1º Batalhão de Forças Especiais

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1º Batalhão de Forças Especiais
Frente1.jpg
Estado  Goiás
Subordinação Brigada de Operações Especiais
Sigla 1º B F Esp
Criação 1983
Comando
Comandante TC Inf Marcelo Bento Pires
Sede
Endereço Avenida Salvador, s/n - Jardim Guanabara I

O 1º Batalhão de Forças Especiais (1º B F Esp) é a unidade de elite do Exército Brasileiro capacitada ao planejamento, condução e execução de operações de guerra irregular, contraterrorismo, fuga e evasão, inteligência de combate, contraguerrilha, guerra de resistência, operações psicológicas, reconhecimento estratégico e busca, localização e ataque a alvos estratégicos. É subordinado a Brigada de Operações Especiais, de acordo com a organização e adestramento do EB, trata-se da principal unidade de elite da Força.

As operações do 1º BFEsp caracterizam-se por sua acentuada mobilidade estratégica. Seu emprego costuma requerer alto grau de sigilo, e suas operações apresentam considerável grau de risco, já que, em geral, são executadas em território hostil.

A fração de emprego do batalhão é o Destacamento Operacional de Forças Especiais (DOFEsp), integrado por 4 oficiais e 8 sargentos.

História[editar | editar código-fonte]

Em 1968, é criado na cidade do Rio de Janeiro, o Destacamento de Forças Especiais, subordinado a Brigada de Infantaria Pára-quedista, naquele momento, o destacamento já possuía uma doutrina própria, que reunia conhecimentos de cursos como os de Guerra na Selva e de paraquedista militar do Exército Brasileiro e dos cursos de rangers e forças especiais do Exército dos Estados Unidos. Posteriormente foi elevado a nível de subunidade, com a denominação de Companhia de Forças Especiais. Essa Companhia evoluiu, e em 1983 tornou-se batalhão, com a denominação de Batalhão de Forças Especiais, constituído de uma companhia de comando, uma companhia de forças especiais e uma companhia de ações de comandos, mantendo-se subordinado à Brigada Pára-quedista.

Em 2003, face à evolução da conjuntura política internacional e ao emprego cada vez mais recorrente de tropas de operações especiais em todo o mundo, a Brigada de Operações Especiais foi criada na cidade de Goiânia, única organização militar deste porte na América Latina, e integrada, dentre outras unidades, pelo já tradicional Batalhão de Forças Especiais, que com seu comando agora vinculado a nova brigada, passou a denominar-se 1º Batalhão de Forças Especiais e sede transferida para Goiânia.

O Patrono[editar | editar código-fonte]

Antonio Dias Cardoso é o patrono do 1º Batalhão de Forças Especiais, que também é conhecido como Batalhão Antonio Dias Cardoso. Foi um dos principais líderes da Insurreição Pernambucana e comandou um pequeno efetivo que venceu a batalha dos Montes das Tabocas contra uma tropa muito maior liderada diretamente por João Maurício de Nassau e posteriormente também em menor número venceu em Casa Forte a tropa neerlandesa comandada pelo coronel Van Hans, comandante-Geral holandês no Nordeste do Brasil. Também participou ativamente nas duas batalhas dos Guararapes quando na primeira foi subcomandante do maior dos quatro terços do Exército Patriota, tendo-lhe sido passada a investida da principal frente de batalha pelo comandante João Fernandes Vieira, na segunda batalha comandou a chamada Tropa Especial do Exército Patriota, desbaratando toda a ala direita dos holandeses.

São insuficientes os registros históricos sobre este personagem, mas acredita-se que tenha nascido em Portugal e vindo ainda muito menino para o Brasil. Nesta campanha começou no posto de soldado, durante a invasão de 1624 a 1625 teve sucesso ao lado de sua companhia em conter o invasor no perímetro de Salvador que estava cercada pelos melhores soldados de Maurício de Nassau, por seus feitos durante a campanha chegou rapidamente ao posto de capitão, onde foi para a reserva, mas devido ao seu reconhecido valor foi novamente convocado para lutar, era conhecedor profundo das técnicas de guerrilha dos indígenas, onde os mesmos utilizavam-se largamente de emboscadas, e em 1645 recrutou, treinou e liderou uma força de 1.200 pernambucanos mazombos insurretos, armados com armas de fogo, foices, paus e flechas, numa emboscada em que derrotaram 1.900 neerlandeses melhor equipados. Esse sucesso lhe valeu o apelido de mestre das emboscadas.

Devido a seus feitos foi lhe concedido a honra de Cavaleiro da Ordem de Cristo e o comando do Terço de João Fernandes Vieira, do qual havia sido subcomandante à época da 1ª batalha dos Guararapes. Em 1656 foi nomeado mestre de campo, encerrando definitivamente a sua carreira militar. Em 1657, assumiu o governo da Capitania da Paraíba.

Devido a ter comandado a Tropa Especial do Exército Patriota e principalmente por ter operado no passado da mesma maneira que fazem atualmente as tropas de forças especiais, combatendo em menor número, sem posição fixa, usando a surpresa como elemento de combate, utilizando-se de emboscadas, recrutando população local, treinando-as em técnicas irregulares como as de guerrilha, dentre outras coisas, foi homenageado como patrono do 1º Batalhão de Forças Especiais do Exército Brasileiro e por isso é reconhecido atualmente como o primeiro operador de forças especiais do Brasil.

Batismo de Fogo[editar | editar código-fonte]

O batismo de fogo da unidade ocorreu na década de 1970 durante as operações contra a Força de Guerrilha do Araguaia (FOGUERA), na chamada Guerrilha do Araguaia, quando o até então Destacamento de Forças Especiais, foi a única unidade que lutou praticamente ininterruptamente durante toda a campanha, seja em ações de combate, ou de espionagem, sem o engajamento dos forças especiais do Exército, a derrota da FOGUERA teria sido mais difícil, já que tais militares são os especialistas em contra-guerrilha do Exército Brasileiro.

Em (1989), Nossos combatentes partiram em missão a Manaus para expulsar de nossas fronteiras guerrilheiros da Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, e destruir suas pistas de pouso clandestinas em território Brasileiro, escondidas pela mata Amazônica. Nesta missão totalmente confidencial, Foi enviado do Rio de Janeiro grupamento de Forças Especiais. Após um período de dois meses de operações na floresta Amazônica, é revelado ao Ministro da Defesa e Publicado pelo Comando Militar; o sucesso da missão, no primeiro registro continha: "Missão foi um sucesso"... "não houve baixas nacionais", ainda segundo os registros 13 baixas inimigas foram catalogadas. Os seis(6) combatentes receberam reconhecimento e uma homenagem em secreto e somente seus nomes de Guerra foram revelados:(G.Silveira; A. Castro; Arruda, Menezes, P.Souza; A.F.Souza).

Em 1991, guerrilheiros da Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, adentraram o território brasileiro e atacaram um pequeno contigente de fronteira do Exército Brasileiro, a resposta foi imediata, e o até então Batalhão de Forças Especiais realizou em conjunto com outras unidades, uma operação de retaliação, a Operação Traíra, e o resultado foi o de 12 guerrilheiros mortos, inúmeros capturados, maior parte do armamento e equipamento recuperados, e desde então, nunca mais se soube de invasões das FARC em território brasileiro, e muito menos de ataques a militares brasileiros.[1]

Recentemente sob a égide das Nações Unidas, o 1º Batalhão de Forças Especiais teve papel decisivo no combate a grupos paramilitares que assolavam o território haitiano e causavam grande instabilidade política no país.

Forças Especiais[editar | editar código-fonte]

É pequeno o número de países que possuem grupos de forças especiais preparados para operações de guerra irregular. Comumente, estas operações são caracterizadas pela organização, preparo e emprego de forças irregulares para a conquista de objetivos políticos e militares à longo prazo. Sabotagens, operações psicológicas e de inteligência, estruturação de redes de apoio para fuga e evasão, ações contraterrorismo e reconhecimentos especiais fazem parte também do rol de missões das forças especiais.

Curso de Forças Especiais[editar | editar código-fonte]

Com 23 semanas de duração, é ministrado apenas a oficiais, subtenentes e sargentos de carreira do Exército Brasileiro, concludentes do Curso de Ações Comandos (CAC) - no Centro de Instrução de Operações Especiais, e do Curso Básico Pára-quedista - no Centro de Instrução Paraquedista General Penha Brasil. O curso habilita militares a integrarem um Destacamento Operacional de Forças Especiais, fração de emprego do 1º Batalhão de Forças Especiais e consequentemente a realizarem operações de reconhecimento especial, contraterrorismo, resgates, subversão, evasão, sabotagens, contra-guerrilha e de guerrilha contra forças regulares.

Estágios de mergulho[editar | editar código-fonte]

Estágio de Mergulho Básico[editar | editar código-fonte]

Neste estágio, os militares comandos ou forças especiais, aprendem as técnicas básicas de mergulho e são habilitados a executarem missões simples de resgates e buscas de pessoal e material, além de servir de pré-requisito para o Estágio de Mergulhador de Combate.

Estágio de Mergulhador de Combate[editar | editar código-fonte]

Neste estágio, os militares comandos ou forças especiais do 1º Batalhão de Forças Especiais são habilitados a realizarem operações de sabotagens, de destruição e de reconhecimento com o emprego do equipamento de mergulho de circuito fechado de oxigênio.

Lema[editar | editar código-fonte]

  • 1º Batalhão de Forças Especiais

"Qualquer missão, em qualquer lugar, a qualquer hora, de qualquer maneira."

Canção[editar | editar código-fonte]

  • Canção das Forças Especiais:
Cquote1.svg Em resposta ao clamor do dever

Abandono meu lar meu amor

O convívio sagrado da prole

Repudiando o conforto e o prazer.

A distância, a saudade e a dor,

Me transformam em lobo feroz,

Rosto negro, olhar de rapina,

Braço armado que lança o terror.

Quando a luta cerrar os seus punhos

Exigindo o sangue do audaz

Quando o medo atingir o mais forte

Misturando o pavor com a morte

Vai erguer-se um guerreiro do chão

Destemido, treinado e leal

Vai buscar a vitória final

E lutar pelo seu batalhão

O silêncio das noites escuras

Nos garanten sigilo total,

O sabre rubro revela a bravura

Inerente ao guerreiro especial,

As batalhas de Dias Cardoso

Líder nato, imortal varonil

Fazem-nos orgulhosos soldados, (Rhum! Rhum! Há!)

das Forças Especiais do Brasil

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Letra de Hélcio Bruno de Almeida e música de Benedito Ferraz de Oliveira

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]