Beatriz de Portugal, Condessa de Alburquerque

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Beatriz de Portugal
Imagem de Beatriz de Portugal, Condessa de Alburquerque, na Genealogia dos Reis de Portugal.
Condessa de Alburquerque
Reinado 13731374
Sucessor Leonor, Rainha de Aragão
Cônjuge Sancho Afonso de Castela, Conde de Alburquerque
Descendência
Fernando Sánchez
Leonor, Rainha de Aragão
Casa Dinastia de Borgonha (por nascimento)
Anscáridas (por casamento)
Pai Pedro I de Portugal
Mãe Inês de Castro
Nascimento ca. 1347
Coimbra, Portugal
Morte 5 de julho de 1381 (34 anos)
Ledesma, Província de Salamanca, Castela e Leão, Espanha
Religião Catolicismo
Realeza Portuguesa
Casa de Borgonha
Descendência
PortugueseFlag1185.svg

Infanta Beatriz de Portugal (ca. 13475 de julho de 1381) era filha do Rei Pedro I de Portugal e de Inês de Castro, dama galega que chegou a Portugal como aia de Constança Manuel, recentemente casada com D. Pedro, príncipe herdeiro da coroa na altura.

Beatriz nasceu em Coimbra entre 1347 e 1351, não se sabendo ao certo o seu ano de nascimento. Tornou-se Condessa de Alburquerque ao casar-se com Sancho de Castela, filho do rei Afonso XI de Castela e sua amante Leonor de Gusmão. Faleceu em 1381.

Quanto à questão de Beatriz ter sido uma legítima Infanta de Portugal ou, tão-só, uma filha natural de Pedro I a quem o título de Infanta nunca deveria ter sido atribuído, a verdade é que após a morte de Inês de Castro, e de haver subido ao trono, D. Pedro I tudo fez para legitimar os filhos de ambos. E de tal maneira o conseguiu que, já sendo falecida Beatriz, João das Regras, nas Cortes de Coimbra de 1385, depois de ter demonstrado com documentos na mão que o Papa Inocêncio VI se recusara a legitimá-la e aos seus dois irmãos, disse o seguinte: Ora vedes aqui, sem mais acrescentar ou minguar, toda a história, como se passou, do casamento de dona Inês e legitimação de seus filhos, a qual eu quisera escusar por honra dos Infantes, posto que sejamos em tal passo; e entendo que isso fora melhor do que me fazerem publicar de praça e semear para sempre a sua incestuosa nascença. Ou seja, João das Regras, mesmo após lamentar ter sido obrigado a exibir as provas deles serem ilegítimos, continua, apesar disso, a chamar-lhes Infantes.[1] Melhor prova do que esta de que ela e os seus irmãos eram realmente reconhecidos como Infantes não podia haver.

Referências

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