Arquipélago Gulag

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Arquipélago Gulag (em russo Архипелаг ГУЛАГ) é provavelmente a mais forte e a certamente a mais influente obra sobre como funcionavam os gulags (campos de concentração e de trabalho forçado na antiga União Soviética) nos tempos de Josef Stálin.

Escrito por Alexander Soljenítsin, o livro de cerca de 600 páginas é uma narrativa sobre factos que foram presenciados pelo autor, prisioneiro durante onze anos, em Kolima, num dos campos do arquipélago, e por duzentas e trinta e sete pessoas, que confiaram as suas cartas e relatos ao autor.

Aleksandr Solzhenitsyn em Vladivostok no verão de 1994.

Escrito entre 1958 a 1967, a obra foi publicada no ocidente no ano de 1973 e circulou clandestinamente na União Soviética, numa versão minúscula, escondida, até à sua publicação oficial no ano de 1989[2] .

"GULag" é um acrônimo em russo para o termo: "Direção Principal (ou Administração) dos Campos de Trabalho Corretivo" ("Glavnoye Upravleniye Ispravitelno-trudovykh Lagerey"), um nome burocrático para este sistema de campos de concentração.

O título original em russo do livro era "Arkhipelag GULag". A palavra arquipélago relaciona-se ao sistema de campos de trabalho forçado espalhados por toda a União Soviética como uma vasta corrente de ilhas, conhecidas apenas por quem fosse destinado a visitá-las.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações Externas[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Arquipélago de Gulag, Alexander Soljenítsin, p.11, vol. 1, Livraria Bertrand, 1975
  2. * Como chegou este Livro ao ocidente? (Sinais do Tempo, RTPN)