Abadia da Dormição

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Abadia da Dormição
Abadia da Dormição
Abadia da Dormição
Local Monte Sião
Região Fora das muralhas da Cidade Antiga, em Jerusalém
País Israel
Coordenadas
Religião Igreja Católica (Ordem de São Bento


Arquiteto Theodor Sandel
Início da construção 7 de outubro de 1900
Fim da construção 10 de abril de 1910
Página web Site oficial

Abadia da Dormição é uma abadia e o nome de uma comunidade beneditina em Jerusalém, no Monte Sião do lado exterior das muralhas da Cidade Antiga, próxima a Porta de Sião.

Entre 1998 e 2006, a comunidade ficou conhecida como Abadia Hagia Maria de Sião da Virgem Maria, uma referência à Basílica de Hagia Maria Sion que antigamente ficava no local, mas voltou ao nome original durante as celebrações de seu centésimo aniversário em 2006. Hagia Maria Sion agora é o nome da fundação que sustenta os edifícios, a comunidade e o trabalho acadêmico da abadia.

Local e os edifícios[editar | editar código-fonte]

Durante sua visita a Jerusalém em 1898 para a dedicação da Igreja do Redentor (luterana), o kaiser Guilherme II comprou este pedaço de terra no Monte Sião por 120 000 marcos de ouro do sultão Abdul Hamid II e o presenteou para a "União Germânica da Terra Santa" ("Deutscher Verein vom Heiligen Lande").

De acordo com a tradição local, foi neste local, próximo ao local da Última Ceia, que a Virgem Maria morreu. Na ortodoxia e no catolicismo, e também na linguagem da Bíblia, a "morte" é geralmente chamada de "sono" ou "dormição", e este foi daí que surgiu o nome original do mosteiro, sendo que a igreja foi chamada de Basílica da Assunção (ou Basílica da Dormição).

O arquiteto e gerente predial da Diocese de Colônia Heinrich Renard (1868–1928) investigou o local em 1899 e descobriu restos de uma igreja bizantina chamada "Hagia Sion" e também de outras igrejas. Ligado ao tema está a tese de Bargil Pixner sobre uma Igreja de Sião, Jerusalém, pré-cruzadas. A direção da construção foi de Theodor Sandel, um membro da Sociedade do Templo e um morador de Jerusalém. A pedra angular foi colocada em 7 de outubro de 1900 e a construção terminou em apenas dez anos; a basílica foi dedicada em 10 de abril de 1910 pelo patriarca latino de Jerusalém.

Comunidade beneditina[editar | editar código-fonte]

Os primeiros monges já haviam sido enviados para Jerusalém em 1906 vindos da Abadia de Beuron na Alemanha. Eles foram internados pela primeira vez entre 1918 e 1921, depois do final da Grande Guerra. Em 1926, o mosteiro foi elevado ao status de abadia dentro da Congregação de Beuron. Entre 1939 e 1945, os monges alemães foram internados pela segunda vez e, então, pela terceira como resultado da Guerra árabe-israelense de 1948 (1947-1949). A abadia estava localizada em território controlado pelos israelenses em Monte Sião, diretamente de frente para o território controlado pelos jordanos dentro da cidade murada.

Em 1951, a abadia se separou da Congregação de Beuron e foi colocada sob a supervisão direta do Abade-primaz da Ordem dos Beneditinos em Roma.

A comunidade elegeu seu primeiro abade em 1979.

Arquitetura[editar | editar código-fonte]

A presente igreja é um edifício circular com diversos nichos contendo altares e um coro. Duas escadas espirais levam à cripta, o local onde se acredita que ocorreu a Dormição da Virgem Maria, e também ao órgão e à galeria, de onde duas das quatro torres da igreja podem ser alcançadas.

Por respeito ao vizinho local sagrado muçulmano de Nebi Daud ("túmulo de David"), que atualmente ocupa o edifício onde tradicionalmente se acredita que a Última Ceia se realizou (o "cenáculo"), a torre com o sino foi construída a uma distância suficiente para que sua sobra jamais chegue a Nebi Daud. Por isso, não é possível chegar até ela por dentro da igreja.

Trabalhos acadêmicos[editar | editar código-fonte]

Desde 1973, a abadia tem sediado um ano de estudo ecumênico para estudantes de teologia da Alemanha, Áustria e Suíça com desempenho excepcional. O currículo abrange estudos bíblicos, temas ortodoxos, judaicos e islâmicos.

Ataques[editar | editar código-fonte]

Em outubro de 2012 e novamente em maio e junho de 2013, a abadia foi vandalizada por grafites de insultos anti-cristãos em hebraico. As ofensas, como "Jesus, filho da p..., vendido" comparava cristãos a macacos e clamava por vingança contra Jesus. Dois carros também foram pichados com palavrões e tiveram seus pneus furados. Um dos portões do cemitério grego-ortodoxo vizinho também foi vandalizado[1] [2] .

Galeria[editar | editar código-fonte]


Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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