Teresa Margarida da Silva e Orta

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Teresa Margarida da Silva e Orta
Pseudônimo(s) Dorotéia Engrassia Tavareda Dalmira
Nascimento 1711
São Paulo
Morte 24 de outubro de 1793 (82 anos)
Lisboa
Nacionalidade Portugal Portuguesa
Progenitores Mãe: Catharina d'Horta
Pai: José Ramos da Silva
Ocupação Literatura
Magnum opus Aventuras de Diófanes (1777)

Teresa Margarida da Silva e Orta (São Paulo, 1711 - Lisboa, 24 de outubro de 1793[1]) é considerada a primeira mulher romancista em língua portuguesa[2]. Irmã de Matias Aires, publicou inicialmente sob o pseudônimo de Dorotéia Engrassia Tavareda Dalmira, um anagrama perfeito de seu nome.[3][4][5]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Filha de José Ramos da Silva, Cavaleiro da Ordem de Cristo, Provedor da Casa da Moeda de Lisboa, e de Catarina Horta, Teresa nasce em São Paulo, no Brasil Colonial[6].

Aquando do regresso da família a Lisboa, Teresa e a irmã estudam no Convento das Trinas, com o objetivo de seguirem a vida religiosa. Casa com Pedro Jansen Moller van Praet, com quem tem 12 filhos[6]; e foi dama das Cortes de D. João V e D. José I[7]. É fluente em português, francês e italiano[6].

Depois da morte do seu esposo, quando apenas tem 42 anos, Teresa é acusada de mentir ao rei. Por ordem do Marquês de Pombal, Teresa é mantida em cativeiro, durante 7 anos, no Mosteiro de Ferreira de Aves[2]. Em 1777 sai em liberdade, e passa a viver com o cunhado, monsenhor e inquisidor, Joaquim Jansen Moller[2].

Obra[editar | editar código-fonte]

Obras manuscritas[editar | editar código-fonte]

  • Theresa Margarida da Silva e Horta encerrada no mosteiro de Ferreira encaminha aos ceos os seus justissimos prantos no seguinte poema epico-tragico
  • Novena do Patriarcha S. Bento  
  • Carta dedicatória À Abadessa D. Anna Josepha de Castel-Branco 

Obras impressas[editar | editar código-fonte]

Obras póstumas[editar | editar código-fonte]

No livro Obra Reunida, da Série Revisões, publicado em 1993[8], além de suas Máximas de Virtude e Formosura (1752), encontram-se também os textos que escreveu na clausura do Mosteiro de Ferreira de Aves. São eles o Poema épico-trágico, a Novena do patriarca São Bento e a Petição que a presa faz à rainha N. Senhora. Sobre ela, na mesma coletânea há depoimentos dos primeiros críticos, como Rodrigo de Sá e Barbosa Machado, e textos críticos de Ernesto Ennes, Tristão de Athayde e Rui Bloem.

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. http://web.archive.org/web/20140921003905/http://www.telunb.com.br/mulhereliteratura/anais/wp-content/uploads/2012/01/conceicao_flores.pdf
  2. a b c Flores, Conceição. «Teresa Margarida da Silva e Orta (1711-1793)». Revista Convergência. Consultado em 6 de outubro de 2017 
  3. Ennes, Ernesto Jose Bizarro (1944-1952). Dois paulistas insignes. 2. São Paulo: Ed. Nacional  Texto "volume 2 " ignorado (ajuda); Parâmetro desconhecido |colecção= ignorado (ajuda)
  4. Ennes, Ernesto (1953). «Uma Poetisa brasileira (1711 ou 1712-1793)». São Paulo. Revista de história. 6 (14): 421-436 
  5. Vidal, Barros (19--?). Precursoras brasileiras. Rio de Janeiro: A Noite. 277 páginas  Verifique data em: |ano= (ajuda)
  6. a b c «Teresa Margarida da Silva e Orta». "Escritoras em Português" - Projeto FLUL. Consultado em 6 de outubro de 2017 
  7. Revista Colóqui/Letras n.º 110/111 (Julho de 1989). Huma Senhora do Século XVIII - Theresa Margarida da Silva e Orta, pág. 35.
  8. Orta, Teresa Margarida da Silva e (1993). Obra reunida Teresa Margarida da Silva e Orta. Introdução, pesquisa bibliográfica e notas de Ceila Montez. Rio de Janeiro: Graphia. 244 páginas  Parâmetro desconhecido |colecção= ignorado (ajuda)