Sucralose

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Sucralose
Alerta sobre risco à saúde[1]
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Sucralose-3D-balls.png
Nome IUPAC 1,6-Dichloro-1,6-dideoxy-β-D-fructofuranosyl-4-chloro-4-deoxy-α-D-galactopyranoside
Nome sistemático (2R,3R,4R,5R,6R)-2-[(2R,3S,4S,5S)-2,5-Bis(chloromethyl)-3,4-dihydroxyoxolan-2-yl]oxy-5-chloro-6-(hydroxymethyl)oxane-3,4-diol[2]
Outros nomes 1',4,6'-Trichlorogalactosucrose; Trichlorosucrose; E955; 4,1',6'-Trichloro-4,1',6'-trideoxygalactosucrose; TGS; Splenda[3]
Identificadores
Número CAS 56038-13-2
PubChem 71485
Número EINECS 259-952-2
ChemSpider 64561
KEGG C12285
ChEBI 32159
SMILES
InChI 1/C12H19Cl3O8/c13-1-4-7(17)10(20)12(3-14,22-4)23-11-9(19)8(18)6(15)5(2-16)21-11/h4-11,16-20H,1-3H2/t4-,5-,6+,7-,8+,9-,10+,11-,12+/m1/s1
Propriedades
Fórmula molecular C12H19Cl3O8
Massa molar 397.64 g/mol
Aparência Off-white to white powder
Odor Odorless
Densidade 1.69 g/cm3
Ponto de fusão

125 °C, 398 K, 257 °F

Solubilidade em água 283 g/L (20°C)
Acidez (pKa) 12.52±0.70
Riscos associados
NFPA 704
NFPA 704.svg
1
1
0
 
Exceto onde denotado, os dados referem-se a
materiais sob condições normais de temperatura e pressão

Referências e avisos gerais sobre esta caixa.
Alerta sobre risco à saúde.

Sucralose é uma substância sintética utilizada em substituição aos demais adoçantes artificiais com capacidade adoçante aproximadamente 600 vezes maior que a sacarose e é uma molécula derivada desta. Sua produção é feita através de um processo de várias etapas no qual 3 átomos de cloro substituem 3 grupos hidroxilas numa molécula de sacarose. [4]

História[editar | editar código-fonte]

A sucralose foi descoberta acidentalmente em 1976, por Shashikant Phadnis, estudante do King's College, de Londres. Phadnis participou de uma equipe com pesquisadores do Queen Elizabeth College, da Universidade de Londres, que procuravam sintetizar açúcares halogenados. Durante parte da pesquisa, ele executou parte de um processo químico de forma equivocada, clorando o açúcar. Em 1989, Leslie Hough e Khan, por sua vez, avaliando os diferentes efeitos de edulcorantes, verificaram que açúcares halogenados possuíam maior poder adoçante.[5]

A sucralose foi aprovada pela FDA (Food and Drug Administration) em 1998.[4] No Brasil, seu uso é regulamentado pela ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), através da Resolução de Diretoria Colegiada número 18, de 24 de março de 2008.

Apesar de ser, atualmente, o edulcorante mais consumido no mundo e ser aprovado por importantes agências reguladoras, efeitos nocivos da sucralose no organismo humano são relatados na literatura científica. O jornal científico Food and Chemical Toxicology[6] relata o potencial da sucralose de causar desenvolvimento fisiológico anormal em animais. O Jornal Canadense de Gastroenterologia, de outra forma, relaciona a sucralose ao aumento do número de casos de Síndrome do Cólon Irritável, no Canadá.[7] Outros estudos[8][9] demonstram que ocorre a liberação de substância químicas tóxicas, mutagênicas e cumulativas no organismo quando a sucralose é aquecida, como ocorre na sua adição a chás e cafés. Foi verificado, também, que a sucralose altera a microbiota intestinal, com redução de bactérias benéficas.

Saúde, segurança e regulação[editar | editar código-fonte]

Sucralose é um edulcorante não alcalino altamente resistente ao calor, permitindo que ele seja usado em muitas receitas com pouco ou nenhum açúcar. Sucralose tem sido aceita como segura por vários órgãos reguladores de segurança alimentar nacionais e internacionais, incluindo a FDA.[10]

Ao determinar a segurança da sucralose, a FDA analisou dados de mais de 110 estudos em seres humanos e animais. Muitos dos estudos foram projetados para identificar possíveis efeitos tóxicos, incluindo efeitos cancerígenos, reprodutivos e neurológicos. Nenhum desses efeitos foram encontrados. A aprovação da FDA baseia-se na descoberta de que a sucralose é segura para o consumo humano ". Por exemplo, os estudos da McNeil Nutritional LLC apresentados como parte da sua Petição de Aditivos Alimentares da FDA dos EUA 7A3987 indicaram que "nos bioensaios de roedores de 2 anos ... não houve evidência de atividade cancerígena para sucralose ou seus produtos de hidrólise.[11]

Apesar de ser geralmente reconhecido como seguro por agências reguladoras com base em informações de uma infinidade de estudos clínicos em grande escala, a sucralose tem sido objeto de alguns estudos em pequena escala ou em animais que tentam determinar os efeitos ainda desconhecidos sobre doenças como obesidade , diabetes e câncer.

Sucralose versus outros adoçantes[editar | editar código-fonte]

Em comparação aos outros tipos de edulcorantes encontrados no mercado, a sucralose parece ter reunido aspectos positivos e solucionado alguns pontos negativos, como o sabor residual.

  • A estévia, um edulcorante natural, pois tem origem vegetal, não possui contra-indicações ao uso, mas possui sabor residual amargo.
  • A sacarina e o ciclamato, que geralmente estão presentes juntos nas formulações, pois há uma boa sinergia entre eles, são resistentes a altas temperaturas, contudo deixam sabor residual amargo.
  • O acesulfame de potássio, que aparece nas composições dos adoçantes para auxiliar no sabor doce final do produto, é resistente a altas temperaturas, contudo possui sabor residual semelhante à glicose.
  • A frutose, que é o açúcar das frutas, tem em média três vezes o poder de dulçor da sacarose e, portanto, auxilia nas dietas com restrição calórica. Porém, contém o mesmo valor calórico do açúcar e não é recomendada para diabéticos. Resiste a altas temperaturas.
  • O aspartame é um edulcorante que tem sabor agradável, mas não é recomendado para fenilcetonúricos e não resiste a altas temperaturas.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. Merck Index, 11th Edition, 8854.
  2. «sucralose 56038-13-2». The Good Scents Company Information System. Consultado em 30 de janeiro de 2014 
  3. Anonymous. Scifinder – Substance Detail for 56038-13-2, October 30, 2010.
  4. a b AlDeeb, Omar A. A.; Mahgoub, Hoda; Foda, Nagwa H. (1 de janeiro de 2013). «Sucralose». Profiles of Drug Substances, Excipients, and Related Methodology. 38: 423–462. ISSN 1871-5125. PMID 23668410. doi:10.1016/B978-0-12-407691-4.00010-1 
  5. Rodero; Rodero; Azoubel, Ademir Barianni; Lucas de Souza; Reinaldo (4 de outubro de 2008). «Toxicity of Sucralose in Humans: A Review» (PDF). International Journal of Morphology. Consultado em 2 de março de 2017 
  6. Kille, J. W; Tesh, J. M; McAnulty, P. A; Ross, F. W; Willoughby, C. R; Bailey, G. P; Wilby, O. K; Tesh, S. A (1 de julho de 2000). «Sucralose: assessment of teratogenic potential in the rat and the rabbit». Food and Chemical Toxicology. 38, Supplement 2: 43–52. doi:10.1016/S0278-6915(00)00027-2 
  7. Qin, Xiaofa (1 de setembro de 2011). «What made Canada become a country with the highest incidence of inflammatory bowel disease: could sucralose be the culprit?». Canadian Journal of Gastroenterology = Journal Canadien De Gastroenterologie. 25 (9). 511 páginas. ISSN 0835-7900. PMID 21912763 
  8. Schiffman, Susan S.; Rother, Kristina I. (2 de março de 2017). «Sucralose, A Synthetic Organochlorine Sweetener: Overview of Biological Issues». Journal of Toxicology and Environmental Health. Part B, Critical Reviews. 16 (7): 399–451. ISSN 1093-7404. PMID 24219506. doi:10.1080/10937404.2013.842523 
  9. de Oliveira, Diogo N.; Menezes, Maico de; Catharino, Rodrigo R. (15 de abril de 2015). «Thermal degradation of sucralose: a combination of analytical methods to determine stability and chlorinated byproducts». Scientific Reports (em inglês). 5. ISSN 2045-2322. PMID 25873245. doi:10.1038/srep09598 
  10. https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/10882818
  11. https://www.fda.gov/ohrms/dockets/98fr/040398a.pdf