Amalasunta

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Amalasunta
Regente dos ostrogodos
Representação de Amalasunta na Crônica de Nuremberga
Reinado 526 - 534
Marido Eutarico

Amalasunta (Amalasuntha, Amalasuentha, Amalaswintha, Amalasuintha, Amalswinthe ou Amalasontha; ca. 49530 de abril de 534 (ou 535)) foi regente dos ostrogodos [1] de 526 a 534.

Família[editar | editar código-fonte]

Casou-se em 515 com Eutarico (480-522), um nobre ostrogodo de antiga linhagem amali, que anteriormente vivia na Ibéria visigótica, filho de Viderico, neto de Berismundo e bisneto de Turismundo, rei dos ostrogodos por volta do ano 400.

Seu marido morreu, aparentemente no início de seu casamento, deixando-a com dois filhos, Atalarico e Matasunta (c. 517 - depois de 550), que se casou por volta de 550 com Germano.

Regência[editar | editar código-fonte]

Teodorico morreu em 526, sendo sucedido por seu neto Atalarico [1] , mas Amalasunta se tornou regente do reino.[1] Fortemente influenciada pela antiga cultura romana, ela deu à educação daquele filho uma direção muito mais refinada e literária do que seus súditos godos julgavam apropriado. Consciente de sua impopularidade, Amalasunta baniu e, posteriormente, condenou à morte três nobres góticos que ela havia suspeitado de plantar intrigas contra seu governo e, ao mesmo tempo, iniciou negociações com o imperador Justiniano I para que este a conduzisse, juntamente com seu tesouro, para Constantinopla, por segurança.

Morte[editar | editar código-fonte]

A ilha Martana no lago de Bolsena, onde Amalasunta foi confinada até sua morte

A morte de seu filho, em 534, pouco mudou o panorama geral. Agora rainha, Amalasunta fez de seu primo, Teodato, parceiro no trono (embora não, como chegou a ser sugerido, na condição de seu marido, já que ele tinha uma esposa ainda viva), com a intenção de fortalecer sua posição. Teodato era filho de Amalfrida, irmã de Teodorico.[2] A escolha, no entanto, não foi feliz, pois Teodato não era visto com afeição pelos godos. Amalasunta acabou presa, talvez por ordens ou com permissão do próprio Teodato, e encarcerada na ilha de Martana, no lago toscano de Bolsena, onde, na primavera de 534/535, ela foi assassinada durante um banho.

Representações na cultura[editar | editar código-fonte]

As cartas de Cassiodoro, principal ministro e conselheiro literário de Amalasunta, e as histórias de Procópio de Cesareia e Jordanes, são as principais fontes de informação sobre Amalasunta. Sua vida foi tema de uma tragédia, uma peça teatral de autoria do então jovem dramaturgo Carlo Goldoni, encenada em Milão pela primeira vez em 1733.

Referências

  1. a b c J. B. Bury, The Invasion of Europe by the Barbarians, Lecture 11, The Ostrogothic Conquest of Italy, The Overthrow of Odovacar in Italy [em linha]
  2. Segundo Jordanes, Amalfridam germanam suam [Theoderici] foi a mãe de Theodehadi qui postea rex fuit

Bibliografia[editar | editar código-fonte]