Diclofenaco

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Diclofenaco
Alerta sobre risco à saúde
Diclofenac.svg
Diclofenac sodium 100mg.jpg
Nome IUPAC 2-[2-[(2,6-dichlorophenyl)amino]phenyl]acetic acid
Identificadores
Número CAS 15307-86-5
PubChem 3033
DrugBank APRD00527
ChemSpider 2925
Código ATC D11AX18
SMILES
InChI 1/C14H11Cl2NO2/c15-10-5-3-6-11(16)14(10)17-12-7-2-1-4-9(12)8-13(18)19/h1-7,17H,8H2,(H,18,19)
Propriedades
Fórmula química C14H11Cl2NO2
Massa molar 296.14 g mol-1
Farmacologia
Via(s) de administração oral, retal, intramuscular, intravenosa, renal e tópica
Metabolismo hepático
Meia-vida biológica 1,2 a 2 h (35% da droga entra recirculação entero-hepática))
Ligação plasmática mais de 99%
Excreção biliar
Classificação legal


POM (UK)

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Riscos na gravidez
e lactação
B (1st. and 2nd. trimenon), X (third trimenon) A(AU)
Compostos relacionados
Compostos relacionados Ácido fenâmico (ácido 2-(fenilamino)-benzoico)
Aceclofenaco (éster)
Exceto onde denotado, os dados referem-se a
materiais sob condições normais de temperatura e pressão

Referências e avisos gerais sobre esta caixa.
Alerta sobre risco à saúde.

O diclofenaco ou diclofenac é um anti-inflamatório não-esteroide (AINE) com ação sobretudo analgésica e anti-inflamatória com pouca ação antipirética. Apresenta-se nas formas químicas de sal sódico, sal potássico, e de complexo com colestiramina (uma resina de troca iônica).

Nomes comerciais: Cambia®, Cataflam®, Diclac®, Diclo P®, Voltaren®, Zorvolex®, Zipsor® entre outros.[1]

Indicações[editar | editar código-fonte]

Este medicamento está indicado para o tratamento de:

  • Formas degenerativas e inflamatórias de reumatismo: artrite reumatoide;
  • Espondilite anquilosante (doença crônica inflamatória que afeta as juntas entre as vértebras da espinha e as juntas entre a espinha e o pélvis);
  • Osteoartrose (doença da articulação, degenerativa, que causa desgaste das articulações) e espondilartrite (inflamação das articulações intervertebrais);
  • Síndromes dolorosas da coluna vertebral;
  • Reumatismo não-articular;
  • Dores pós-traumáticas e pós-operatórias, inflamação e edema, como por exemplo, após cirurgias dentárias ou ortopédicas;
  • Condições inflamatórias e/ou dolorosas em ginecologia, como por exemplo dismenorreia primária (dor pélvica que se origina de cólicas uterinas durante o período menstrual) ou anexite (inflamação de ovários e trompas).

Contra-indicações[editar | editar código-fonte]

É contraindicado nos casos de: úlcera de estômago e de intestino ou de alergia ao diclofenaco ou outros anti-inflamatórios similares ou a outros componentes da fórmula (como ao aspartamo em caso de pacientes com fenilcetonuria).[1]

Não é indicado para pacientes que têm gastrite, crise de asma, urticária e rinite aguda. Não tomar junto com ácido acetilsalicílico (aspirina) ou com outros medicamentos com atividade inibidora da prostaglandina sintetase (AINEs típicos).

Algumas precauções devem ser tomadas antes de iniciar o tratamento caso tenha problemas de estômago e intestino, suspeita de úlcera gástrica ou duodenal, colite ulcerativa (doença crônica causada pela ulceração do cólon e do reto), doença de Crohn (inflamação crônica subaguda que envolve o íleo terminal), doença grave do fígado, doença dos rins ou do coração ou se for paciente idoso.

Altas doses de diclofenaco, ou baixas doses por períodos prolongados aumenta o risco de ataque cardíaco, especialmente em pessoas com colesterol LDL alto ou fumantes.[1]

Efeitos colaterais[editar | editar código-fonte]

Os efeitos colaterais mais comuns são[1] :

  • Cansaço
  • Coceira
  • Diarreia ou constipação
  • Dor de cabeça
  • Flatulência
  • Tontura
  • Zumbido no ouvido

Pode causar sonolência e fadiga em altas doses.[1]

Veterinária[editar | editar código-fonte]

O diclofenaco pode ser usado para tratar gado bovino. O problema é que o fármaco permanece no organismo dos animais durante algum tempo após a morte e é altamente tóxico para os abutres, que se alimentam das carcaças deixadas ao ar livre. Dois dias depois de ingerirem carne contaminada, as aves morrem de falência renal.

Na Índia, entre 1992 e 2007, as populações de três espécies asiáticas – abutre-de-dorso-branco (Gyps bengalensis), abutre-de-bico-longo (Gyps indicus) e abutre-de-bico-estreito (Gyps tenuirostris) – diminuíram entre 97,5% a 99,9%.[2]


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Referências