Cinema da década de 2000

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O cinema da década de 2000, contrariando as previsões dos críticos temerosos com a decadência do cinema, demonstra que muitos diretores continuam com a criatividade a mil. O musical Dancer in the Dark (Dançando no Escuro) ganha prestígio no Festival de Cannes e pelos cinéfilos ao redor do mundo e Lars Von Trier se consagra como um dos melhores diretores da atualidade, Quentin Tarantino retoma parceria com Uma Thurman nos dois volumes de Kill Bill (Kill Bill Vol. 1 e Kill Bill Vol. 2). O gênero suspense ganhou fôlego de novo com o filme Caché, do diretor austríaco Michael Haneke, que reflete as condições sociais. As artes marciais também são tema frequente no cinema oriental, com Ang Lee faturando quatro Óscar com Crouching Tiger, Hidden Dragon (O Tigre e o Dragão). A década trouxe também a trilogia de O Senhor dos Anéis (série de filmes) e os sucessos de Homem-Aranha e X-Men . Também tivemos o início do Universo Cinematográfico Marvel, a renomada saga de Harry Potter e a ressureição do Batman.

2000[editar | editar código-fonte]

O ano (e a década) é de Dancer in the Dark (Dançando no Escuro), vencedor da Palma de Ouro no Festival de Cannes e consagrando Lars Von Trier como um dos melhores diretores da atualidade.

Steven Soderbergh confirma seu talento com Traffic (Tráfico), sendo escolhido melhor diretor.

Ridley Scott retorna à Roma antiga para contar a saga de Gladiator (Gladiador).

Ang Lee é responsável pelo maior sucesso estrangeiro em Hollywood, Crouching Tiger, Hidden Dragon (O Tigre e o Dragão).

Wong Kar-Wai dirige o ótimo romance Fa Yeung Nin Wa (Amor à Flor da Pele).

A eterna linda mulher Julia Roberts fatura o primeiro Óscar com Erin Brockovich (Erin Brockovich, uma Mulher de Talento).

O filme de animação de 1981 que virou sucesso cult, "Heavy Metal", ganha sua continuação, Heavy Metal 2000

Cameron Crowe dirige a própria história com Almost Famous, que revela Kate Hudson.

E não se pode esquecer de X-Men(ao contrario de que alguns pensam, X-Men não foi o primeiro a filme baseado em HQ a fazer sucesso; foi o Superman de 1978), mas o precursor dessa nova geração de filmes baseados em heróis de histórias em quadrinhos foi Blade de 1998, com Wesley Snipes. O Grinch comédia natalina estrelada por Jim Carrey arrecada grande bilheteria mundial. Missão Impossível II sequência de ação dirigida por John Woo. O Patriota filme que conta a luta da independência americana dirigido por Roland Emmerich e estrelado por Mel Gibson

2001[editar | editar código-fonte]

O ano é de Hayao Miyazaki com sua belíssima animação Spirited Away (A Viagem de Chihiro) vencedor do Oscar de melhor animação.

David Lynch continua a tecer sonhos com o excelente Mulholland Drive (Cidade dos Sonhos)

Michael Haneke se mostra um dos melhores diretores da atualidade com o perverso La Pianiste (A Professora de Piano) vencedor do prêmio Melhor Atriz, Melhor Ator e Grande Prêmio do Júri no Festival de Cannes.

Peter Jackson leva às telonas a saga de J. R. R. Tolkien, na superprodução The Lord of the Rings: The Fellowship of the Ring (O Senhor dos Anéis - A Sociedade do Anel).

Também falando de adaptações de livros tem Harry Potter and the Philosopher's Stone (Harry Potter e a Pedra Filosofal).

O mestre Robert Altman volta à ativa com Gosford Park (Assassinato em Gosford Park), que é unânime entre os críticos.

Ron Howard ganha o Óscar com a história real A Beautiful Mind (Uma Mente Brilhante).

E Tom Hanks como funcionário da Fedex encara mais uma jornada no meio do pacífico junto com Robert Zemeckis em (Náufrago).

2002[editar | editar código-fonte]

Um épico sobre a Segunda Guerra Mundial vem as telonas, o Pearl Harbor, de Michael Bay.

Martin Scorsese filma a história de seu povo com Gangs of New York (Gangues de Nova Iorque), com Daniel Day-Lewis ,Leonardo DiCaprio e Cameron Diaz.

A corrida para destruir o Um Anel continua em The Lord of the Rings: The Two Towers'' (O Senhor dos Anéis - As Duas Torres). O bruxinho mais famoso do mundo volta em Harry Potter and the Chamber of Secrets (Harry Potter e a Câmara Secreta)

A cantora Britney Spears protagoniza o filme Crossroads.

Roman Polanski dirige o drama sobre a Segunda Guerra Mundial, The Pianist (O Pianista).

Pedro Almodóvar torna-se o novo ícone do cinema europeu com Hable con Ella (Fale Com Ela).

Virginia Woolf é a estrela de The Hours (As Horas), com o trio de atrizes mais premiado da história: Nicole Kidman, Julianne Moore e Meryl Streep.

A diretora e roteirista Nia Vardalos faz sucesso com My Big Fat Greek Wedding (Casamento Grego) e o cinema mexicano dá as caras em Y Tu Mama También (E Sua Mãe Também).

O Brasil faz cinema internacional com Cidade de Deus (City of God), indicado a quatro Óscar.

A excelente comédia Le Fabuleux destin d'Amélie Poulain (O Fabuloso Destino de Amélie Poulain) recebeu 5 indicações ao Oscars e 1 indicação ao Globo de Ouro e é considerada uma das melhores comédias de todos os tempos.

2003[editar | editar código-fonte]

Lars Von Trier novamente se mostra um grande diretor com o excelente Dogville.

Sofia Coppola mostra que pode suceder o pai ao ganhar o Óscar pelo delicado drama Lost in Translation (Encontros e Desencontros).

Clint Eastwood retorna em grande estilo: seu Mystic River (Sobre Meninos e Lobos, baseado no Sobre meninos e lobos|livro de mesmo nome) faz sucesso em torno de tema polêmico, a pedofilia.

Mas o ano é de Peter Jackson e a terceira parte da trilogia, The Lord of the Rings: The Return of the King (O Senhor dos Anéis - O Retorno do Rei), que ganha onze Óscar e é o segundo filme a passar a marca de 1 bilhão de dólares.

Johnny Depp estrela a aventura Pirates of the Caribbean: The Curse of the Black Pearl (Piratas do Caribe : A Maldição do Pérola Negra).

O público descobre o peso da morte com 21 Grams (21 Gramas), com direção do mexicano Alejandro González Iñárritu, que dirigiu também Amores Perros (Amores Brutos, 2000).

O astro Tom Cruise vai ao Japão em revolução no épico The Last Samurai (O Último Samurai).

A Disney e a Pixar faturam alto com Finding Nemo (Procurando Nemo), enquanto o Canadá é a terra do cult Les Invasions Barbares (As Invasões Bárbaras), de Denys Arcand.

2004[editar | editar código-fonte]

Clint Eastwood trabalha o delicado assunto da eutanásia em Million Dollar Baby (Menina de Ouro), que confirma Hilary Swank como a atriz da década (assim como Jodie Foster nos anos 90).

Martin Scorsese fala do glamour da Hollywood antiga com The Aviator (O Aviador), com Leonardo DiCaprio.

O cantor Ray Charles é o personagem da cinebiografia Ray (idem), e o criador de Peter Pan é vivido por Johnny Depp em Finding Neverland (Em Busca da Terra do Nunca).

Falando de um tema pouco explorado - a paixão por vinho) - Sideways (Entre umas e Outras) conquista o público.

Jim Carrey e Kate Winslet embarcam na viagem fantástica de Eternal Sunshine of the Spotless Mind (Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças), que fatura o Óscar de melhor roteiro original.

Mike Nichols dirige Julia Roberts e Natalie Portman em Closer (Perto Demais) e o brasileiro Walter Salles realiza o road movie latino Diarios de Motocicleta (Diários de Motocicleta).

2005[editar | editar código-fonte]

O ano é do austríaco Michael Haneke que traz o agoniante suspense Caché que reflete sobre as desigualdades sociais, vencedor na categoria Melhor Diretor no Festival de Cannes.

George Clooney torna-se o astro mais poderoso de Hollywood ao ganhar o Óscar por Syriana (Syriana - A Indústria do Petróleo) e ainda dirigir o clássico Good Night, and Good Luck (Boa Noite e Boa Sorte).

O escritor Truman Capote faz Philip Seymour Hoffman ganhar como melhor ator por Capote (idem).

Ang Lee entrega o antipreconceitos Brokeback Mountain (O Segredo de Brokeback Mountain).

Sandra Bullock e Matt Dillon estão em Crash (No Limite), que vence a categoria máxima da Academia.

Steven Spielberg causa polêmica com Munique (Munique), sobre os atentados terroristas nas Olimpíadas de Munique.

Woody Allen dá provas de que continua genial com Match Point (Ponto Final), com a musa Scarlett Johansson.

No cinema de ficção científica, Tom Cruise protagoniza War of the Worlds (Guerra dos Mundos), com Steven Spielberg como diretor, baseado no livro de mesmo nome do autor H.G. Wells.

2006[editar | editar código-fonte]

Natalie Portman e Hugo Weaving estrelam a adaptação dos quadrinhos de Alan Moore, V for Vendetta (V de Vingança), sobre uma Inglaterra futurista governada por tiranos.

Brian De Palma dirige as duas maiores atrizes da atualidade, Scarlett Johansson e Hilary Swank no suspense The Black Dahlia (Dália Negra).

Guillermo del Toro lança o excelente O Labirinto do Fauno, que lhe rendeu 3 prêmios das 6 indicações que o filme recebeu no Oscars e 1 indicação na categoria de Melhor Filme em Língua Estrangeira no Globo de Ouro.

2007[editar | editar código-fonte]

David Lynch se mostra novamente um dos melhores diretores de todos os tempos com o enigmático Inland Empire (Império dos Sonhos).

A excelente atriz Marion Cotillard ganha o Oscars com esse belíssimo filme biográfico La Môme (Piaf - Um Hino ao Amor).

David Fincher se mostra novamente um ótimo diretor com o tenso Zodíaco.

2008[editar | editar código-fonte]

O ano é do drama Deixa Ela Entrar, filme sueco bastante aclamado.

Tim Burton se mostra novamente um grande diretor com o ótimo musical Sweeney Todd.

Os Irmãos Coen novamente se mostram um dos melhores diretores da atualidade com No Country for Old Men (Onde os Fracos Não Tem Vez).

2009[editar | editar código-fonte]

O ano é do excelente filme argentino El Secreto de Sus Ojos (O Segredo do Seus Olhos) ganhou o Oscars de Melhor Filme Estrangeiro.

Lars von Trier traz o polêmico Anticristo, o filme não foi muito bem recebido no Festival de Cannes, mas rendeu para a atriz Charlotte Gainsbourg o prêmio de Melhor Atriz no próprio, e um dos filmes da história do cinema que mais divide opinião.

Michael Haneke traz outro filme arrebatador: Das Weisse Band (A Fita Branca) vencedor de Melhor Filme de Língua Estrangeira no Globo de Ouro e da Palma de Ouro no Festival de Cannes e indicado ao Oscars de Melhor Filme Estrangeiro, mostra que a educação de uma pessoa pode definir o resto da vida dela.

Quentin Tarantino traz outro excelente filme com Inglourious Basterds (Bastardos Inglórios) venceu 1 das suas 8 indicações no Oscars e 1 das 4 indicações no Globo de Ouro.

2010[editar | editar código-fonte]

Darren Aronofsky traz o melhor filme do ano com Black Swan (Cisne Negro) drama psicológico que rendeu a atriz Natalie Portman o Oscar de Melhor Atriz (igualmente no Globo de Ouro) e 5 indicações no Oscars e 4 indicações no Globo de Ouro.

Abbas Kiarostami entrega um romance bastante original, o aclamado filme Copie Conforme (Cópia Fiel) que rendeu a Juliette Binoche o prêmio de Melhor Atriz no Festival de Cannes.

Ver também[editar | editar código-fonte]