Carmo do Paranaíba

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Carmo do Paranaíba
  Município do Brasil  
Antiga Igreja Matriz de Nossa Senhora do Carmo
Antiga Igreja Matriz de Nossa Senhora do Carmo
Símbolos
Bandeira de Carmo do Paranaíba
Bandeira
Brasão de armas de Carmo do Paranaíba
Brasão de armas
Hino
Apelido(s) "Capital do Café"
Gentílico carmense
Localização
Localização Carmo do Paranaíba em Minas Gerais
Localização Carmo do Paranaíba em Minas Gerais
Carmo do Paranaíba está localizado em: Brasil
Carmo do Paranaíba
Localização Carmo do Paranaíba no Brasil
Mapa Carmo do Paranaíba
Coordenadas 19° 0' 03" S 46° 18' 57" O
País Brasil
Unidade federativa Minas Gerais
Municípios limítrofes Patos de Minas, Rio Paranaíba, Tiros, Lagoa Formosa, Serra do Salitre e Arapuá
Distância até a capital 362 km
História
Fundação 4 de outubro de 1887 (132 anos)
Administração
Prefeito(a) César Caetano de Almeida Filho (MDB, 2017 – 2020)
Características geográficas
Área total [2] 1 307,119 km²
População total (estimativa IBGE/2018[3]) 30 324 hab.
Densidade 23,2 hab./km²
Clima tropical
Altitude 1061 m
Fuso horário Hora de Brasília (UTC−3)
CEP 38840-000 a 38859-999[1]
Indicadores
IDH (PNUD/2000 [4]) 0,792 alto
PIB (IBGE/2008[5]) R$ 339 103,369 mil
PIB per capita (IBGE/2008[5]) R$ 10 649,23
Outras informações
Padroeiro(a) Nossa Senhora do Carmo[6]
www.carmodoparanaiba.mg.gov.br (Prefeitura)
www.carmodoparanaiba.mg.leg.br (Câmara)

Carmo do Paranaíba é um município brasileiro do estado de Minas Gerais. Sua população, conforme estimativas do IBGE de 2018, era de 30 324[3] habitantes.

História[editar | editar código-fonte]

Carmo do Paranaíba, antigo distrito criado em 1846 (denominação: Nossa Senhora do Carmo), recebeu status em 1876 de vila e em 4 de outubro de 1887 de cidade.[7]

Economia[editar | editar código-fonte]

A economia do município está diretamente ligada às atividades agropecuárias, que constituem seu setor mais dinâmico. A agricultura é a principal fonte de renda do município, com a exploração do Cerrado para o plantio de café. O setor terciário ainda é pouco desenvolvido.

Desde a colonização da região até o início da década de 1970, a economia do município foi caracterizada basicamente pela agricultura de subsistência, com um reduzido volume produção excedente sendo comercializado com outras regiões, além de uma pecuária extensiva em regime convencional de manejo, com pouca tecnologia e restrita basicamente a bovinos e suínos, além de eqüinos e muares que eram usados como meio de transporte e no trabalho das áreas rurais. A produção da atividade pecuária impulsionava um comércio um pouco mais relevante e, numa primeira fase, comercializava queijos artesanais e banha de porco que eram transportados por meios precários até os centros maiores. Mais recentemente, além dos queijos, cuja qualidade veio se aprimorando com novas tecnologias e com novas metodologias sanitárias, a região passou a comercializar também um significativo volume de leite in natura, além de ampliar e diversificar o rebanho de corte, incluindo principalmente o frango de granja.

Contudo, foi somente no início dos anos 70 que a economia da cidade obteve maior impulso desenvolvimentista devido, especialmente, a dois fatores: primeiro, a construção da BR-354 que pavimentou a interligação da cidade à capital e, no outro sentido, à região oeste do Estado, com saída para o Triângulo Mineiro e São Paulo. Essa importante via de tráfego permitiu o escoamento da produção e a chegada de bens de capital, motivando e viabilizando investimentos na região. O segundo fator foi o aporte tecnológico e empreendedor induzidos como consequência da instalação na região de duas grandes cooperativas agrícolas, a Cotia e a Sul-Brasil. Essas organizações, além do efeito demonstração que motivou tanto produtores locais quanto investidores de fora, evidenciando a qualidade produtiva do cerrado, também disseminaram novas técnicas de produção e de gestão de negócios. A partir do final dos anos 80 e, especialmente na década de 90, a economia local se consolidou com altos níveis de produtividade, tanto na agricultura quanto na pecuária de leite e de corte. A produção agrícola passou a adotar tecnologias de ponta em alta escala e grandes empresas de agronegócio foram constituídas em razão desse avanço, sobretudo no ramo cafeeiro, que fez da região um centro de excelência mundialmente conhecido, tanto pela produtividade quanto pela qualidade excepcional, qualificando a produção de algumas fazendas da região entre os melhores cafés do mundo.

Demografia[editar | editar código-fonte]

Cor/Raça Percentagem
Branca 63.3%
Negra 6.0%
Parda 30.0%
Amarela 0.7%
Indígena 0%

Fonte: Censo 2010

Esporte[editar | editar código-fonte]

Os principais clubes esportivos do município são:

  • Paranaíba Esporte Clube - fundado em 1917, é o maior e mais tradicional. Possui estádio próprio, chamado do Estádio Prefeito João Luís de Carvalho: La BomboPEC profissional nos anos de 1962, 1963 e 1964. Tem doze títulos regionais no amador pela Liga Patense de Desportos, e um regional pela Federação Mineira de Futebol.
  • Bela Vista Esporte Clube - tem o Estádio Aprígio da Costa Marinho, um título regional amador não oficializado pela Liga Patense de Desportos e foi Campeão Regional em 2009.
  • Independentes Esporte Clube - fundado em 2005, não possui estádio próprio. Foi vice-campeão regional em 2005 pela Liga Patense de Desportos e possui o único título da Copa Amapar entre os times da cidade, conquistado em 2008. Está desativado já há alguns anos.

Turismo[editar | editar código-fonte]

Principais eventos[editar | editar código-fonte]

A cidade vive valorizando eventos, em conjunto com a prefeitura, e festas típicas da região. [8]

  • Aniversário da Cidade: 4 de Outubro
  • Festa do Café: Outubro
  • Baile do Hawaii: Setembro ou Outubro (no P.T.T.C.)

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos. «Busca Faixa CEP». Consultado em 1 de fevereiro de 2019 
  2. IBGE (10 de outubro de 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010 
  3. a b «Estimativa populacional 2018 IBGE». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 29 de agosto de 2018. Consultado em 15 de setembro de 2018 
  4. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2000. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  5. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 dez. 2010 
  6. Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (SENAC). «Lista por santos padroeiros» (PDF). Descubra Minas. p. 9. Consultado em 14 de setembro de 2017. Cópia arquivada (PDF) em 14 de setembro de 2017 
  7. «Carmo do Paranaíba - História». cmcp.mg.gov.br. Consultado em 23 de junho de 2012 
  8. «Carnaval temporão "CPiRô" promete ser um sucesso». Carmo Acontece. Consultado em 30 de maio de 2013 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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