Savannah (Geórgia)

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Savannah
Localidade dos Estados Unidos Estados Unidos
Savannah está localizado em: Geórgia
Savannah
Localização de Savannah na Geórgia
Savannah está localizado em: Estados Unidos
Savannah
Localização de Savannah nos Estados Unidos
Dados gerais
Fundado em século XVIII
Localização
32° 05' N 81° 05' 59" O
Condado Chatham
Estado  Geórgia
Tipo de localidade Cidade
Características geográficas
Área 281,61 km²
- terra 267,16 km²
- água 14,45 km²
População (2010[1]) 136 286 hab. (510,13 hab/km²)
Altitude 15 m
Códigos
código FIPS 13-69000
Sítio web http://www.ci.savannah.ga.us
Chatham County Georgia Incorporated and Unincorporated areas Savannah Highlighted.svg
Localização de Savannah no Condado de Chatham.

Portal Portal Estados Unidos

Savannah é uma cidade localizada no estado americano da Geórgia, no Condado de Chatham. Foi fundada no século XVIII.

Plano urbanístico de James Oglethorpe[editar | editar código-fonte]

James Edward Oglethorpe, criador do plano urbano para Savannah - Georgia.
Plano Urbanístico de Savannah 1770
Desenho mostrando o início do estabelecimento da colônia, divisão clara entre cidade-campo.

O plano urbanístico de Savannah – Georgia, Estados Unidos – tem como protagonista principal James Oglethorpe, parlamentar inglês que ao investigar o sistema prisional britânico, deu o primeiro passo para o estabelecimento da colônia de Georgia, pois viu nos Estados Unidos ( ainda colônia da Inglaterra ) a oportunidade de proporcionar chances de recomeço para os prisioneiros.[2][3][4] Assim, ao se estabelecer no sítio que corresponde a atual cidade de Savannah colocou em prática uma cidade planejada em grades e em torno de uma série de praças, com traço urbano caracterizado pelo traçado regular permeado por áreas verdes públicas. O design urbano de Savannah foi baseado em uma unidade que poderia ser repetida no futuro com o decorrer do crescimento da cidade, proporcionando uma divisão racional entre a cidade e o arredores com plantações. A cada colono foi dado um lote na cidade de um acre, um lote de campo de cinco acres e uma fazenda de 44 acres, o projeto inicial da cidade foi baseado em um novo molde para atividades de agricultura. Na mesma época, na Inglaterra muito se discutia a respeito de um sistema não senhorial de divisão de terras, com uma conexão orgânica entre o campo e a cidade.[5][6] A colônia vivia uma vida social integrada, não só por conta do bom parcelamento de terras, do desenvolvimento em agricultura científica e estrutura de empregos balanceada, mas sim por conta da organização dos serviços públicos, havia uma moinho público para moer milho, um celeiro e depósito público, viveiro de plantas comunitário; onde a horticultura experimental era estudada e onde os colonos podiam adquirir plantas para plantar em seus jardins privados, esses fatores exemplificam o senso de igualdade urbana e social citada em diversos textos sobre o plano iluminista de Oglethorpe.[5]

O desenho da cidade possibilita uma fácil circulação, por consequência das grades, praças e edifícios comunitário, possui um traçado que possibilita uma jornada simples para os pedestres, empreendimentos comerciais mistos; de fácil acesso e tráfego calmo de veículos. É um planejamento urbano abrangente, voltado principalmente para um sistema de igualdade espacial da cidade, através do parcelamento igualitário de terras. Um plano ambicioso que buscava a igualdade social, mas que infelizmente é considerado um experimento utópico, que funcionou muito bem no quesito urbano físico, mas no quesito social não. Inicialmente os colonos que se estabeleceram em Savannah concordaram com o pensamento de Oglethorpe para a cidade.[7] Porém, o desejo de James para Savannah acabou no passo em que os colonos confortaram-o com a justificativa de a escravidão ser um ótimo método de crescimento econômico para cidade, assim - em 1749 - devido à pressão dos novos curadores da cidade, James Oglethorpe abriu mão de sua participação ativa na colônia e Georgia passou a utilizar o mesmo modelo de economia baseada em grandes campos de plantações que sua vizinha Carolina do Sul utilizava. Ao estabelecer esse tipo de economia a cidade passava a depender e legitimar da mão de obra escrava vigente em quase todo o estado sulinos nesta época.[5]

Oglethorpe traçou apenas os primeiros seis quadrados, mas os líderes da cidade seguiram o projeto por décadas depois que ele retornou à Inglaterra. A cidade cresceu para incluir vinte e quatro praças. Hoje, Savannah inclui vinte e dois dos quadrados originais, que correspondem a atual parcela tombada como patrimônio histórico cultural de Georgia, mostrando como o pensamento de Oglethorpe para uma cidade de crescimento inteligente, baseada em uma unidade racional, que poderia ser facilmente replicada.

Edifícios preservados - centro Distrito Histórico de Savannah.

O papel do Iluminismo[editar | editar código-fonte]

O iluminismo teve um papel importante no plano urbano de Savannah, por ser considerada uma cidade que nasceu baseada em princípios iluministas, colocados em prática por Oglethorpe, seu modelo urbano enfatiza a busca da igualdade social através do pensamento e métodos racionais para resolver os problemas físicos e sociais da sociedade, esse aspecto do plano urbanístico é conhecido particularmente por estar relacionado a promoção da igualdade social através do design urbano tangível da cidade, um problema muita das vezes abordado superficialmente no urbanismo.[5] Oglethorpe buscava o caminho para uma cidade modelo, alguns mecanismos que suportam a visão de plano urbano para igualdade social são: parcelamento igualitário de terras, abordagens contemporâneas na agricultura, locação de terras, proibição da escravidão, ocupação permanente de terrenos estáveis, administração de um estado laico e etc.[8][3]

Tipologia edilícia[editar | editar código-fonte]

Apesar de iluminista e voltado para a nova era, o plano urbano de Oglethorpe possui elementos tradicionais britânicos e da civilização romana, ele buscava criar uma cidade que revivesse valores britânicos rurais e suas tradições aplicadas principalmente durante o regime Stuart[8] [7], com edifícios uniformes, sem jardins frontais e as tradicionais casas terraço inglesas, que possibilitavam ao dono fachadas nobres. Em Savannah, as casas seguiam esses moldes e em sua maioria eram feitas de tijolos, eram consideradas luxuosas e únicas, recebendo elogios de diversos arquitetos viajantes que se apaixonavam pela arquitetura e o urbanismo da cidade.[5] Suas vias arteriais, encaixavam-se perfeitamente com a escala das casas terraço e as árvores espaças; essa escala foi perdida com a construção de edifícios maiores que 2 pavimentos, onde somente alguns bairros tombados como patrimônio histórico da cidade tiveram a escala preservada, como o Distrito Negro. [5]

Demografia[editar | editar código-fonte]

Crescimento populacional
Censo Pop.
18005 146
18105 2151,3%
18207 52344,3%
18307 303−2,9%
184011 21453,6%
185015 31236,5%
186022 29245,6%
187028 23526,7%
188030 7098,8%
189043 18940,6%
190054 24425,6%
191065 06419,9%
192083 25228,0%
193085 0242,1%
194095 99612,9%
1950119 63824,6%
1960147 53723,3%
1970118 349−19,8%
1980141 65419,7%
1990137 560−2,9%
2000131 510−4,4%
2010136 2863,6%
Fonte: US Census[1][9]

Segundo o censo nacional de 2010,[1] a sua área é de 282 km², dos quais 14 km² estão cobertos por água. Sua população é de 136 286 habitantes, e sua densidade populacional é de 510,1 hab/km². É a quarta cidade mais populosa do estado. Possui 61 883 residências, que resulta em uma densidade de 231,64 residências/km².

Espaços verdes[editar | editar código-fonte]

Transportes[editar | editar código-fonte]

Cultura[editar | editar código-fonte]

A cidade é onde se passa boa parte do filme Forrest Gump, onde ele conta suas histórias sentado no banco da praça. Também é retratada nos livros Midnight in the Garden of Good and Evil e Fallen de Lauren Kate.

Referências

  1. a b c «GCT-PH1 - Population, Housing Units, Area, and Density: 2010 - State -- Place and (in selected states) County Subdivision» (em inglês). United States Census Bureau. Consultado em 21 de setembro de 2011 
  2. McIntyre, Linda (2013). «Best-Laid Plan». Landscape Architecture (103 (2)): 160–160. ISSN 0023-8031. Consultado em 29 de abril de 2021 
  3. a b Lopata, Roy H. (1 de maio de 2013). «Book Review: The Oglethorpe Plan: Enlightenment Design in Savannah and Beyond». The Public Historian (em inglês) (2): 115–116. ISSN 0272-3433. doi:10.1525/tph.2013.35.2.115. Consultado em 29 de abril de 2021 
  4. Walker, Nathaniel Robert (1 de dezembro de 2011). «Savannah's Lost Squares». Journal of the Society of Architectural Historians (em inglês) (4): 512–531. ISSN 0037-9808. doi:10.1525/jsah.2011.70.4.512. Consultado em 29 de abril de 2021 
  5. a b c d e f Stevenson, Frederic R. (1 de dezembro de 1951). «Charleston and Savannah». Journal of the Society of Architectural Historians (4): 3–9. ISSN 0037-9808. doi:10.2307/987568. Consultado em 29 de abril de 2021 
  6. Bannister, Turpin C. (1 de maio de 1961). «Oglethorpe's Sources for the Savannah Plan». Journal of the Society of Architectural Historians (2): 47–62. ISSN 0037-9808. doi:10.2307/988103. Consultado em 29 de abril de 2021 
  7. a b D., Wilson, Thomas (2015). Oglethorpe Plan Enlightenment Design in Savannah and Beyond. [S.l.]: University of Virginia Press. OCLC 934666985 
  8. a b The Oglethorpe Plan: Enlightenment Design in Savannah and Beyond (em inglês). [S.l.: s.n.] 29 de março de 2019 
  9. «GCT-PH1-R - Population, Housing Units, Area, and Density (geographies ranked by total population): 2000 - Geography: State -- County - State -- Place and (in selected states) County Subdivision» (em inglês). United States Census Bureau. Consultado em 21 de setembro de 2011 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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