Serra do Salitre

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Município de Serra do Salitre
Bandeira indisponível
Brasão indisponível
Bandeira indisponível Brasão indisponível
Hino
Aniversário 6 de janeiro
Fundação 13 de julho de 1953 (63 anos)
Gentílico serralitrense
Prefeito(a) Paulo Giovani Silveira de Melo
(2017–2020)
Localização
Localização de Serra do Salitre
Localização de Serra do Salitre em Minas Gerais
Serra do Salitre está localizado em: Brasil
Serra do Salitre
Localização de Serra do Salitre no Brasil
19° 06' 39" S 46° 41' 24" O19° 06' 39" S 46° 41' 24" O
Unidade federativa  Minas Gerais
Mesorregião Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba IBGE/2008[1]
Microrregião Patrocínio IBGE/2008[1]
Municípios limítrofes Patos de Minas, Cruzeiro da Fortaleza, Patrocínio, Ibiá, Perdizes, Rio Paranaíba e Carmo do Paranaíba.
Distância até a capital 368 km
Características geográficas
Área 1 297,748 km² [2]
População 10 541 hab. Censo IBGE/2010[3]
Densidade 8,12 hab./km²
Altitude 1.220 m
Clima tropical de altitude Cwa
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,745 alto PNUD/2000[4]
PIB R$ 182 953,321 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 17 167,43 IBGE/2008[5]
Página oficial

Serra do Salitre é um município brasileiro do estado Minas Gerais localizado na Mesorregião do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba. Até 1953 era um distrito do município de Patrocínio.

História[editar | editar código-fonte]

A primeira referência a Serra do Salitre vem do bandeirante Lourenço Castanho Taques que em seu roteiro de 1675, diz: subindo a Cordilheira pelo vale do Rio Bamboí, e no alto até a Samambaia... e daí dividindo com o território dos Araxá, até a Serra do Salitre, seguindo rumo norte até Paracatu.

De fato, como ficou escrito por Castanho Taques, entendemos da anterior passagem de outros bandeirantes pela região, quando registraram a Serra do Salitre como um braço de serra onde se encontravam componentes para a confecção da pólvora, produto tão importante para permitir o enfrentamento aos bravios índios caiapós e posteriormente aos quilombolas que se formaram na região, como o de Ambrosios.

Posteriormente pelos idos dos anos de 1800, Salitre foi o nome do povoado que se formara e que veio a ser hoje a cidade de Patrocínio.

Auguste Saint-Hilaire, em sua obra "Viagem às nascentes do Rio São Francisco e pela província de Goiás 1º v " faz um breve relato do distrito. " Do alto da Serra descortina-se uma vista muito extensa, que mostra ainda imensas pastagens e moitas de árvores dispersas sem ordem: Se essa pequena cadeia tem o nome de Serra do Salitre, não é porque lá se encontre salitre; mas resolveram denominá-la assim, porque existem na vizinhança águas minerais que se julgavam, sem dúvida, carregadas desta substância, e que, como as de Araxá, podem substituir o sal para o gado".

Outro apontamento já em 1839 é da lei 147 de 6 de abril de 1839, sancionada pelo então presidente da Província de Minas Gerais, Bernardo Jacinto da Veiga, que no seu &4° eleva a Distrito de Paz o Curato de São Sebastião da Serra do Salitre, cujas divisas ficaram assim demarcadas: ....desde o Rio São João, incluída a Fazenda de Joaquim José Borges, subindo ao Chapadão com todas as vertentes, até a fazenda da Cachoeira do Campo; e voltando à Serra em direitura ao Rio Paranaíba, incluindo a fazenda dos Catulés; e por aquele rio abaixo até o córrego da divisa da fazenda das Barreiras; e por este acima até o capão que serve de divisa com a fazenda da Lagoa Formosa, e voltando o espigão, em direção ao córrego do Engenho; e por este abaixo até a sua barra no Ribeirão do Fortaleza, e subindo por este à sesmaria do Campo Redondo, e pelo rumo desta até alcançar o Chapadão da Serra Negra; e daqui voltando a encontrar a Fazenda Salitre, até rumo do Campestre, e deste ao Córrego do Jacu; e por ele acima ao alto da pedreira; e por esta serra em direitura ao Rio Quebra Anzol, incluindo todas as vertentes daquele ribeirão do Salitre; e pelo referido Quebra Anzol acima até a barra do já mencionado Rio de São João; e por este acima até ganhar a primeira confrontação.

Posteriormente entra em cena o Capitão Luís Manuel Leite que em 1842 aparece na Ata de Reunião da Posse da Primeira Câmara da nova Vila de Patrocínio, e que em 1850 constrói a igreja do Distrito de Serra do Salitre, por ter sido preterido pelo pároco de Santana.

Pela Lei nº 1039 de 12 de dezembro de 1953 foi criado o município de Serra do Salitre, desmembrado do município de Patrocínio, tendo a respectiva instalação se dado em 6 de janeiro de 1954, sendo nomeado intendente Pedro Diniz Romão. Neste processo, Serra do Salitre cedeu parte da área do distrito (de Salitre ao Tijuco) para obter a sua emancipação.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Sua população estimada no último censo em 2008 era de 10.657 habitantes. Seu clima é tropical de altitude observando a variação da temperatura durante o ano. Com invernos frios e secos e verões tépidos e úmidos. A sede do município, está a 1220 metros acima do nível do mar. O município com área de 1298Km2 tem na produção de café seu carro chefe da economia, com cerca de 12.500ha de lavouras de café plantadas e produtividade de 1.500 kg/ha do melhor café produzido no Brasil e exportado pela Cooxupé. Tem ainda importância a produção de batata pela empresa Montesa que emprega cerca de 350 pessoas nesta atividade produtiva. Soja, milho e feijão são outros destaques na produção do Município, bem como a produção de queijo, com rebanho bovino de aproximadamente 57.000 cabeças. Apresenta PIB per capta de aproximadamente R$ 13.000,00/hab, e IDH de aproximadamente 0,80, já que todas as 2.600 residências são atendidas com água tratada e distribuída pela COPASA e rede de esgoto. Com cerca de 1800 matriculas no ensino fundamental, 400 matrículas no ensino médio e 300 matriculas na pré-escola.


Referências

  1. a b «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  2. IBGE (10 out. 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 dez. 2010 
  3. «Censo Populacional 2010». Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 29 de novembro de 2010. Consultado em 11 de dezembro de 2010 
  4. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2000. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  5. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 dez. 2010 
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