Afrika Korps

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Deutsches Afrikakorps
Afrika Korps emblem.svg
Emblema da Deutsches Afrikakorps
País  Alemanha
Subordinação  Deutsches Heer
Missão Força expedicionária
Criação 14 de fevereiro de 1941
Extinção 12 de maio de 1943
História
Guerras/batalhas Segunda Guerra Mundial
Cerco de Tobruk
Batalha de Gazala
Batalha de El Alamein
Logística
Efetivo Corpo de exército
Comando
Comandantes
notáveis
Erwin Rommel

O Deutsches Afrikakorps (ou simplesmente Afrika Korps[1] ou DAKLoudspeaker.svg? ouvir) é o conjunto das forças da Alemanha na Líbia durante a Campanha do Norte da África na Segunda Guerra Mundial. Foi formado a 19 de fevereiro de 1941, após o OKW (Comando das Forças Armadas) ter decidido enviar uma força expedicionária para ajudar o exército italiano, que tinha sido alvo da contra-ofensiva britânica, a Operação Compasso. A força expedicionária alemã, comandada por Erwin Rommel, no início consistia do 5º Regimento Panzer e de várias outras pequenas unidades.

Comandantes[editar | editar código-fonte]

  • Generalfeldmarschall Erwin Rommel (14 fevereiro 1941 - 15 agosto 1941)
  • Generalleutnant Ferdinand Schaal (15 agosto 1941 - 1 Setembro 1941)
  • General der Panzertruppen Philipp Müller-Gebhard (1 Setembro 1941 - 15 Setembro 1941)
  • General der Panzertruppen Ludwig Crüwell (15 Setembro 1941 - 9 março 1942)
  • General der Panzertruppen Walther Nehring (9 março 1942 - 19 março 1942)
  • General der Panzertruppen Ludwig Crüwell (19 março 1942 - 29 maio 1942)
  • General der Panzertruppen Walther Nehring (29 maio 1942 - 31 agosto 1942)
  • Generalleutnant Fritz Bayerlein (31 agosto 1942 - 1 Setembro 1942)
  • General der Panzertruppen Gustav von Värst (1 Setembro 1942 - 2 Setembro 1942)
  • General der Panzertruppen Wilhelm Ritter von Thoma (2 Setembro 1942 - 13 novembro 1942)
  • General der Panzertruppen Gustav Fehn (13 novembro 1942 - 15 janeiro 1943)
  • General der Panzertruppen Hans Cramer (28 fevereiro 1943 - 16 maio 1943)

A filosofia central de Rommel era atacar primeiro, com rapidez, mobilidade, surpreendendo e desorientando o inimigo. Devido as características da guerra no deserto, o avanço de grandes distâncias, empurrando o inimigo para trás de suas linhas, era possível, utilizando-se da surpresa e do poder de fogo concentrado. O calcanhar de Aquiles era a logística de suprimentos, extremamente dificultada, já que os italianos, responsáveis pelo abastecimento das tropas, tinham que atravessar o mediterrâneo com seus navios para abastecer as tropas do Afrikakorps, e para dificultar ainda mais a operação logística, os desembarques de suprimentos e combustíveis ocorriam em Benghazi ou Trípoli, tendo que percorrer longas distâncias em caminhões até a frente de batalha, mesmo tendo sido conquistados Tobruk e Mersa Matruh, posições mais avançadas. Algum reabastecimento de combustível via aérea foi feito pela Luftwaffe, mas em geral inexpressivo, pois esta também não vivia seus melhores momentos. Também a frente africana não era a prioridade do alto comando alemão, portanto não foram realizados os maiores esforços no sentido de atender as necessidades dessa frente.

Soldado alemão em campanha no Norte da África.

Algumas unidades se tornaram notáveis em combate, incluindo a 15 ª Divisão, 21 ª Divisão Panzer, divisão inicialmente criada como uma divisão de infantaria e, lentamente, atualizada para uma divisão totalmente motorizada. A seguir foi redefinida como 90ª Divisão Ligeira Afrika. Outras como 164ª Divisão Ligeira Afrika, a 999ª Divisão Ligeira Afrika, e também a 334ª Divisão de Infantaria, e da Brigada Luftwaffenjäger-1 ou Fallschirmjäger-Ramcke Ramcke Parachute Brigade (Brigada de Paraquedistas Ramcke, em homenagem a seu comandante Hermann-Bernhard_Ramcke). Havia também oito divisões italianas (das dez divisões italianas no norte da África), sob o comando de Rommel no Exército Panzer Afrika, incluindo duas divisões blindadas, duas divisões motorizadas, três divisões de infantaria, e a Divisão de Paraquedistas Folgore[2]

Partindo de Trípoli, o Afrikakorps correu a costa do norte da Africa, derrotando os ingleses, passando pela Cirenaica, Gazala, Tobruk, indo em direção ao Egito, onde pretendia tomar posse de fontes combustíveis que ajudariam o Afrikakorps a manter seus tanques rodando. A essa altura, os ingleses vinham reestruturando suas forças no Egito, visando um contra ataque. Essa reestruturação deveu-se principalmente ao plano de arrendamento fechado com os Estados Unidos, conseguido com muito tato por Winston Churchill, onde o general Bernard Montgomery começa a receber muitos Sherman´s e todo tipo de material bélico e suprimentos. Passamos já da metade de 1942]. A virada Britânica deu-se em El Alamein, onde os combustíveis do Afrikakorps praticamente acabam, e a ofensiva passa a ser dos ingleses. Começa então o caminho de volta para o Afrikakorps, sem que este tivesse tido autorização de Adolf Hitler para reorganizar atrás das linhas (a famosa ordem do Führer - Vitória ou morte) até a rendição do que sobrou do exército de Rommel em Medjez el Bab, em maio de 1943. Rommel encontrava-se já evacuado do teatro africano, em fevereiro de 1943, internado em um hospital na Alemanha.

Em 7 de abril de 1943, ao final dos combates, o destino e a história registaria um fato que tentaria mudar o destino da Segunda Guerra Mundial. Um caça-bombardeiro inglês, mergulha e atinge carro do tenente-coronel Claus Schenk Graf von Stauffenberg, que comandava uma retirada. O mesmo tomba gravemente ferido, sendo socorrido imediatamente por um carro-hospital que acompanhava a retirada. Os homens da Blindada 90 (Regimento de Artilharia Blindada 90), o acompanharam sem saber que aquele homem posteriormente uniria-se à resistência alemã e entraria para a história.[3]

Capitulação[editar | editar código-fonte]

Na tarde de 12 de maio o general von Arnim, Comandante-chefe do Afrika Korps ofereceu ao inimigo a capitulação do Grupo de Exércitos e do Afrika Korps. O general Cramer enviou sua última mensagem:

Ao Comando Superior da Wermacht. Munições atiradas até ao fim, armas e equipamentos destruídos. o Afrika Korps, de acordo com as ordens lutou até ao final. O Afrika Korps deverá renascer. Assinado Cramer.

Em 12 de maio às 18:00 a 90ª Ligeira capitulou. Em 13 de maio às 11:00 a 164ª Divisão Ligeira Afrika depôs as armas. Ao final, 130.000 soldados alemães foram aprisionados, 18.594 ficaram para trás enterrados no Egito, na Líbia e na Tunísia, mais de 3.400 desaparecidos. O número de alemães que findaram seus dias, quer durante voos sobre o Mediterrâneo, quer no fundo do mar ainda é desconhecido. As autoridades italianas indicam uma cifra de 13.748 mortos, destes somam-se 8.821 desaparecidos

Rendeu-se aos aliados em 12 de maio de 1943, nos arredores de Túnis, na atual Tunísia, 773 dias após o início da ofensiva que colocou a forças aliadas no Norte da África de joelhos, capitulava o lendário Afrika Corps.

Notas e referências

  1. Afrika Korps é derivado do nome original em alemão escrito corretamente em uma palavra. Estritamente falando, o termo se refere à formação inicial que, embora não difundido, tornou-se parte da pronúncia intermediária entre o alemão e italiano, no Norte de África. No entanto, muitas vezes é utilizada pela mídia e veteranos soldados aliados como um definição para todas as unidades alemãs no norte da África
  2. Esta divisão paraquedista (185ª Divisione Paracadutisti Folgore), pertencia ao Exército Italiano, operando de 1941 a 1943, tendo seu grande destaque na Batalha de El Alamein, no Egito. O contingente havia sido criado para a operação da invasão de Malta, no entanto foi deslocada para a África do Norte, para apoiar o Exército Alemão. Na Batalha de El Alamein, foi sacrificada para permitir a retiradas das Divisões Panzer, estes resistiriam até o final da batalha, sendo inclusive elogiados por Churchill na Câmara dos Comuns em 21 de novembro de 1942: "Devemos todos nos curvar frente àqueles últimos, que foram os leões da Divisão Folgore" África Korps; Carrel, Paul; Editora Flamboyant, 1964.
  3. África Korps; Carrel, Paul; Editora Flamboyant, 1964, pag 422

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • África Korps; Carrel, Paul; Editora Flamboyant, 1964.
  • Memórias de Rommel, 4° edição; Rommel, Erwin; Editora Aster Lisboa.
  • Coleção 70º Aniversário da Segunda Guerra Mundial - Fascículo 18, Abril Coleções 2009

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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