Alexis Jordan

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Claude Thomas Alexis Jordan (Lyon 29 de outubro de 1814 — Lyon, 7 de fevereiro de 1897) foi um botânico francês.

Escola jordaniana[editar | editar código-fonte]

Em 1845, integrou a Sociedade Linneana de Lyon e iniciou seus estudos em entomologia, em companhia de Antoine Casimir Marguerite Eugène Foudras (1783-1859). Foi colega de mutos fundadores da Sociedade Linneana, em especial de Clémence Lortet (1772-1835), Jean Juste Noël Antoine Aunier (1781?-1859), Jean-Baptiste Balbis (1765-1831), Georges Roffavier (1775-1866), Nicolas Charles Seringe (1776-1858) e Marc Antoine Timeroy (1793-1856). Este último, estudando minusiosamente espécimes da região de Lyon, descobre novas espécies que indica para a confirmação de Jordan. Estas novas espécies interessam ao jovem Jordam, que anota com cuidado as características de cada espécie e compara com os indivíduos de outras espécies. Deste modo, reconhece numerosas novas espécies, que antes eram consideradas como simples variedades.

Este novo método analítico originou a chamada "Escola jordaniana" que levou seus adeptos a descrever as espécies segundo diferenças de características cada vez mais tênues, até verificando experimentalmente que não se hibridizavam entre elas. Deste modo, Alexis Jordan reconheceu, com seu colaborador Pierre Jules Fourreau (1844-1871), aproximadamente 200 espécies de 'Erophilas; que suscitou as críticas mais severas. O seu método foi largamente reprisado pelo malacologista Arnould Locard (1841-1904) para os moluscos continentais que, da mesma maneira, produziram reações desfavoráveis. As 1685 espécies biológicas de Alexis Jordan foram cognominadas de "jordanias" por Georges Coutagne (1854-1928) e "jordanianas" por Johannes Paulus Lotsy (1867-1931).

Herbário[editar | editar código-fonte]

Seu herbário foi considerado um dos maiores da Europa na sua época. Durante 40 anos, de 1836 a 1877, ele percorreu a França ( principalmente os Alpes e a Provença ) recolhendo espécimes, e recebeu "exsiccatas" ( espécimes secos ) de aproximadamente 200 botânicos , entre os quais figuravam Eugène Bourgeau (1813-1877) (de 1845 a 1875), Elisée Reverchon (de 1866 a 1897), Benedict Balansa (1825-1892) (de 1852 a 1867) e Theodor Heinrich Hermann von Heldreich (1822-1902) (de 1848 a 1892). Além das suas coleções de plantas secas, reuniu uma vasta coleção de plantas vivas que foram cultivadas num jardim experimental sob a responsabilidade do seu fiel colaborador, chefe de culturas, Joseph Victor Viviand-Morel (1843-1915), redator e chefe da "Lyon horticole". Alexis Jordan cultivou com a ajuda do seu chefe de cultura milhares de espécies vegetais durante 50 anos, com a finalidade de demonstrar, de maneira experimental, que espécies cultivadas próximas não hibridavam entre si porque pertenciam a espécies diferentes.

Espécies dedicadas à Alexis Jordan[editar | editar código-fonte]

Thalictrum jordani Fr. Schultz, 1847

Centaurea jordaniana Gr. God., 1849

Viola jordani Hanry, 1853

Rosa jordani Désègl.

Asperula jordani Per. & Song.

Obras[editar | editar código-fonte]

  • 1845-1849. Observações sobre as várias plantas novas, raras ou críticas da França. Annales de la Société linnéenne de Lyon, 1ª e 2ª série. Lyon.
  • 1850-1855. Anotações sobre diversas espécies e sobre várias plantas novas. Archives de la Flore de France et d'Allemagne, 1850 : 159-165 ; 1851, p. 191 ; 1854 : 304-325 ; 1855 : 340-348.
  • 1855-1861. Anotações sobre várias plantas novas e outras. Annotations de la Flore de France et d'Allemagne, 1855 : 12-33 ; 1856 : 43-50 ; 1858 : 123-124, 128-131 ; 1859 : 171-175 ; 1861 : 227-232.
  • 1866-1868. Breviarium plantarum novarum sive specierum in horto plerumque cultura recognitarum descriptio contracta ulterius amplianda. Paris, F. Savy, 137 p. [ em colaboração com Jules Fourreau].
  • 1866-1903. Icones ad Floram Europae novo fundamento instaurandam spectantes. Paris, F. Savy, 3 vol., 501 pl. [em colaboração com Jules Fourreau].
  • 1852. Pugillus plantarum novarum, praesertim gallicarum. Académie de Lyon, Paris, 148 p.
  • 1852. Origem de várias espécies ou variedades de árvores frutíferas. Académie de Lyon, Paris, 97 p.
  • 1858. Descrição de algumas tulipas novas. Annales de la Société linnéenne de Lyon, 2ª série, 5 : 9-14. Lyon.
  • 1860 e 1864. Annales de la Société linnéenne de Lyon, 355 p.
  • 1873. Annales de la Société linnéenne de Lyon, 2ª série, 20 : 195-213. Lyon.

Referências[editar | editar código-fonte]

  • Bange C., 1993. J.V. Viviand-Morel, collaborateur et témoin d'Alexis Jordan. Bulletin de la Société linnéenne de Lyon, 62 (10) : 350-362.
  • Bange C., 2004. Le botaniste Alexis Jordan (1814-1897) à la Société linnéenne de Lyon. Bulletin de la Société linnéenne de Lyon, 73 (1) : 7-24.
  • Magnin A., 1906. Prodrome d'une histoire des botanistes lyonnais. Annales de la Société linnéenne de Lyon, 2×10{{{1}}} série, 31-32, 140 p.
  • Roux C. & Colomb A. Alexis Jordan e sua obra botânica. Annales de la Société linnéenne de Lyon, 2×10{{{1}}} série, 54 : 181-258.

Ver também[editar | editar código-fonte]



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