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Emplastro

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 Nota: Se procura o adepto português de futebol, veja Emplastro (figura pública).
Band-Aid, provavelmente um dos gêneros de emplastros clínicos mais conhecidos no Mundo.

Emplastro, ou emplasto (do grego émplaston)[1], cataplasma[2] (do grego, κατάπλασμα, katáplasma) ou ainda malagma (do latim, malāgma) é uma forma de medicação transdérmica caracterizada pela colocação sobre a pele de alguma substância sólida aquecida, com o intuito de aquecer ou amolecer tecidos[3], acelerando o processo de cura. No Brasil também é conhecido por compressa.

Em tratamento caseiro é usado para alívio das inflamações e das dores mais diversas, inclusive reumáticas, nevrálgicas e musculares, bem como para a cura de abcessos e demais afecções da pele.

Em hospitais pode ser utilizado no pós-operatório para assepsia e amenização do aspecto das cicatrizes cirúrgicas, entre outras aplicações.

Emplastro de sal é considerado excelente para dores de estômago, dores abdominais, dores menstruais e diarreia.

Emplastros de tofú (queijo de soja) é utilizado para baixar a febre, inchaços, abcessos dentários, queimaduras e combate a processos inflamatórios.

Emplastros de folhas de batata-doce são bons como emolientes para acnes e furúnculos.

Muitas vezes os emplastros são utilizados na forma de pasta, elaborados com farinha e diversos tipos de vegetais ralados, como inhame, gengibre, arnica, confrei, manjerona, nabo, batata, mostarda, folhas verdes (emplastro de clorofila) e outros.

Há ainda os emplastros industrializados, que são tiras adesivas de tecido poroso, geralmente algodão, embebidas em substâncias curativas como, por exemplo, o diclofenaco e o flurbiprofeno (anti-inflamatórios).

Nesta categoria despontam os modernos emplastros de selegilina, que visam combater a depressão. Sobre a pele, estes emplastros liberam o princípio ativo diretamente para a corrente sanguínea, evitando a passagem para o aparelho digestivo. Existem também emplastros que funcionam como auxiliares no tratamento para o abandono do tabagismo.

No livro "Memórias Póstumas de Brás Cubas", de Machado de Assis, o defunto-autor, Brás Cubas, tem a ideia fixa de conquistar a fama através de seu produto, o Emplasto Brás Cubas, um medicamento que solucionaria todos os "males do espírito": a melancolia e a falta de propósito.

Referências

  1. "O termo é grego - émplaston - e nomeia o medicamento que, aquecido, gruda na pele.", Altair J. Aranha. Dicionário brasileiro de insultos. Atelie Editorial; 2002. ISBN 978-85-7480-078-3. p. 126.
  2. Dicionário UNESP do português contemporâneo. UNESP; ISBN 978-85-7139-576-3. p. 252.
  3. Villas, Alberto. Pequeno dicionário brasileiro da língua morta. Globo Livros; ISBN 978-85-250-5172-1. p. 104.
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