Banco Português de Negócios
Banco Português de Negócios é um banco privado de Portugal, criado em 1993, que actua no sector da banca de investimentos. Em 2008 foi incorporado ao Caixa Geral de Depósitos. O presidente actual e Miguel Galvão Teles. A sede central esta na Avenida António Augusto de Aguiar, Lisboa.[1]
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[editar] História
Recentemente viu-se envolvido num escândalo de crimes de fraude fiscal e branqueamento de capitais. Com a falta de liquidez, o banco foi nacionalizado, passando a incorporar o universo da Caixa Geral de Depósitos (CGD), um banco estatal.
Em 1993, a Soserfin e o Norcrédito, duas sociedades financeiras de investimentos sofrem uma fusão, originando o BPN. Quatro anos depois, Américo Amorim, na altura o maior accionista do banco, abandona a instituição. Em 2002, compra o banco Efisa e a corretora Fincor. Adquire igualmente o Banco Insular, de Cabo Verde, sem comunicar a sua aquisição ao Banco de Portugal que é o supervisor do sector em Portugal. Um ano depois, em 2003, inicia a sua operação no Brasil. Em 2005, 20% do seu capital é adquirido pelo Banco Africano de Investimento (BAI), uma instituição privada angolana. Dois anos mais tarde, em 2007, o Banco de Portugal solicita ao grupo Sociedade Lusa de Negócios/BPN a clarificação da sua composição acionista e a separação entre a sua área financeira, BPN e Real Seguros, e não financeira SLN Investimentos e Plêiade e Partinvest.[2].
[editar] Crimes fraude e branqueamento de capitais
Em Fevereiro de 2008, José Oliveira e Costa abandona a presidência do grupo, justificando a sua saída com motivos de saúde, sendo substituído interinamente pelo presidente do banco Efisa, Abdool Karim Vakil. Este levanta sérias duvidas[3] aos processos de gestão até então levados a cabo pelas anteriores entidades gestoras do grupo, solicitando às entidades competentes uma investigação. Foi igualmente neste mês que o BPN se viu envolvido em investigações no âmbito da Operação Furacão, um processo-crime que decorre desde 2005, investigando crimes de fraude fiscal e branqueamento de capitais e onde estão envolvidas várias instituições financeiras.
Em Junho de 2008, Miguel Cadilhe, antigo ministro das finanças do XI Governo Constitucional de Portugal chefiado por Cavaco Silva, e ex-administrador do Banco Comercial Português é escolhido para a presidência do Banco. Quatro meses após tomar posse, o então presidente denuncia publicamente vários crimes financeiros que alegadamente terão sido cometidos por altos funcionários de gestões anteriores, solicitando mais uma vez uma investigação profunda aos anteriores actos de gestão.
Já em Novembro do mesmo ano, o Banco vê-se em enormes dificuldades de liquidez, e o Governo procede à sua nacionalização, incorporando-o na Caixa Geral de Depósitos.
[editar] Privatização
Em consequência do memorando de entendimento que o XVIII Governo Constitucional de Portugal assinou com a Troika, o estado português comprometeu-se em vender o BPN até ao final de Julho de 2011[4]. Em 2011-07-20 foi anunciado que foram recebidas 4 propostas de compra do BPN, onde se incluem propostas do Banco BIC Português, Montepio e de um grupo de 15 investidores portugueses referido por Núcleo Estratégico de Investidores.[5][6] Em 31 de julho 2011 o Ministério das Finanças comunicou a venda por 40 milhoes de euros ao Banco BIC Português.[7]
[editar] Ver também
[editar] Referências
- ↑ BPN: Quem somos recuperado 1 de Agosto 2011
- ↑ Diário de Noticias: Acionistas mudaram a marca e o nome da SLN recuperado 1 de Junho 2010
- ↑ TSF: Abdul Vakil diz que se esforçou para responder às dúvidas do Banco de Portugal recuperado 16 de Janeiro 2009
- ↑ Governo tem de acabar com golden share e vender BPN até ao final da próxima semana. Público (2011-07-18).
- ↑ Há quatro propostas para comprar o BPN. Diário Económico (2011-07-20).
- ↑ BIC Portugal, Montepio e NEI entregaram propostas para compra do BPN. i online (2011-07-20).
- ↑ Diário de Noticias: Clientes do BPN preocupados com venda do banco ao BIC recuperado 1 de Agosto 2011