Cambuci (fruta)

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Como ler uma caixa taxonómicaCambuci
Muda de cambuci

Muda de cambuci
Estado de conservação
Status iucn3.1 VU pt.svg
Vulnerável
Classificação científica
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Myrtales
Família: Myrtaceae
Género: Campomanesia
Espécie: C. phaea
Nome binomial
Campomanesia phaea
(Berg) Landrum 1984
Sinónimos
Abbevillea phaea O. Berg

Paivaea langsdorfii O. Berg/

O cambuci ou cambucizeiro é uma árvore frutífera nativa da Mata Atlântica, ameaçada de extinção. Antigamente abundante na cidade de São Paulo, deu nome a um de seus bairros tradicionais.

O nome cambuci é de origem indígena e deve-se à forma de seus frutos, parecidos com os potes de cerâmica que recebiam o mesmo nome.

A espécie (Campomanesia phaea) foi inicialmente descrita por Berg em 1857, como Abbevillea phaea.

Características[editar | editar código-fonte]

Árvore de 3 a 5 m de altura, com copa piramidal, tronco descamante com 20 a 30 cm de diâmetro.

Folhas simples, lisas, de 7–10 cm de comprimento por 3-4 de largura.

Flores axilares pedunculadas, solitárias.

O fruto é uma baga lisa, achatada, de cor verde mesmo quando maduro, de polpa carnosa doce-acidulada.

Ocorrência[editar | editar código-fonte]

Originalmente encontrada em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, na vertente da Serra do Mar voltada para o planalto e no começo deste, na floresta ombrófila densa da Mata Atlântica. Ocorre também na restinga do litoral norte de São Paulo.

Atualmente é encontrada apenas perto de São Paulo e Teresópolis (no Parque Nacional da Serra dos Órgãos), no Rio de Janeiro.[1]

Em alguns pomares domésticos ainda se cultiva essa fruta, cujos futos são consumidos principalmente na forma de suco. Também se prepara a cachaça-com-cambuci, aguardente aromatizada com a fruta em infusão.

Os frutos atraem a avifauna.

Ecologia[editar | editar código-fonte]

Árvore semidecídua, higrófita, heliófita, muito rara, apesar da dispersão zoocórica pelas aves.

Floresce de agosto a novembro e os frutos amadurecem em janeiro e fevereiro.

Um quilo de sementes contém cerca de trinta mil sementes de baixa germinação.

O desenvolvimento da planta é lento.

Referências

Fontes[editar | editar código-fonte]

  • Lorenzi, Harri: Árvores brasileiras: manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas do Brasil, vol. 1. Instituto Plantarum, Nova Odessa, SP, 2002, 4a. edição. ISBN 85-86174-16-X
  • IUCN Red List

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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