Santana de Pirapama

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Município de Santana de Pirapama
Bandeira indisponível
Brasão indisponível
Bandeira indisponível Brasão indisponível
Hino
Aniversário 01 de janeiro
Fundação 1948
Gentílico pirapamense
Lema Pirapama quer mais...
Prefeito(a) Kenia Marques dos Santos (DEM)
(2013–2016)
Localização
Localização de Santana de Pirapama
Localização de Santana de Pirapama em Minas Gerais
Santana de Pirapama está localizado em: Brasil
Santana de Pirapama
Localização de Santana de Pirapama no Brasil
19° 00' 21" S 44° 02' 34" O19° 00' 21" S 44° 02' 34" O
Unidade federativa  Minas Gerais
Mesorregião Metropolitana de Belo Horizonte IBGE/2008 [1]
Microrregião Sete Lagoas IBGE/2008 [1]
Municípios limítrofes Curvelo, Presidente Juscelino, Gouveia, Congonhas do Norte, Conceição do Mato Dentro, Santana do Riacho, Baldim, Jequitibá, Cordisburgo
Distância até a capital 152 Km km
Características geográficas
Área 1 220,985 km² [2]
População 8 004 hab. Censo IBGE/2010[3]
Densidade 6,56 hab./km²
Clima Não disponível
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,679 médio PNUD/2000 [4]
PIB R$ 57 229,534 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 6 497,45 IBGE/2008[5]
Página oficial

Santana de Pirapama é um município brasileiro do estado de Minas Gerais. Sua população estimada em 2013 era de 8 106 habitantes.

História[editar | editar código-fonte]

A história do município começa em 1834, com a fundação do distrito de Traíras, nome dado pela tradição de usar nomes de peixes em comum com a região, sendo a traíra um deles. Em 1948, desmembrada de Codisburgo, Pirapama foi elevada a status de município.

Não se conhece registros sobre o povoamento inicial do Arraial de Traíras, que deu origem a atual cidade de Santana de Pirapama. Segundo Teodoro Sampaio, 'Assentada em uma colina, à margem direita do rio das Velhas, em terrenos da sesmaria de Nossa Senhora da Conceição dos Gerais, junto à barra do córrego Traíras, bom porto àquele tempo, começou, provavelmente há uns duzentos anos, a povoação com o nome desse córrego -Tarahira'.

Sabe-se apenas que a povoação nasceu há mais de dois séculos, junto a um dos portos do Rio das Velhas, em terras pertencentes ao Padre Antônio de Ávila Corvelo (ou Padre Jorge Martins Curvelo de Ávila), dono de extensas sesmarias na região central das Minas Gerais.

Em 1831, segundo Cunha Matos, já existia no lugar uma capelinha dedicada a Santana, residindo no arraial uma população de 1814 habitantes.

Em princípios de 1834, foi criado o distrito de Traíras, que se estendia até a barra do rio Paraúna no rio das Velhas.

Em 19 de junho de 1834, foi aberto o primeiro livro do Cartório de Paz.

Sempre subordinado ao município de Curvelo, Traíras foi elevado à condição de paróquia de Santana de Traíras pela Lei Provincial No. 471, de 1 de junho de 1850, pertencendo ao Arcebispado da Bahia e Comarca de Sabará.

Pela Lei No. 1.294, de 30 de outubro de 1866, sofreu o distrito sua primeira mutilação em território, para ser criado o distrito de Ponte do Paraúna (hoje município de Presidente Juscelino).

Em 1891, a Lei Estadual No dois, de 14 de setembro de 1891, confirmou a criação do distrito de Traíras, jurisdicionado ao município de Curvelo.

Segundo a Divisão Administrativa, em 1911, e os quadros de apuração do Recenseamento Geral de 1920, o referido distrito continuou subordinado ao município de Curvelo.

No texto da Lei Estadual No. 843, de 7 de setembro de 1923, nos quadros da divisão administrativa relativa a 1933 e nos quadros de divisão territorial datados de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937, bem como no anexo ao Decreto-lei Estadual No. 88, de 30 de março de 1938, estava estabelecido que o distrito de Traíras continuava jurisdicionado ao município de Curvelo.

Pelo Decreto-lei Estadual No 1.058, de 17 de dezembro de 1938, o distrito de Traíras foi transferido do município de Curvelo para o recém criado município de Cordisburgo, sofrendo para isso nova mutilação em território. No qüinqüênio 1939-1943, o distrito de Traíras figurou no município de Cordisburgo. Não foi do agrado dos trairenses o Ato governamental agregando o distrito ao município de Cordisburgo.(EMB)

De acordo com o Decreto Estadual No. 1.058, de 31 de dezembro de 1943, o distrito teve sua denominação alterada para distrito de Pirapama.

Pelo disposto na Lei Estadual No. 336, de 27 de dezembro de 1948, que estabeleceu a divisão judiciário-administrativa do Estado, a vigorar no qüinqüênio 1949-1953, criou-se o município de Santana de Pirapama (antigo distrito de Pirapama), o qual, nessa divisão, figurou integrado de um só distrito: o da sede.

Essa lei coroou com êxito os esforços da lutadora gente, que tudo fazia para emancipar seu distrito, tendo como maior líder nessa empreitada o Padre Roque Venâncio da Silveira. Esta terra de Sant' Anna, matrona e bendita estava elevada à categoria município com o topônimo de SANTANA DE PIRAPAMA.(EMB)

No dia 1o. de janeiro de 1949, foi solenemente instalado o município pelo Juiz de Paz., Sr. João Cândido dos Santos, representando o Juiz de Direito da Comarca de Sete Lagoas.

A primeira diretoria executiva da Câmara Municipal de Santana de Pirapama ficou assim constituída: Presidente Sr. João Cândido dos Santos, Vice-Presidente - Farmacêutico Omar de Oliveira e Secretário Farmacêutico Geraldo Ávila.

O atual nome do município SANTANA DE PIRAPAMA resultou da junção do nome de sua padroeira e Pirapama, de origem indígena tupi que, segundo a opinião vulgar, significa Peixe Bravo (Pira: peixe, pama: bravo, bravura), e é outra denominação indígena da traíra.

Segundo o organizador da Enciclopédia dos Municípios Brasileiros, Humberto Guimarães, com dados fornecidos pelo Agente de Estatística Antônio Guedes Magalhães, em 1958, no sub-título DIVERSOS ASPECTOS DO MUNICÍPIO:

"A cidade de Santana de Pirapama acha-se localizada em uma colina, às margens do histórico rio das Velhas e do córrego Traíras, também chamado 'Mato do Atalho'.

A maior parte do território municipal é montanhosa, predominando a vegetação vulgarmente denominada 'cerrado'.

O município apresentava quando da sua criação uma área de 62 quilômetros quadrados e a sede do município tem como coordenadas geográficas S 19º e 30° e W 44º 02` e 42°. Dista da capital do Estado, em linha reta, 101 quilômetros, no rumo N.N.O. O município é banhado pelos rios das Velhas, e Cipó. Existem vários riachos no local, como o Abelhas, Tibuna, o Gerais e outros de menor porte.

De vida intensa e laboriosa, Santana de Pirapama tem na agropecuária, no estrativismo vegetal (fabricação de carvão vegetal) e na indústria agrícola (transformação), as suas fontes de economia.

No campo de assistência a desvalidos, registra-se a existência de um Asilo mantido pela Sociedade de São Vicente de Paulo.

Quanto às reservas minerais, o município é possuidor de apreciável quantidade de pedras calcárias e, nos lugares denominadas 'Matarazzo' e 'Morro Grande', já foram exploradas jazidas de cal com ótimos resultados.

Em tempos passados, existiu no rio das Velhas e no perímetro da cidade, um porto fluvial que, como se sabe, era o rio navegável por pequenas embarcações que partiam de Pirapora e iam até Sabará.

Na Serra da Bocânia, em terrenos da fazenda do Senhor João Ávila Bastos, existem várias grutas ou cavernas ainda inexploradas."

Em 1962, o Distrito de Fechados foi incorporado ao município, resultante de um desmembramento do município de Conceição do Mato Dentro. Isso elevou significativamente a área do município, que passou de 62 para 1.270 Km2.

A incorporação do distrito de Fechados foi mais uma "manobra" política do líder municipal Monsenhor Roque Venâncio da Silveira, que detinha conhecimento sobre grandes jazidas minerais na região, o que poderia representar ganhos econômicos para o município. Entretanto o que se viu na prática foi um descabroso aumento território do município, representando enormes gastos de custeio e quase nenhuma arrecadação.

O município pertence à Comarca de Sete Lagoas. Do ponto de vista religioso, Santana de Pirapama apresenta a Paróquia de Santana, pertencente à Diocese de Sete Lagoas.

O nome[editar | editar código-fonte]

O nome da cidade vem de sua padroeira: Santa Ana, associado à expressão indígena "Pirapama", que quer dizer "peixe bravo", característica da traíra.

Cultura[editar | editar código-fonte]

Os aspectos culturais estão bastantes relacionados com as Festas Religiosas e Festas Profanas, ambas com um forte apelo folclórico.

Logo no início do ano, no mês de janeiro, são promovidas duas grandes festas religiosas: A Festa de Santos Reis e a Festa de São Sebastião.

A Festa de Santos Reis tem seu ápice no dia 6 de janeiro, dia de Santos Reis e apresenta uma mistura de aspectos religioso-profano-folclórico. Nela ocorre a apresentação das Folias de Reis de todo o município e dos municípios vizinhos. A festa inicia-se com uma novena (ocasião onde o terço é rezado durante nove noites). Durante a novena também são celebradas missas e após a parte religiosa, segue a "arremate dos leilões", onde brindes doados pela comunidade são vendidos em leilão através dos leiloeiros, pessoas treinadas para provocar as pessoas a darem lances cada vez mais altos nas mercadorias. Após os leilões segue-se o tradicional forró da barraquinha do santo. No dia 6, à tarde é realizada um Procissão pelas ruas do bairro. Esta Festa é realizada pela comunidade do Bairro São Geraldo (Morro do Cruzeiro).

No dia 20 de janeiro é a realizada a Festa de São Sebastião. pela comunidade do Bairro de mesmo nome. Esta festa segue praticamente os memos princípios da festa de Santos Reis, mas com um cunho religioso mais aprimorado. É tradional desta festa o Leilão dos Frangos e Leitões, que são doados pelo povo do município. São Sebastião é citado pelo gentio como protetor da peste aviária e suína.

Desde 1988, no dia 1 de maio é realizada a Festa do Trabalhador. Segundo o seu fundor, o Sr. José Basílio, tudo começou quando ele teve a ideia dos trabalhadores, durante o ofertório da missa campal, afertacem seus instrumentos de trabalho, numa forma de agradecimento à Deus pela oportinida de trabalhar. Os trabalhadores, cujos instrumentos de trabalhos não eram portáteis, logo protestaram, pois não podiam parcipar do evento. Ficou decidido então que se faria um desfile com as máquinas (teares), carros de bois, engenhos de cana, etc. Assim nascia a Festa do Trabalhador de Santana de Pirapama.

No período religioso de pentecostes (maio/junho) é realizada a Festa do Divino Espírito Santo, sempre com a presença do Imperador e da Imperatriz (geralmente um casal de crianças) e da sua corte real.

Do dia 17 a 26 de Julho é promovido o Glorioso Jubileu de Santana e São Joaquim, padroeiros do município. Esta festa foi idealizada pelo Monsenhor Roque Venâncio da Silveira e é realizada desde 1949. É a maior festa religiosa da região, com a presença de milhares de romeiros, vindos de todas as partes do estado. E para facilitar ainda mais a presença dos romeiros, a partir de 1985 a festa passou a terminar sempre no último domingo do mês de julho. Neste período também houve o desmembramento das festas que ocorriam junto com o Jubileu de Santana e São Joaquim, as festas de São Sebastião e Nossa Senhora do Rosário.

Em outubro é realizada a Festa de Nossa Senhora do Rosário. Esta festa é mais antiga que o próprio Jubileu e se desconhece os tempos de sua origem. Sempre foi tradicionalmente realizada pela comunidade negra, com a presença do Rei e da Rainha Conga e seu Cortejo Real, os Congadeiros (Dançantes) do Rosário. O ponto alto desta festa é a "Cumprição das Promessas". Neste momento os fiéis colocam suas coroas bentas na cabeça e começam a dar voltas em torno da Capela, sempre acompanhados pela canturia dos Dançantes.

Existe no município uma unidade da `PROCAP - Programa de Capacitação Profissional, sediada na galeria santana, onde dispões de mais de 40 cursos profissionalizantes, o site da PROCAP:

http://procapcursos.wix.com/procap

Referências

  1. a b «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  2. IBGE (10 de outubro de 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010 
  3. «Censo Populacional 2010». Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 29 de novembro de 2010. Consultado em 11 de dezembro de 2010 
  4. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2000. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  5. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 de dezembro de 2010 
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