Abadia de Pannonhalma

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Pix.gif Abadia Beneditina Milenar de Pannonhalma e seu Ambiente Natural *
Welterbe.svg
Património Mundial da UNESCO

Pannonhalma - Bencés apátság.jpg
Abadia de Pannonhalma
País  Hungria
Tipo Cultural
Critérios iv, vi
Referência 758
Região** Europa e América do Norte
Coordenadas 47° 33′ N 17° 47′ E
Histórico de inscrição
Inscrição 1996  (20ª sessão)
* Nome como inscrito na lista do Património Mundial.
** Região, segundo a classificação pela UNESCO.

A Abadia de Pannonhalma (em latim: Abbatia Territorialis Sancti Martini in Monte Pannoniae) é o monumento mais notável de Pannonhalma e um dos mais antigos de toda a Hungria, fundada em 996. Localizada perto da cidade, no topo de uma colina (282m). Acredita-se que Martinho de Tours nasceu aos pés desta colina, daí seu nome, Monte de São Martinho (em húngaro: Márton-hegy), de onde o mosteiro ocasionalmente pegou emprestado o nome de Márton-hegyi Apátság.

Este local maginífico é composto de uma basílica com uma cripta (construída no Século XIII), claustros, uma biblioteca gigantesca com 360.000 volumes, o refeitório barroco e a coleção da abadia (a segunda maior do país).

Hoje, possui cerca de 50 monges vivendo no mosteiro. A abadia ainda possui uma escola para garotos, da Ordem Beneditina.

História[editar | editar código-fonte]

Foi funfada como o primeiro mosteiro beneditino húngaro em 996 pelo Príncipe Géza, que designou este local como de assentamento para os monges, e depois se tornou centro da Ordem Beneditina. O mosteiro foi construído em honra a São Martinho de Tours. O filho de Géza, Estêvão I da Hungria concedeu terras e privilégios ao mosteiros. Astrik (Anastasius) serviu como o primeiro abade.

O documento mais velho em húngaro, a Carta da Abadia Beneditina de Tihany, datando de 1055, ainda está preservado na biblioteca. As primeiras construções da comunidade foram destruídas em 1137, depois reconstruídas. Os pilares da basílica e a abóbada gótica foram construídas no começo do Século XIII, usando as paredes da antiga igreja. Em 1486 a abadia foi reconstruída sob o reinado de Matias I da Hungria no estilo gótico.

O mosteiro tornou-se uma abadia em 1541 e como resultado de incursões Otomanas na Europa nos s[eculos XVI e XVII, ela foi fortificada. Por um século e meio foi ocupada pelo Império Otomano, e os monges tiveram que abandonar a abadia por alguns períodos. Somente depois do término desta ocupação que a abadia começou a ser reconstruída. Durante a época do abade Benedek Sajghó, uma construção no estilo barroco começou no mosteiro.

Nos Séculos XVII e XVIII, os ricos adornos barrocos e extensões foram adicionadas ao complexo e muito de sua fachada atual data desta época. A abadia recebeu a sua atual forma em 1832, com a biblioteca e a torre, que foi construída no estilo clássico. No Século XVIII, a era do Iluminismo também influenciou a vida nos mosteiros. Na década de 1860 Ferenc Storno foi responsável por grandes renovações, principalmente na basílica.

A Hungria tronou-se um estado comunista em 1945 e, em 1950 as propriedades da Ordem e as escolas mantida pelos Beneditinos foram confiscadas pelo Estado e não foram devolvidas até o fim do comunismo na Hungria. Em 1995 o complexo foi inteiramente reconstruído e renovado. Em 1996 a Abadia foi incluída como Patrimônio Mundial da UNESCO

Lista de abades[editar | editar código-fonte]

  • Astrik 997-1015
  • Rasia 1015-1036
  • Mór 1036-10??
  • ... 10??-1091
  • Péter 1091-1103
  • ... 1103-1124
  • Deda 1124-1131
  • Dávid 1131-1150
  • Rafael 1151-1175
  • Rajnald 1175-1180
  • Simili 1180-1189
  • Péter 1189-1192
  • Bálazs 1192-1198
  • János 1198-1201
  • ... 1201-1207
  • Uros 1207-1241
  • ... 1241-1249
  • Salamon 1249-1252
  • Favus 1252-1262
  • Bonifác 1263-1288
  • Herman 1288-1300
  • Miklós I 1300-1306
  • Imre(Henrik) 1306-1307
  • Jakab 1307-1308
  • János 1308-1309
  • László 1309-1311
  • Miklós II 1312-1318
  • Miklós III 1319-1333
  • Hammer Vilmos 1333-1354
  • Szigfrid 1355-1365
  • László Czudar 1365-1372
  • Domonkos 1372-1377
  • László Piaszt der Weiße 1377-1379
  • István 1380-1398
  • Miklós Ferenc Marczali Dózsa 1399-1404
  • János Albeni 1404-1406
  • Konrád Ovári 1406-1408
  • János Kropidló 1408-1421
  • Miklós Dobói 1422-1438
  • László Héderváry 1439-1447
  • Tamás Döbrentei 1447-1467
  • János Vitéz 1467-1472
  • Mátyás Király 1472-1490
  • Tamás Bakóc 1490-1492
  • László Király 1493-1500
  • Mátyás Tolnai 1500-1535
  • Mihály Giöry 1535-1542
  • Ferenc Bedegi Nyáry 1543-1547
  • János Csanády 1548-1556
  • László Martonfalvi 1556-1562
  • Péter Bocsi Thorday 1563-1566
  • István Fejérkövy 1567-1593
  • ... 1593-1638
  • Mátyás Pálffy 1638-1646
  • Placid Magger 1647-1667
  • ... 1667-1689
  • Placid Lendvay 1689-1699
  • Egyed Karner 1699-1708
  • ... 1708-1722
  • Benedek Sajghó 1722-1768
  • Sámuel Vajda 1768-1795
  • Dániel Somogyi 1795-1801
  • ... 1801-1829
  • Mór Czinár 1829-1841
  • Mihály Rimely 1842-1865
  • Krizosztom Károly Kruesz 1865-1885
  • ... 1885-1892
  • Lipót Fehér 1892-1910
  • Tibor Hajdu 1910-1918
  • ... 1918-1920
  • Remig Bárdos 1920-1932
  • Krizosztom Ferenc Kelemen 1933-1950
  • Pál Sárközy 1951-1957
  • Norbert Béla Legányi 1957-1969
  • ... 1969-1973
  • András Jószef Szennay 1973-1991
  • Imre Asztrik Várszegi 1991-


Eventos[editar | editar código-fonte]

Pannonhalma foi visitada, entre outros mais, pelo Patriarca Aleixo II de Moscou em 1994, Papa João Paulo II em 1996, Patriarca Bartolomeu I de Constantinopla e pelo Dalai Lama em 2000. Em 2005, a Princesa Estefânia da Bélgica morreu aqui e seus restos foram enterrados na abadia em 1945.

Em julho de 2001, o ex-príncipe Otto do Império Austro-Húngaro, Otto de Habsburgo teve seu coração enterrado na abadia.[1]

Em 2005, a um filme foi feito sobre o abade Astrik, intitulado A közvetítő (O Mediador).

O complexo[editar | editar código-fonte]

Basílica e cripta[editar | editar código-fonte]

A igreja atual de Pannonhalma, uma construção de estilo gótico, começou a ser feita no Século XIII durante o reinado de Abbot Uros e foi consagrada em 1224. Descobertas arqueológicas recentes no sobressolo da porção leste da basílica datam do Século XI A porção mais velha da basílica é a parede da porção sul. Datando do Século XII, é um remanescente da segunda igreja, consagrada em 1137 durante o reinado do Abade Dávid.

Durante algumas excavações dois pórticos foram encontrados na sacristia. Um destes, presume-se, que seja a entrada norte escavações da igreja do abade Dávid, enquanto a outra era do abade Uros. Encontrado também entre o altar e o santuário existia uma tumba, provavelmente do abade Uros.


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Ligações externas[editar | editar código-fonte]


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