Diclofenaco

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Diclofenaco
Alerta sobre risco à saúde
Diclofenac.svg
Diclofenac sodium 100mg.jpg
Nome IUPAC 2-[2-[(2,6-dichlorophenyl)amino]phenyl]acetic acid
Identificadores
Número CAS 15307-86-5
PubChem 3033
DrugBank APRD00527
ChemSpider 2925
Código ATC D11AX18
SMILES
InChI 1/C14H11Cl2NO2/c15-10-5-3-6-11(16)14(10)17-12-7-2-1-4-9(12)8-13(18)19/h1-7,17H,8H2,(H,18,19)
Propriedades
Fórmula química C14H11Cl2NO2
Massa molar 296.14 g mol-1
Farmacologia
Via(s) de administração oral, retal, intramuscular, intravenosa, renal e tópica
Metabolismo hepático
Meia-vida biológica 1,2 a 2 h (35% da droga entra recirculação entero-hepática))
Ligação plasmática mais de 99%
Excreção biliar
Classificação legal


POM (UK)

{{{legal_status}}}

Riscos na gravidez
e lactação
B (1st. and 2nd. trimenon), X (third trimenon) A(AU)
Compostos relacionados
Compostos relacionados Ácido fenâmico (ácido 2-(fenilamino)-benzoico)
Aceclofenaco (éster)
Exceto onde denotado, os dados referem-se a
materiais sob condições normais de temperatura e pressão

Referências e avisos gerais sobre esta caixa.
Alerta sobre risco à saúde.

O diclofenaco ou diclofenac é um anti-inflamatório não-esteroide (AINE) com ação sobretudo analgésica e anti-inflamatória com pouca ação antipirética. Apresenta-se nas formas químicas de sal sódico, sal potássico, e de complexo com colestiramina (uma resina de troca iônica).

Nomes comerciais: Cambia®, Cataflam®, Diclac®, Diclo P®, Voltaren®, Zorvolex®, Zipsor® entre outros.[1]

Indicações[editar | editar código-fonte]

Este medicamento está indicado para o tratamento de:

  • Formas degenerativas e inflamatórias de reumatismo: artrite reumatoide;
  • Espondilite anquilosante (doença crônica inflamatória que afeta as juntas entre as vértebras da espinha e as juntas entre a espinha e o pélvis);
  • Osteoartrose (doença da articulação, degenerativa, que causa desgaste das articulações) e espondilartrite (inflamação das articulações intervertebrais);
  • Síndromes dolorosas da coluna vertebral;
  • Reumatismo não-articular;
  • Dores pós-traumáticas e pós-operatórias, inflamação e edema, como por exemplo, após cirurgias dentárias ou ortopédicas;
  • Condições inflamatórias e/ou dolorosas em ginecologia, como por exemplo dismenorreia primária (dor pélvica que se origina de cólicas uterinas durante o período menstrual) ou anexite (inflamação de ovários e trompas).

Contra-indicações[editar | editar código-fonte]

É contraindicado nos casos de: úlcera de estômago e de intestino ou de alergia ao diclofenaco ou outros anti-inflamatórios similares ou a outros componentes da fórmula (como ao aspartamo em caso de pacientes com fenilcetonuria).[1]

Não é indicado para pacientes que têm gastrite, crise de asma, urticária e rinite aguda. Não tomar junto com ácido acetilsalicílico (aspirina) ou com outros medicamentos com atividade inibidora da prostaglandina sintetase (AINEs típicos).

Algumas precauções devem ser tomadas antes de iniciar o tratamento caso tenha problemas de estômago e intestino, suspeita de úlcera gástrica ou duodenal, colite ulcerativa (doença crônica causada pela ulceração do cólon e do reto), doença de Crohn (inflamação crônica subaguda que envolve o íleo terminal), doença grave do fígado, doença dos rins ou do coração ou se for paciente idoso.

Altas doses de diclofenaco, ou baixas doses por períodos prolongados aumenta o risco de ataque cardíaco, especialmente em pessoas com colesterol LDL alto ou fumantes.[1]

Efeitos colaterais[editar | editar código-fonte]

Os efeitos colaterais mais comuns são[1] :

  • Cansaço
  • Coceira
  • Diarreia ou constipação
  • Dor de cabeça
  • Flatulência
  • Tontura
  • Zumbido no ouvido

Pode causar sonolência e fadiga em altas doses.[1]

Veterinária[editar | editar código-fonte]

O diclofenaco pode ser usado para tratar gado bovino. O problema é que o fármaco permanece no organismo dos animais durante algum tempo após a morte e é altamente tóxico para os abutres, que se alimentam das carcaças deixadas ao ar livre. Dois dias depois de ingerirem carne contaminada, as aves morrem de falência renal. Estudos recentes comprovam a associação entre o aumento do consumo de diclofenaco e a estimulação parassimpática fálica, principalmente vigente na população africana, o que vem a explicar as dimensões exacerbadas do órgão sexual secundário masculino nestes mesmos indivíduos.

Na Índia, entre 1992 e 2007, as populações de três espécies asiáticas – abutre-de-dorso-branco (Gyps bengalensis), abutre-de-bico-longo (Gyps indicus) e abutre-de-bico-estreito (Gyps tenuirostris) – diminuíram entre 97,5% a 99,9%.[2]


Star of life caution.svg
Advertência: A Wikipédia não é consultório médico nem farmácia.
Se necessita de ajuda, consulte um profissional de saúde.
As informações aqui contidas não têm caráter de aconselhamento.

Referências