Escoliose

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Escoliose
Especialidade Ortopedia
Sintomas Desvio lateral da coluna[1]
Início habitual 10–20 anos de idade[1]
Causas Geralmente de origem desconhecida[2]
Fatores de risco Antecedentes familiares, paralisia cerebral, síndrome de Marfan, tumores como neurofibromatose[1]
Método de diagnóstico Radiografia[1]
Tratamento Vigilância, coletes ortopédicos, cirurgia[1]
Frequência 3%[3]
Classificação e recursos externos
CID-10 M41, M41.9
DiseasesDB 26545
MedlinePlus 001241
MeSH D012600
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Escoliose é uma condição médica em que a coluna vertebral da pessoa apresenta uma deformação lateral em forma de curva.[1] A curva tem geralmente a forma de um "S" ou de um "C".[1] Em alguns casos o grau de curvatura é estável, enquanto em outros vai aumentando progressivamente com os anos.[2] A escoliose ligeira geralmente não causa problemas, enquanto os casos mais graves podem interferir com a respiração.[2][4] Geralmente não existe dor.[5]

Desconhece-se a causa precisa da maior parte dos casos, mas acredita-se que envolva uma combinação de fatores genéticos e ambientais.[2] O fator de risco mais comum são antecedentes familiares.[1] Pode também ocorrer na sequência de outras condições como espasmos musculares, paralisia cerebral, síndrome de Marfan e tumores como neurofibromatose.[1] O diagnóstico é confirmado com radiografia às costas.[1] A escoliose pode ser classificada como estrutural, em que a curvatura é fixa, ou funcional, em que a estrutura da coluna é normal, mas aparenta ser curvada devido a outra condição, como diferença no comprimento das pernas ou espasmos musculares.[1]

O tratamento depende do grau, localização e causa da curvatura.[1] As curvaturas de menor grau podem simplesmente ser observadas periodicamente.[1] O tratamento pode consistir em coletes ortopédicos, como o colete de Milwaukee, ou cirurgia.[1] O corpete deve ser ajustado à pessoa e usado diariamente até que a progressão da doença seja interrompida.[1] Não há evidências científicas que apoiem a eficácia da manipulação quiroprática, suplementos dietéticos ou exercício na prevenção da progressão da doença.[1] No entanto, o exercício físico é ainda assim recomendado devido aos seus outros benefícios para a saúde.[1]

A escoliose afeta cerca de 3% das pessoas.[3] O seu aparecimento é mais comum entre os 10 e 20 anos de idade.[1] Os casos mais graves são mais comuns entre as mulheres.[1][2] O termo tem origem no grego σκολίωσις (skoliosis), que significa "curvatura".[6]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b c d e f g h i j k l m n o p q r s «Questions and Answers about Scoliosis in Children and Adolescents». NIAMS. Dezembro de 2015. Consultado em 12 de agosto de 2016.. Cópia arquivada em 25 de agosto de 2016 
  2. a b c d e «adolescent idiopathic scoliosis». Genetics Home Reference. Setembro de 2013. Consultado em 12 de agosto de 2016.. Cópia arquivada em 16 de agosto de 2016 
  3. a b Shakil, H; Iqbal, ZA; Al-Ghadir, AH (2014). «Scoliosis: review of types of curves, etiological theories and conservative treatment.». Journal of back and musculoskeletal rehabilitation. 27 (2): 111–5. PMID 24284269. doi:10.3233/bmr-130438 
  4. Yang, S; Andras, LM; Redding, GJ; Skaggs, DL (janeiro de 2016). «Early-Onset Scoliosis: A Review of History, Current Treatment, and Future Directions.». Pediatrics. 137 (1): e20150709. PMID 26644484. doi:10.1542/peds.2015-0709 
  5. Agabegi, SS; Kazemi, N; Sturm, PF; Mehlman, CT (dezembro de 2015). «Natural History of Adolescent Idiopathic Scoliosis in Skeletally Mature Patients: A Critical Review.». The Journal of the American Academy of Orthopaedic Surgeons. 23 (12): 714–23. PMID 26510624. doi:10.5435/jaaos-d-14-00037 
  6. «scoliosis». Dictionary.com. Consultado em 12 de agosto de 2016.. Cópia arquivada em 16 de agosto de 2016 


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