Sofonisba Anguissola

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Sofonisba Anguissola
Auto-Retrato, 1556, Palácio de Łańcut
Nascimento 1532
Cremona
Morte 16 de novembro de 1625 (93 anos)
Palermo
Formação Bernardino Campi
Bernardino Gatti
Movimento(s) Alta Renascença
Patronos Filipe II
Sofonisba Anguissola, Auto-retrato, c. 1554.

Sofonisba Anguissola (também conhecida por Anguisciola) (Cremona, 1532  — Palermo, 16 de Novembro de 1625) foi uma pintora renascentista italiana, discípula de Bernardino Campi. Foi a primeira artista a adquirir fama internacional de que se tem notícia. Foi admirada por Michelângelo e Anthony van Dyck, entre outros.

Anguissola nasceu no seio de uma família nobre, mas relativamente pobre. Ela recebeu uma educação boa e completa, que incluiu as belas artes, a sua aprendizagem com pintores locais estabeleceu um precedente para que as mulheres pudessem ser aceitas como estudantes de arte. Enquanto jovem mulher, Anguissola viajou para Roma, onde ela foi apresentada a Michelangelo, que imediatamente reconheceu o seu talento, e para Milão, onde ela pintou o Duque de Alba e Isabel de Valois, mulher de Filipe II de Espanha, que era pintora amadora, depois disso em 1569, Anguissola foi convidada para vir para Madrid e ser tutora de Isabel, com o posto de dama de companhia. Mais tarde, ela tornou-se uma pintora da corte oficial do rei, e adaptou o seu estilo para as exigências mais formais de retratos oficiais para a corte espanhola. Após a morte da rainha, Filipe ajudou a organizar um casamento aristocrático para ela. Ela mudou-se para Palermo, e posteriormente, Pisa e Génova, onde continuou a praticar como um pintora principal de retratos, aparentemente com o apoio dos seus dois maridos, vivendo até a idade de noventa e três anos.

As suas pinturas mais características e atrativas são os retratos de si e da sua família, pintados antes de ela ter-se mudado para a corte espanhola. Em particular, as suas pinturas de crianças eram inovativas e muito apreciadas. Na corte espanhola pintou retratos formais do Estado no estilo oficial em vigor. No fim da vida, ela também pintou temas religiosos, embora muitas das suas pinturas religiosas tenham sido perdidas. Anguissola tornou-se numa rica patrona das artes após o enfraquecimento da sua vista, e em 1625, ela morreu aos noventa e três anos de idade em Palermo.

O exemplo de Anguissola, tanto quanto as suas obras, tiveram influência duradoura sobre as gerações seguintes de artistas, e o seu grande sucesso abriu caminho para que muitas mulheres podessem seguir carreiras sérias como artistas. As suas pinturas podem ser vistas em galerias em Boston, (Isabella Stewart Museu Gardner), Bergamo, Brescia, Budapeste, Madrid (Museo do Prado), Nápoles, Siena, e na Galeria Uffizi, em Florença.

O historiador de arte Giorgio Vasari escreveu sobre Anguissola que ela "mostrou maior dedicação e graça do que qualquer outra mulher do nosso tempo nas sua ambições em desenho; portanto ela não só conseguiu isso no desenho, como também na coloração e pintura da natureza, e como na cópia excelentemente de outros artistas, mas também por que ela mesma criou pinturas raras e muito bonitas. "[1]

Ver Também[editar | editar código-fonte]

Essa Sofonisba foi importante para a história tendo seu nome considerado um dos melhores

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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