Abade de Jazente

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Brutos penhascos, rústicas montanhas, Medonhos bosques, hórrida maleza, Que me vedes, coberto de tristeza, Saudoso habitador destas campanhas.

Para me suavizar mágoas tamanhas, Alteremos um pouco a Natureza; Civilize meu mal vossa dureza, Barbarizai-me vós estas entranhas.

Meu pranto vos comova algum afecto De branda compaixão; pois da impiedade Encontra sempre em vós um duro objecto.(…)

Abade de Jazente - Soneto

Paulino António Cabral (Amarante, 6 de Maio de 171920 de Novembro de 1789), melhor conhecido por Abade de Jazente, foi um poeta português. Estudou Direito Canónico em Coimbra a partir de 1735 e licenciou-se em 1741. Foi nomeado abade de Jazente em 1752. Além de religioso, escreveu poesias.[1]

É personagem do romance histórico Um motim de há cem anos, de Arnaldo Gama.

[editar] Obras

  • Poesias de Paulino Cabral de Vasconcelos, Abade de Jazente, vol. I (Porto, 1786);
  • Poesias de Paulino António Cabral, vol. II (Porto, 1787).

[editar] Bibliografia

Balbino de Carvalho, Paulino António Amaral (Um poeta amarantino do século XVIII), Martins & Irmão Lda., Porto, 1955

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Referências

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