Aglutinação

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Merge-arrow 2.svg
Este artigo ou secção deverá ser fundido com Composição (linguística). (desde fevereiro de 2014)
(por favor crie o espaço de discussão sobre essa fusão e justifique o motivo aqui; não é necessário criar o espaço em ambas as páginas, crie-o somente uma vez. Perceba que para casos antigos é provável que já haja uma discussão acontecendo na página de discussão de um dos artigos. Verifique ambas (1, 2) e não esqueça de levar toda a discussão quando levar o caso para a central.).
Question book.svg
Este artigo não cita fontes fiáveis e independentes. (desde dezembro de 2013). Por favor, adicione referências e insira-as corretamente no texto ou no rodapé. Conteúdo sem fontes poderá ser removido.
Encontre fontes: Google (notícias, livros e acadêmico)

De acordo com a classificação do começo do século XIX, feita pelo estudioso alemão Wilhelm von Humboldt, em linguística, aglutinação é o processo morfológico de adição de afixos ao Radical de uma palavra. Línguas que usam aglutinação são amplamente denominadas Línguas Aglutinantes. Estas línguas são frequentemente contrastadas com as Línguas Fusionais e as Línguas Analíticas. Entretanto, ambas as línguas fusional e analítica, podem fazer uso de aglutinação em seus constructos mais usados, inclusive de forma intensa em certos contextos, como derivação de palavras. É o caso do Português, que é uma língua analítica, mas possui várias palavras de forma aglutinada formando palavras tais como "en + gaiola + ar" (derivação parassintética).

Sufixos aglutinantes são ostensivamente inseridos ao invés de ligações silábicas, por exemplo, por adição de uma consoante a coda como em Português céu — céus. Falantes nativos de línguas fortemente aglutinantes sem treinamento em linguística não costumam conseguir visualizar a quebra de uma palavra aglutinada de seu idioma em seus componentes. Línguas Aglutinantes também têm grande quantidade de termos enclíticos, também, que podem ser separados do radical pelos falantes no uso diário.

Exemplos de línguas aglutinantes[editar | editar código-fonte]

Exemplos de línguas aglutinantes europeias são as línguas fino-ugrianas, tais quais o Finlandês, Estoniano e Húngaro. Estas possuem expressões altamente aglutinadas no uso diário e a maioria das palavras são, no mínimo, bissílabas. Informação gramatical expressa pela preposição em línguas indo-europeias são tipicamente encontradas em sufixos. Por exemplo: a palavra finlandesa talo•ssa•ni•kin significa "na minha casa, também". Derivações podem ser também bastante complicadas. Por exemplo: o finlandês epä•järje•st•el•mä•lli•s•yys tem o radical järki "logos" e consiste de negative -"logos"-causal-frequentativo-nominal-adesivo-"relativo a"-"propriedade", e significa "a propriedade de ser assistemático", "assistematicalidade". As palavras costumam ter várias alterações no infinitivo: portanto, o Finlandês não é melhor exemplo para uma língua aglutinante.

A aglutinação é usada de forma intensa nas línguas de alguns povos nativos americanos, como no Inuktitut, onde uma palavra pode conter morfemas suficientes para expressar significados de coisas que seriam sentenças complexas em outras línguas.

O Japonês é também uma língua aglutinante, adicionando informações tais como negação, voz passiva, tempo pretérito, grau honorífico e causalidade na forma verbal. Exemplos comuns seriam 働かせられたら hatarak•ase•rare•tara "Se ele(a) tivesse vindo ao trabalho..." e 食べたくなかった tabe•ta•ku•na•katta "(Eu) Não quis comer".

O Coreano é também aglutinante, adicionando as mesmas informações que o japonês. Exemplos comuns: 먹고 싶지 않았다 mok go sip ji aan aat da "(Eu) Não quis comer".

O Turco é outra língua aglutinante: a expressão Avustralya•lı•laş•tır•a•ma•dık•lar•ımız•dan mı•sınız? é pronunciada como uma só palavra em Turco, mas pode ser traduzida em Português como "Você é um daqueles que não pudemos fazer tornar-se Australiano?".

Aglutinações extremas[editar | editar código-fonte]

É possível construir exemplos artificiais extremos de aglutinação que não possuem real uso, mas ilustram a capacidade teórica da gramática aglutinante. Não é uma questão de palavras longas, já que algumas línguas permitem combinações limitadas com palavras compostas, clíticos negativos ou afins, que podem ser(e são) expressos com uma estrutura analítica no uso prático.

A língua inglesa, não possuindo aglutinação inflexiva, pode apenas usar aglutinação derivativa latina, com em e.g.. "anti•dis•establish•ment•arian•ism". Línguas aglutinantes frequentemente possuem alglutinações derivativas mais complexas que as de línguas analíticas, de modo que, elas podem fazer o mesmo de maneira bem mais extensa. Por exemplo em húngaro, um palavra el•nem•zet•i•etlen•ít•het•et•len•ség•nek, que significa "para [propósitos de] des-denacionalizacionabilidade" pode ter real uso.. Usando aglutinação inflexional, isto pode ser estendido. Por exemplo, o recorde oficial mundial no Guinness é finlandês epäjärjestelmällistyttämättömyydellänsäkäänköhän "Imagino se ele pode também ... com sua capacidade de não causar coisas ser assistemático". A palavra possui a palavra derivada epä•järje•st•el•mä•llis•tyttä•mä•ttö•m•yys como radical e é estendida com acréscimos sufixos -llä•nsä•kään•kö•hän. Contudo, é palavra é gramaticalmente inusitada pois -kään "também" é usada apenas em clausulas negativas, -kö (questão) apenas em clausulas interrogativas.

Ver também[editar | editar código-fonte]