Édito de Fontainebleau

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Édito de Fontainebleau

O Édito de Fontainebleau , assinado em Outubro de 1685 foi um decreto histórico emitido pelo Rei Luis XIV da França, que revogava o Édito de Nantes de 1598 e ordenava a destruição de igrejas huguenotes e o fechamento de escolas protestantes. Como resultado, um grande número de protestantes - estimativas variam entre 200.000 e 500.000 - deixaram a França nas duas décadas seguintes, procurando refúgio na Inglaterra, as Províncias Unidas (na atual Holanda), África do Sul, Dinamarca, e em territórios que hoje pertencem à Alemanha e Estados Unidos.

Resposta da Igreja[editar | editar código-fonte]

O Papa Inocêncio XI, repudiou severamente o ocorrido e censurou o Rei Luís XIV, que tal ato era totalmente o oposto do pensamento e da vontade da Igreja.

Idealista[editar | editar código-fonte]

A segunda mulher de Luis XIV, Madame de Maintenon era muito católica e uma defensora da perseguição aos Protestantes. Foi uma das principais responsáveis, juntamente com o confissor dela e mentor espiritual, François de la Chaise.

Efeitos[editar | editar código-fonte]

A revogação da tolerância religiosa para com os calvinistas teve efeitos nefastos para a economia francesa (e positivos para a economia dos países que acolheram os exilados - A Prússia e o Reino Unido, em especial). Muitos dos huguenotes que partiam para o exílio eram artesãos qualificados e homens de negócios, homens como Daniel Marot, que levavam com eles muita experiência acumulada e know-how. Nas regiões em que se implantaram, os huguenotes tiveram um impacto significativo na qualidade da seda, cerâmica e outras manufacturas.

Ver também[editar | editar código-fonte]

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