Zillah Branco

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Zillah Branco
Nascimento 1936 (85 anos)
Cidadania Brasil
Alma mater Universidade de São Paulo
Ocupação cientista social

Zilhah Murgel Branco (São Paulo, 1936), é uma activista e socióloga brasileira, conhecida por ter presenciado três golpes de estado em três países diferentes (Brasil, Chile e Portugal), e pelo o seu envolvimento e trabalho teórico sobre a Reforma Agrária portuguesa. [1][2]

Percurso[editar | editar código-fonte]

Zillah Branco nasceu na cidade de São Paulo 1936 no Brasil e formou-se em Ciências Sociais na Universidade de São Paulo. [3][4][5]

Quando tem 11 anos inscreve-se no Partido Comunista Brasileiro com o qual entra em contacto ao participar na campanha a deputado do tio, o engenheiro e comunista Catullo Branco, e durante a qual faz a cola com farinha usada para pregar os cartazes. [1][4][6]

Assiste ao golpe de estado que instaurou a ditadura militar no Brasil em 1964. Passa à clandestinidade e ajuda os que eram perseguidos pelo novo regime a fugirem do país. Em 1969, devido a questões de segurança, decide sair do Brasil e exilar no Chile com os filhos. [1][4][7]

Quando em 1973 ocorre o golpe de estado liderado por Pinochet, no qual Salvador Allende é assassinado, ela ouve em sua casa o bombardeamento da sede da presidência da República do Chile, o Palácio de La Moneda. [8]

Toma conhecimento do 25 de Abril através dos filhos e resolve ir para Portugal. Chega no meio do PREC (processo revolucionário em curso). Adere ao partido comunista português e envolve-se com na reforma agrária portuguesa, em torno do qual desenvolve o seu trabalho teórico.[1][2]

Obra[editar | editar código-fonte]

  • 1976 - Os sindicatos na vanguarda da luta. A conquista da regulamentação do trabalho rural [9]
  • 1995 - Reportagens sociológicas no interior da reforma agrária: uma época de participação transformada em utopia [10]
  • 1990 - Em defesa do socialismo: o vendaval de mudança na União Soviética (co-autor Miguel Urbano Rodrigues),Caminho, ISBN 972-21-0069-6 [11]
  • 1976 - Os sindicatos na vanguarda da luta. A conquista da regulamentação do trabalho rural [9]
  • Escreve também para jornais e revistas, entre os quais, o jornal o século, Seara Nova, Avante entre outros. [12][13][14]

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. a b c d «Zillah Branco, a mulher que viveu todas as Revoluções». Fumaça. 24 de abril de 2018. Consultado em 11 de janeiro de 2021 
  2. a b António, Barreto. «Classe e Estado: os sindicatos na Reforma Agrária» (PDF). Análise social. Análise Social 
  3. «Revistas de Ideias e Cultura». ric.slhi.pt. Consultado em 11 de janeiro de 2021 
  4. a b c «Revista Mouro homenageia militância comunista de Zillah Branco». Vermelho. 11 de janeiro de 2011. Consultado em 11 de janeiro de 2021 
  5. Sorrentino, Walter (29 de maio de 2016). «Destruição dos princípios éticos e das instituições do Estado democrático. Por Zillah Branco». Sorrentino. Consultado em 11 de janeiro de 2021 
  6. Principios, Revista. «Catullo Branco, um pioneiro». Revista Principios. Consultado em 11 de janeiro de 2021 
  7. Pericás, Luiz Bernardo (18 de dezembro de 2017). Caio Prado Júnior: uma biografia política. [S.l.]: Boitempo Editorial 
  8. ««Avante!» Nº 1284 - Chile». avante.pt. Consultado em 11 de janeiro de 2021 
  9. a b «Centro de Documentação 25 de Abril | Universidade de Coimbra». www1.ci.uc.pt. Consultado em 11 de janeiro de 2021 
  10. «Reportagens sociológicas no interior da reforma agrária: uma época de participação transformada em utopia». catalogo.bn.pt. Consultado em 11 de janeiro de 2021 
  11. «Em defesa do socialismo: o vendaval de mudança na União Soviética». catalogo.bn.pt. Consultado em 11 de janeiro de 2021 
  12. Barreto, António (26 de junho de 2017). Anatomia de Uma Revolução. [S.l.]: Leya 
  13. «Jornal «Avante!» - Argumentos - A decomposição do poder governamental». www.avante.pt. Consultado em 11 de janeiro de 2021 
  14. «Revistas de Ideias e Cultura». ric.slhi.pt. Consultado em 11 de janeiro de 2021 
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