Espondilite anquilosante

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Espondilite anquilosante
Esqueleto do século VI em que se observa vértebras fundidas, um sinal de espondilite aquinosante grave.
Sinónimos Doença de Bekhterev, doença de Bechterew, doença de Bekhterev-Strümpell-Marie, artrite de Marie–Strümpell, doença de Pierre–Marie[1]
Especialidade Reumatologia
Sintomas Dor nas costas, rigidez nas articulações[2]
Início habitual Jovem adulto[2]
Duração Crónica[2]
Causas Desconhecidas[2]
Método de diagnóstico Baseado nos sintomas, imagiologia médica, análises ao sangue[2]
Tratamento Medicação, exercício, cirurgia[2]
Medicação AINES, corticosteroides, DARMD[2]
Frequência 0,1 a 1,8%[3]
Classificação e recursos externos
CID-10 M08.1, M45
CID-9 720.0
OMIM 106300
DiseasesDB 728
MedlinePlus 000420
eMedicine radio/41
MeSH D013167
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Espondilite anquilosante (EA) é um tipo de artrite em que ocorre inflamação crónica das articulações da coluna vertebral.[2] Geralmente também são afetadas as articulações onde a coluna se junta à bacia.[2] Em alguns casos pode também afetar outras articulações, como os ombros ou a anca.[2] Podem também ocorrer problemas nos olhos e no intestino.[2] A dor nas costas é um sintoma característico e em muitos casos é intermitente.[2] A rigidez das articulações afetadas geralmente vai-se agravando ao longo do tempo.[2][4]

Embora se desconheça a causa de espondilite anquilosante, pensa-se que envolva uma combinação de fatores genéticos e ambientais.[2] Mais de 90% das pessoas afetadas são portadoras de um antígeno leucocitário humano específico denominado antígeno HLA-B27.[5] Pensa-se que mecanismo subjacente seja autoimune ou autoinflamatório.[6] O diagnóstico geralmente baseia-se nos sintomas com apoio de exames imagiológicos e análises ao sangue.[2] A EA é um tipo de espondiloartropatia seronegativa, o que significa que os exames revelam não haver presença de anticorpos do fator reumatoide (FR).[2] Faz também parte de uma categoria mais ampla denominada espondiloartrite axial.[7]

Não existe cura para a doença.[2] O tratamento pode melhorar os sintomas e prevenir o agravamento.[2] O tratamento pode consistir em medicação, exercício físico e cirurgia.[2] Entre os medicamentos estão os anti-inflamatórios não esteroides, corticosteroides, drogas antirreumáticas modificadoras de doença como a sulfassalazina e agentes biológicos como o infliximab.[2]

A doença afeta entre 0,1% e 1,8% da população.[3] A doença geralmente manifesta-se no início da idade adulta[2] e é mais comum entre os homens.[2] A condição foi descrita pela primeira vez no fim do século XVII por Bernard Connor. Existem entre as múmias egípicias esqueletos com EA.[8] O termo tem origem no grego ankylos, que significa rigidez, spondylos que significa vértebra, e -itis que significa inflamação.[2]

Referências

  1. Matteson, E. L.; Woywodt, A. (1 de novembro de 2006). «Eponymophilia in rheumatology». Rheumatology (em inglês). 45 (11): 1328–1330. ISSN 1462-0324. PMID 16920748. doi:10.1093/rheumatology/kel259 
  2. a b c d e f g h i j k l m n o p q r s t u v w «Questions and Answers about Ankylosing Spondylitis». NIAMS. Junho de 2016. Consultado em 28 de setembro de 2016.. Cópia arquivada em 28 de setembro de 2016 
  3. a b Khan, Muhammad Asim (2009). Ankylosing Spondylitis (em inglês). [S.l.]: Oxford University Press. p. 15. ISBN 9780195368079. Cópia arquivada em 8 de setembro de 2017 
  4. «Ankylosing spondylitis». GARD. 9 de fevereiro de 2015. Consultado em 28 de setembro de 2016.. Cópia arquivada em 2 de outubro de 2016 
  5. Sheehan, NJ (janeiro de 2004). «The ramifications of HLA-B27.». Journal of the Royal Society of Medicine. 97 (1): 10–4. PMC 1079257Acessível livremente. PMID 14702356. doi:10.1258/jrsm.97.1.10 
  6. Smith, JA (janeiro de 2015). «Update on ankylosing spondylitis: current concepts in pathogenesis.». Current allergy and asthma reports. 15 (1). 489 páginas. PMID 25447326. doi:10.1007/s11882-014-0489-6 
  7. Deodhar, Atul; Reveille, John D.; van den Bosch, Filip; Braun, Jürgen; Burgos-Vargas, Ruben; Caplan, Liron; Clegg, Daniel O.; Colbert, Robert A.; Gensler, Lianne S.; van der Heijde, Désirée; van der Horst-Bruinsma, Irene E.; Inman, Robert D.; Maksymowych, Walter P.; Mease, Philip J.; Raychaudhuri, Siba; Reimold, Andreas; Rudwaleit, Martin; Sieper, Joachim; Weisman, Michael H.; Landewé, Robert B. M. (outubro de 2014). «The Concept of Axial Spondyloarthritis: Joint Statement of the Spondyloarthritis Research and Treatment Network and the Assessment of SpondyloArthritis international Society in Response to the US Food and Drug Administration's Comments and Concerns». Arthritis & Rheumatology. 66 (10): 2649–2656. doi:10.1002/art.38776 
  8. Boos, Norbert; Aebi, Max (2008). Spinal Disorders: Fundamentals of Diagnosis and Treatment (em inglês). [S.l.]: Springer Science & Business Media. p. 25. ISBN 9783540690917. Cópia arquivada em 8 de setembro de 2017 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]