Forrest Gump

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Forrest Gump
Forrest Gump (PT)
Forrest Gump: O Contador de Histórias (BR)
Pôster de divulgação
 Estados Unidos
1994 •  p&b e cor •  142 min 
Direção Robert Zemeckis
Produção Wendy Finerman
Steve Tisch
Steve Starkey
Roteiro Eric Roth
Baseado em Forrest Gump de Winston Groom
Elenco Tom Hanks
Robin Wright
Gary Sinise
Mykelti Williamson
Sally Field
Género comédia dramática
Música Alan Silvestri
Cinematografia Don Burgess
Edição Arthur Schmidt
Companhia(s) produtora(s) Wendy Finerman Productions
Distribuição Paramount Pictures
Lançamento Estados Unidos 6 de Julho de 1994
Portugal 28 de Outubro de 1994
Brasil 7 de Dezembro de 1994
Idioma inglês
Orçamento US$ 55 milhões
Receita US$ 677.387.716
Página no IMDb (em inglês)
O mapa do Forrest Gump é executado. (mapa interativo)

Forrest Gump (Forrest Gump: O Contador de Histórias (título no Brasil) ou Forrest Gump (título em Portugal)) é um filme norte-americano de 1994, dirigido por Robert Zemeckis com Tom Hanks no papel-título e baseado no romance homônimo de 1986 escrito por Winston Groom. O filme também traz no elenco Robin Wright e Gary Sinise. A história atravessa várias décadas na vida do personagem central, Forrest Gump, um homem simples do Alabama que viaja ao redor do mundo, encontra figuras históricas, influencia a cultura popular e é testemunha de alguns dos eventos históricos mais notórios da segunda metade do século XX.

O filme difere substancialmente do romance de Winston Groom, no qual foi baseado. As filmagens aconteceram em 1993, principalmente nos estados da Geórgia, Carolina do Norte e Carolina do Sul. O filme fez grande uso de imagens geradas por computador para incorporar o protagonista em filmagens antigas e no desenvolvimento de outras cenas. A trilha sonora do filme é composta de muitas faixas, e seu lançamento comercial vendeu 4,42 milhões de cópias.

Lançado nos Estados Unidos em 6 de julho de 1994, Forrest Gump foi bem recebido pelos críticos e tornou-se o maior sucesso comercial do cinema estadunidense naquele ano, arrecadando mais de 677 milhões de dólares ao redor do mundo. Desde o lançamento do filme, várias interpretações têm sido feitas acerca do simbolismo político do protagonista. Em 1996, um restaurante temático baseado no filme foi aberto, e desde então expandiu-se com várias filiais ao redor do mundo. A cena de Forrest correndo através dos Estados Unidos é geralmente referenciada por indivíduos reais que tentam o desafio. Forrest Gump foi indicado a treze Oscars, o filme ganhou em seis categorias, incluindo Melhor Filme, Melhor Diretor (Robert Zemeckis) e Melhor Ator (Tom Hanks).

Sinopse[editar | editar código-fonte]

O filme começa com uma pena caindo aos pés de Forrest Gump, sentado numa parada de ônibus em Savannah, na Georgia. Forrest pega a pena e coloca-a dentro de um livro, e então começa a contar a história de sua vida a uma mulher sentada próxima a ele. Os ouvintes na parada de ônibus variam.

Forrest mostra ter muito de sua vida ensinado por sua mãe. Forrest frequentemente repete suas frases favoritas, incluindo "A vida é como uma caixa de bombons, você nunca sabe o que vai encontrar" e "Idiota é quem faz idiotice". Outras pessoas que têm papéis importantes na vida de Forrest são Jenny Curran, uma amiga de infância que é sexualmente abusada por seu pai; Benjamin Buford "Bubba" Blue, um jovem negro pescador de camarões que serve junto com Forrest na Guerra do Vietnã e sabe "tudo que se pode saber sobre camarões"; e o Tenente Dan Taylor, que é o comandante da unidade onde Forrest e Bubba servem; Alguns anos após o encerramento da guerra, Forrest propõe o casamento a Jenny. Ela recusa. Mais tarde aquela noite eles fariam sexo. Na manhã seguinte ela iria embora. Para compensar o vazio em seu coração, Forrest corre através dos Estados Unidos por três anos e meio. Ele é chamado de "um jardineiro de Greenbow, Alabama", em noticiários sobre suas corridas.

Forrest está esperando o ônibus porque em 30 de março de 1981, ele recebeu uma carta de Jenny que, após vê-lo na televisão, convida-o para visitá-la. Forrest mostra a carta de Jenny a uma das ouvintes, uma paciente senhora idosa que mesmo após perder seu ônibus continuava a ouvi-lo; ela conta a ele que para chegar ao endereço da carta não é necessário pegar o ônibus, uma curta caminhada basta. Ele agradece a senhora e imediatamente começa a correr. Uma vez que ele encontra Jenny e seu jovem filho, Jenny conta a ele que o garoto é chamado Forrest, assim como o pai dele. Primeiramente ele pensa que ele é filho de um outro homem chamado Forrest, mas depois ela confirma que o filho é realmente dele. Ela também conta a Forrest que está infectada com um vírus. Juntos, os três se mudam para Greenbow, onde Jenny e Forrest finalmente se casam, mas o casamento dura pouco por causa da morte de Jenny "numa manhã de sábado" segundo Forrest. Sua lápide dá a data de 22 de março de 1982 (na verdade o dia 22 de março de 1982 foi uma segunda-feira, não um sábado). É comum atribuirem sua doença ao vírus da AIDS. Contudo, nos anos 80, o vírus da AIDS já era conhecido. Na cena, Jenny explica que os médicos não sabem com que tipo de vírus ela está infectada. É mais plausível assumir que Jenny sofra de Hepatite C, a qual só passou a ser conhecida em 1989.

O filme termina com Forrest levando seu filho a um ônibus escolar; com a aproximação do ônibus, o pai pega o livro que sua mãe lia para ele, e deixa cair uma pena, que havia aparecido no início do filme; então, sem perceber isso, Forrest devolve o livro à mochila do filho e pondera sobre dizer algo ao seu filho, mas decide de última hora não dizer (provavelmente diria algo sobre não dar importância se alguém zombasse dele na escola, mas deve ter lembrado que devido ao fato dele mesmo ter sido zombado na época de escola, acabou conhecendo Jenny). Então pai e filho dizem que se amam. A pena no livro de Forrest é levada pelo vento, e flutua ao céu, como no início do filme.

Tom Hanks como Forrest Gump
Gary Sinise como Tenente Dan Taylor

Elenco[editar | editar código-fonte]

Ator Papel
Tom Hanks Forrest Gump
Robin Wright Jenny Curran
Gary Sinise Tenente Dan Taylor
Mykelti Williamson Benjamin Buford "Bubba" Blue
Sally Field Mãe de Forrest
Michael Conner Humphreys Jovem Forrest Gump
Hanna R. Hall Jovem Jenny Curran
Haley Joel Osment Forrest Gump Jr.
Sam Anderson Diretor Hancock
Geoffrey Blake Wesley, organizador do SDS
David Brisbin Jornalista
Peter Dobson Elvis Presley
Siobhan Fallon Dorothy Harris, motorista do ônibus escolar
Osmar Olivo Sargento
Brett Rice Técnico de futebol americano colegial
Sonny Shroyer Técnico Paul "Bear" Bryant
Kurt Russell voz de Elvis Presley
Harold G. Herthum Médico

Efeitos visuais[editar | editar código-fonte]

Ken Ralston e sua equipe foram os responsáveis pelos efeitos visuais. Usando técnicas de computação gráfica foi possível que Tom Hanks encontrasse presidentes mortos e até apertar suas mãos.

Imagens de arquivo foram usadas e com a ajuda de técnicas como chroma key, Tom Hanks foi integrado a elas. Este esforço foi recompensado com um Oscar por melhores efeitos visuais.

A remoção das pernas de Gary Sinise após a amputação sofrida por seu personagem, foi alcançada cobrindo suas pernas com um tecido verde, que depois facilitou o trabalho da equipe de efeitos.

Dick Cavett interpretou a si mesmo nos anos 1970 aplicando maquiagem para aparentar jovialidade.

Música[editar | editar código-fonte]

A trilha sonora de Forrest Gump tem uma variedade de músicas dos anos 50, 60, 70 e do começo dos 80 executadas por artistas americanos. Vendeu 12 milhões de cópias, e se tornou um dos álbuns mais vendidos nos Estados Unidos.[1] Além disso, um álbum apresentando somente a música original por Alan Silvestri também foi lançado.

Recepção[editar | editar código-fonte]

Nas palavras de Tom Hanks, "O filme é não-político e não faz julgamentos". Ainda assim, em 1994, o programa Crossfire, da CNN debateu se o filme tinha uma posição de direita ou esquerda. O produtor Lloyd Kaufman notou que os sucessos de Gump resultaram a partir do que outros falaram, nunca mostrando nenhuma iniciativa própria, em contraste com a personagem revoltada de Jenny que é mostrada descendo em direção às drogas, prostituição e morte.[2]

O filme recebeu uma maioria críticas positivas na época de seu lançamento, com Roger Ebert dizendo, "O roteiro de Eric Roth tem a complexidade da ficção moderna… a performance de Hanks é um notável balanço entre comédia e tristeza, numa história rica em grandes risadas e tristes verdades… que filme mágico".[3] Porém, o filme recebeu críticas notáveis de diversos analistas, incluindo The New Yorker e Entertainment Weekly (que disse que o filme "reduz o tumulto das últimas décadas a um parque temático de realidade virtual: uma versão da Disney para os baby boomers".).[4] Em setembro de 2007, o filme possui uma taxa de aprovação de 71% dos críticos no Rotten Tomatoes.[5]

Porém, o filme é comumente visto como um marco para o público, com a Entertainment Weekly escrevendo em 2004, "Quase uma década após lucrar 'gazilhões' e pegar vários Oscars, o ode a América do século XX ainda representa uma das mais claras linhas divisórias do cinema. Alguns o vêem como uma peça artificial de melodrama pop, enquanto o resto o aclama como uma doce caixa de chocolates".[6] O filme também ficou na posição 76 na lista de 2007 dos melhores filmes de todos os tempos do American Film Institute.

Principais prêmios e indicações[editar | editar código-fonte]

No total, o filme Forrest Gump recebeu 38 prêmios, além de mais 44 indicações, entre eles:

Oscar 1995 (EUA)[7]

6 vitórias de 13 indicações
Indicações

Globo de Ouro 1995 (EUA)

  • Venceu nas categorias de Melhor Filme - Drama (Wendy Finerman), Melhor Diretor (Robert Zemeckis) e Melhor Ator - Drama (Tom Hanks).
  • Indicado nas categorias Melhor Trilha Sonora (Alan Silvestri), Melhor Ator Coadjuvante (Gary Sinise), Melhor Atriz Coadjuvante (Robin Wright) e Melhor Roteiro (Eric Roth).

BAFTA 1995 (Reino Unido)

  • Venceu na categoria de Melhores Efeitos Especiais (Ken Ralston, George Murphy, Stephen Rosenbaum, Doug Chiang e Allen Hall).
  • Indicado nas categorias de Melhor Ator (Tom Hanks), Melhor Atriz Coadjuvante (Sally Fields), Melhor Edição (Arthur Schmidt), Melhor Filme (Wendy Finerman, Steve Tisch, Steve Starkey e Robert Zemeckis), Melhor Roteiro Adaptado (Eric Roth) e Melhor Fotografia (Don Burgess).

Prêmio Saturno 1995 (Academy of Science Fiction, Fantasy & Horror Films, EUA)

  • Venceu na categoria de Melhor Filme de Fantasia e Melhor Ator Coadjuvante (Gary Sinise).
  • Indicado nas categorias de Melhor Ator (Tom Hanks), Melhor Diretor (Robert Zemeckis), Melhor Música (Alan Silvestri), Melhores Efeitos Especiais (Ken Ralston), Melhor Atriz Coadjuvante (Robin Wright Penn) e Melhor Roteiro (Eric Roth).

Academia Japonesa de Cinema 1996 (Japão)

  • Indicado na categoria de Melhor Filme Estrangeiro.

Screen Actors Guild Awards 1995 (EUA)

  • Venceu na categoria de Atuação Extraordinária de um Ator em Papel Principal (Tom Hanks).
  • Indicado nas categorias de Atuação Extraordinária de uma Atriz em Papel Coadjuvante (Sally Field e Robin Wright Penn) e atuação Extraordinária de um Ator em Papel Coadjuvante (Gary Sinise).

Prêmio Eddie 1995 (American Cinema Editors, EUA)

  • Venceu na categoria de Filme Melhor Editado.

Referências

  1. «Os álbuns mais vendidos de acordo com a Record Industry Association of America» (em inglês) 
  2. David Walker (6 de julho de 1994). «Willamette Week». Consultado em 26 de janeiro de 2007. 
  3. Roger Ebert (7 de junho de 1981). «The Chicago Sun-Times». Consultado em 26 de janeiro de 2007. 
  4. Owen Gleiberman (15 de julho de 1994). «Entertainment Weekly» (em inglês). Consultado em 26 de janeiro de 2007. 
  5. «Forrest Gump» (em inglês). RottenTomatoes.com. Consultado em 26 de janeiro de 2006. 
  6. «Entertainment Weekly» (em inglês). 9 de janeiro de 2004. Consultado em 26 de janeiro de 2007. 
  7. Base de dados da Academia Oscars.org

Ligações externas[editar | editar código-fonte]