]
PIB R$ 70 787,79 mil IBGE/2014[5]
PIB per capita R$ 5 469,19 IBGE/2014[5]
Página oficial

Quatipuru é um município brasileiro do estado do Pará, pertencente à Mesorregião do Nordeste Paraense na microrregião Bragantina. Localizado à uma latitude 02º25'08" sul e à longitude 48º09'08" oeste, estando a uma altitude de 29 metros. Sua população estimada em 2016 era de 13.142 habitantes. Possui uma área de 321,7,79 km².

Etimologia[editar | editar código-fonte]

Inicialmente chamado de Valentim, devido ter na terra muitas capivaras silvestres que eram valentes; Posteriormente, devido a existência de vários esquilos de nome quatipuru ao redor do povoado de Valentim, os moradores mudaram para o mesmo nome do roedor,

História[editar | editar código-fonte]

Em fevereiro de 1622, foi criada a Capitania de Gurupi, doada por Felipe III a Gaspar de Souza, Governador Geral do Brasil na época.

Em 1633 Francisco Coelho de Carvalho deu ao filho, Feliciano Coelho de Carvalho, a Capitania de Gurupi, doação em virtude da reclamação de Álvaro de Souza, filho de Gaspar de Souza, junto à Côrte de Madrid, porém foi desaprovada tal doação e confirmada para Álvaro de Souza. Expulsando o morador pescador Raimundo Alves Piranha com a família do povoado de Caeté (origem do município de Bragança à margem do Rio Caeté).[6]

Raimundo Alves navegou pelo rio, onde encontrou um local para fazer moradia. Com o povoado de Caeté sendo abandonado, outras pessoas vieram morar na terra descoberta por Raimundo, em 1653 já haviam 78 moradores. Construíram uma pequena capela, em 1696 chegaram mais 8 famílias do povoado de Bragança, fixando residência no local e deram o nome da terra de Valentim.[6]

Nas agitações políticas que tiveram lugar na Província do Grão Pará, em 1835, o povoado de Valentim, constituiu ponto de passagem dos foragidos que procuravam o Maranhão para fugirem à sanha dos rebeldes que tudo dominavam. Em 1838, chegaram ao povoado de Valentim os Senhores Manoel dos Reis e Joaquim dos Reis, onde passaram a residir em casas de sobrados que mandaram construir. Nesse ano Valentim tinha aproximadamente 316 habitantes e numa outra localidade próxima, chamada de Ilha do Titica, descoberta pela Sinhá Henriqueta, existiam 14 escravos, aonde surgiu a dança da Marujada com o ritmo do Carimbó, na época natalina.

Em 1845, devido existir nos arredores do povoado de Valentim muitos animais roedores (esquilos) chamados de quatipuru, os moradores locais passaram a chamar o povoado de Quatipuru. Nesse ano construíram uma Igreja no local da capelinha de Nossa Senhora de Nazaré, onde hoje existe a Matriz da Padroeira, Nossa Senhora de Nazaré.

Em 1863 veio residir no povoado de Quatipuru o coronel Leandro Pinheiro, da cidade de Viseu. No mesmo ano Quatipuru passou à categoria de Vila, e logo se realizou eleição para intendente. O coronel Leandro Pinheiro candidatou-se, vencendo o pleito, passando a governar a própria vila de Quatipuru e a vila de Mirasselvas (atual município de Capanema).

Em 1867, houve nova eleição para o mesmo cargo, vencendo o coronel César Augusto Pinheiro, levando a intendência para vila de Miraselvas, lá permanecendo 6 anos quando em 1873, nova eleição foi realizada e Leandro Pinheiro venceu novamente, trazendo a intendência de volta a vila, permanecendo cerca de 16 anos. Em 1889, houve outra Eleição, nova vitória do Coronel Leandro Pinheiro vencendo seu maior adversário, o Coronel César Augusto Pinheiro.

Em 1890, chegava nesta Vila o Padre Arão, estimado por sua dedicação de ensino e catequese. Em 1916 chegava o Padre Leandro Pinheiro (Prefeito em Belém do Grão-Pará), que passou a ser Vigário da Vila.

Em 1920 houve nova eleição e João Pessoa candidatou-se, vencendo o pleito levando a Intendência para a Vila de Capanema (que nesse mesmo ano foi elevado à categoria de Município) permanecendo durante 04 anos quando em outra eleição o Coronel Leandro Pinheiro venceu já como prefeito.

Em 1955, Quatipuru foi elevado a Município conforme a Lei n° 1 127 (de 11/03/1955) sendo desmembradas do Município de Capanema. Porém em 4 de outubro do mesmo ano a lei de emancipação, criador por Deputado Estadual Augusto Corrêa, foi considerada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal, e Quatipuru voltou a ser distrito do Município de Capanema. Até 29 de dezembro de 1961 quando o ex-governador Aurélio Correia do Carmo criou o Município de Primavera, conforme Lei 2 460 (com o Prefeito José Carlos Monteiro Raimundo), sendo que Quatipuru passou a constituir o novo Município de Primavera, durante 33 anos.

Em 1982, elegeu-se Prefeito um quatipuruense nato, chamado Antônio Moraes do Nascimento (o Dico Taumaturgo),

Em 21 de abril de 1982, a população de Quatipuru foi às urnas para decidir em plebiscito a emancipação, onde o "Sim" foi a maioria, cerca de 95%. Enfim, em 5 de outubro a Lei Estadual nº 5 859 recriou o Município de Quatipuru, sancionada pelo então Governador Carlos José de Oliveira Santos, sendo suas terras desmembradas do Município de Primavera. Ficando Quatipuru constituido por: Sede a Cidade de Quatipuru, Vila de Boa-Vista, Povoado do Cumaru e do Macaco, além de outras comunidades.

Brasão de armas[editar | editar código-fonte]

Significado: O Escudo amarelo e branco, envolto e dividido por uma linha azul, tendo na parte superior de fundo amarelo, uma árvore de Cutiribá, que representa a fundação da cidade, sendo ladeada por dois animais quatipuru, representando a quantidade deste, que dá nome a Sede do Município. Na parte inferior, de fundo branco, destaca-se o pescado e o caranguejo, potencial econômico do Município. Este Escudo avulta sobre outro de cor verde, que representa as matas, contendo a inscrição "Município de Quatipuru", sendo tal inscrição dividida por quatro estrelas de cor amarela, que representam as quatro maiores localidades do Município. Destaca-se ao pedestal, duas faixas, sendo a primeira trêmula em suas extremidades e contendo a inscrição "Trabalho, Produção e Renda", como lema de um Município que caminha para o futuro, a segunda, com pontas redobradas para o seu interior, com uma estrela ao centro de cor amarela, representando a Sede do Município, contendo, ainda, as datas de “1633”, ano de fundação de Quatipuru e “l997”, ano de instalação do Município.

Bandeira[editar | editar código-fonte]

Significado: A Bandeira é envolta e recortada por duas linhas amarelas,  “abraçando” em um todo a Bandeira, representando as fontes de riqueza, sendo uma circundando toda a bandeira e outra saindo das junções superiores e indo para o centro da linha inferior, formando um triângulo de cor azul, em um fundo verde, sendo o azul representando o mar e o verde nossas matas. Traz ao centro o Brasão D`Armas do Município.

Curiosidade: O autor da arte do Brasão e da Bandeira do Município de Quatipuru, foi o SenhorEdnaldo Gomes e Silva. Cumprindo solicitação do então Prefeito Municipal, Excelentíssimo Senhor Ranulfo Teixeira Cavalcante, primeiro Prefeito deste Município.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Localiza-se no norte brasileiro, a uma latitude 00º53'49" sul e longitude 47º00'19" oeste, estando a uma altitude de 29 metros do nível do mar.[7] O município possui uma população estimada em 13 142 mil habitantes distribuídos em 326,113 km² de extensão territorial.[8]

Religião[editar | editar código-fonte]

A religião predominante em Quatipuru é o Catolicismo, porém existem fiéis consideráveis do Protestantismo, Igrejas Evangélicas Assembléia de Deus, Adventistas, Igreja dos Irmãos, Igreja Batista além de outras.

Curiosidades[editar | editar código-fonte]

Em Quatipuru existia uma árvore de Cutiribá (árvore da família Sapotácias - Lucuma Rivicoa Gaerth), relíquia do lugar, a qual existia desde a chegada de Raimundo Alves Piranha, sendo que esta árvore era localizada no fundo de seu quintal, na beira do rio Quatipuru, encontrava-se ao lado do prédio da Prefeitura Municipal que veio a cair em 13 de Fevereiro de 2003. O Gestor Municipal daquela época senhor Ranulfo Teixeira Cavalcante plantou uma nova árvore de Cutirubá para que as gerações atuais e futuras não ficassem alheias a essa história.

O Palácio da Intendência de Quatipuru, construído no governo do Coronel Leandro Pinheiro, infelizmente foi demolido no Governo do Senhor Hélio Moreira, que foi o primeiro Prefeito eleito do Município de Primavera, sendo que ainda existem o Cemitério Santa Maria, construído em 1917, também pelo Cel. Leandro Pinheiro e o prédio aonde funcionava o Mercado Municipal, atualmente encontra-se instalada a Sede do Poder Legislativo do Município. Outras obras, com os antigos sobrados também foram demolidos.

Outra curiosidade que existe há muitos anos em Quatipuru, é que todos os seus visitantes nunca esquecem esta Cidade após beber a água do local, sempre voltando em outras ocasiões.

Como chegar[editar | editar código-fonte]

Para se chegar a Quatipuru, usam-se meios de transporte marítimos ou rodoviários, sendo o último, através da PA-446.

Economia[editar | editar código-fonte]

A principal fonte de renda é a pesca e também o artesanato. Tem como festas principais a marujada, em dezembro e a festa do caranguejo, em julho e na Vila de Boa Vista tem a Festa da gó, em julho,em outubro também tem o Círio de Nazaré

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

Quatipuru tem como acidentes geográficos principais, o rio Quatipuru, rio Campinho, rio Arapiranga, rio Japerica, a Vala do Macaco e a Vala do Basílio.

Distritos[editar | editar código-fonte]

A partir de julho de 2015, Boa Vista passa até o título de Distrito, sendo o primeiro no município, depois da sede. Este título só foi possível graças a determinação da comissão formada pelos senhores Manoel Lisboa (Serginho), Antonio Carlos Lisboa (Ginho), Gessé Gomes e Ari Lisboa, que formalizaram uma petição pública com apoio da população local. A Câmara Municipal aprovou a lei municipal em novembro de 2014 e o prefeito Hélio Brito a sancionou e nomeou o Senhor Manoel Lisboa (Serginho), líder da comissão, a Agente Distrital.

Referências

  1. a b «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  2. IBGE (10 out. 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 dez. 2010 
  3. «Estimativa populacional 2016» (PDF). Estimativa populacional 2016. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2016. Consultado em 1 de janeiro de 2017 
  4. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 22 de setembro de 2013 
  5. a b «PIB Municipal 2010-2014». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 1 jan. 2017 
  6. a b Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE. «Histórico». Município de Quatipuru - Estado do Pará. Consultado em 30 de janeiro de 2017 
  7. Geografos. «Quatipuru, Pará». Consultado em 30 de janeiro de 2017 
  8. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE. «Informações Completas». Município de Quatipuru - Estado do Pará. Consultado em 30 de janeiro de 2017 
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