Caixa Geral de Depósitos
| Caixa Geral de Depósitos | |
|---|---|
| Sede da Caixa Geral de Depósitos, localizada em Lisboa. Projecto do arquitecto Arsénio Cordeiro. | |
| Fundação | 1876 |
| Sede | |
| Indústria | Banca |
| Página oficial | CGD |
Caixa Geral de Depósitos (CGD) é um banco público português.
Índice |
História [editar]
A Caixa Geral de Depósitos foi fundada a 10 de Abril de 1876, na dependência da Junta de Crédito Público, com a finalidade essencial de recolha de depósitos obrigatórios constituídos por imposição da lei ou dos tribunais. Em 1896 a CGD autonomizou-se da Junta de Crédito Público e sob a sua administração, são criadas a Caixa de Aposentações para trabalhadores assalariados e o Monte da Piedade Nacional, para realização de operações de crédito sobre penhores. Mais tarde em 1969 a Caixa até então serviço público sujeito às regras da Administração do Estado, assume o estatuto de empresa pública. Subsequentemente a sua actividade operacional foi alargada à banca de investimentos e de poupanças. Em 1988 constitui-se o grupo CGD com a tomada de participações maioritárias no Banco Nacional Ultramarino (BNU) e na Fidelidade que haviam sido transformadas em sociedades de capitais exclusivamente públicos.
No ano de 1993 o banco alterou a sua designação para CGD,S.A. quando se transformou numa empresa de capitais exclusivamente públicos assumindo as características de um banco universal.
Posteriormente o Grupo efectuou aquisições de bancos a nível internacional: na Espanha (Banco Luso Español, Banco de Extremadura e Banco Siméon, sendo que estes três bancos se fundiram numa única instituição, o Banco Caixa Geral), na África do Sul (Mercantile Lisbon Bank Holdings), em Moçambique (Banco Comercial de Investimento), Cabo Verde (Banco Interatlântico, SARL e Banco Comercial do Atlântico) e EUA (Crown Bank).
Em 2000 iniciou-se o processo de integração das estruturas comerciais e centrais da CGD e do BNU até que em 2001 ocorreu a fusão por incorporação do BNU na CGD tendo desaparecido esta marca, excepto em Macau, onde o BNU continua como banco universal, emissor de moeda e agente do tesouro. Nesse mesmo ano o banco deu início à estruturação das suas participações financeiras por áreas de negócio através da criação de holdings sectoriais. No ano de 2012 é oficialmente concluida a compra da corretora BANIF CVC, por parte da Caixa Bi. Tendo assim 100% dos poderes da antiga corretora do concorrente BANCO BANIF no Brasil.
Grupo CGD [editar]
Gestão de Activos
- Caixagest
- CGD Pensões
- FUNDIMO
- Caixa Gestão de Activos SGPS
Seguros
- Fidelidade Mundial
- Imperio Bonança
- Via Directa
- CARES - Companhia de Seguros e Assistência
- MULTICARE - Seguros de Saúde
- GARANTIA (Cabo Verde)
- Caixa Seguros SGPS
- Fidelidade Mundial SGII
Serviços Auxiliares
- CAIXATEC - Tecnologias de Comunicação
- CAIXANET - Telemática e Comunicações
- CULTURGEST
- IMOCAIXA
- SOGRUPO
Participações [editar]
Eis algumas participações do banco público:
- 15% na Zon Multimédia
- 5,1% na PT
- 5,25% na EDP
- 20% na REN
- 1,25% na Galp Energia
- 6,2% Banco Comercial Português (participação indirecta)1 2 3
Governamentalização do Banco Comercial Português [editar]
Segundo afirmações de Filipe Pinhal e Miguel Cadilhe este banco foi participante activo na governamentalização do BCP por intermédio do antigo presidente Carlos Santos Ferreira. 2 . O mesmo facto é alegado por grupo de jornalistas de referência.1 3 4 5
Referências
- ↑ a b Expresso (27-01-2009). Banca salva Berardo da falência.
- ↑ a b Semanário Sol (25-06-2010). Filipe Pinhal ao ataque.
- ↑ a b SIC Negócios da Semana (28-07-2010). Análise ao caso BCP.
- ↑ Jornal Correio da Manhã (16-02-2011). Cadilhe ataca CGD.
- ↑ Jornal de Negócios (22-06-2011). Campos e Cunha: CGD tem sido "um instrumento do Estado para entrar em guerras".